“Siri, conte uma piada”. “Cortana, como está o tempo hoje?”. “Alexa, toque Yellow Submarine, dos Beatles”. Se você convive com assistentes digitais, seja em um gadget específico (como um alto-falante), celular ou computador, já deve ter feito pedidos nessa linha.

O uso dessa tecnologia tem ganhado o mundo. Em 2018, a Apple anunciou que a Siri possuía 500 milhões de usuários ativos. O dispositivo Echo Dot, alto-falante utilizado para dar voz à Alexa, assistente da Amazon, foi o item mais vendido no Natal de 2018 na gigante do e-commerce.

As pessoas utilizam os assistentes para saber o tempo, tocar músicas, fazer pedidos na internet, controlar as “smart houses” e muito mais. Tudo que estiver conectado à internet pode ser gerenciado por comandos de voz.

Note que a tecnologia está disponível para os usuários há apenas quatro anos e o Google Assistente chegou ao Brasil falando português só em 2017. Mesmo que o conceito seja novo, já foi adotado em larga escala pelo mercado. Mas o que isso tem a ver com a sua empresa? Os assistentes digitais podem auxiliar negócios de diversas maneiras e empreendedores precisam conhecer essa tendência a fim de se manterem competitivos.

Neste artigo, saiba o que o crescimento dos assistentes e significa para a sua empresa, como utilizar para impulsionar resultados e muito mais.

O que é assistente digital

Assistentes digitais são aplicativos ou programas capazes de entender comandos de voz e executar tarefas com base nessas ordens. Para que isso seja possível, o software utiliza técnicas chamadas de NLP (Natural Language Processing, ou processamento de linguagem natural). É a primeira vez na história que os seres humanos podem falar diretamente para programas de computador.

Aos poucos, as técnicas de NLP ficam mais sofisticadas, especialmente por meio da inteligência artificial e Internet das Coisas. Mas essa tendência não é explorada apenas pelas companhias que criaram os assistentes. Outros negócios também podem se apropriar da tecnologia para transformar seus processos, atendimento ao cliente e muito mais.

Entenda melhor, a seguir, o uso de assistentes digitais em negócios.

Como assistentes digitais são utilizados nas empresas

Inserir assistentes digitais nos locais de trabalho pode ter muitos efeitos positivos. Um deles é o aumento de produtividade, com tarefas diárias podendo ser completadas mais rapidamente. A quantidade de erros também pode ser reduzida, agendas podem ser melhor gerenciadas e encontrar respostas para perguntas será algo cada vez mais fácil.

Uma prova de que essa tecnologia pode se tornar parte do dia a dia das empresas é a criação do Alexa Business, plataforma do assistente digital voltada para equipes de trabalho, com soluções específicas.

Outro exemplo é o Aider, assistente digital ainda em fase beta totalmente voltado para micro e pequenos negócios, que foca em trazer resultados melhores em todas as áreas das empresas.

A ideia é ter um aparelho pronto para responder perguntas de funcionários sobre vendas, metas, contas, inventários ou qualquer outra informação sensível ao negócio. Fácil de usar e alimentado por inteligência artificial, o Aider é uma aposta no mercado que demonstra o potencial dos assistentes no ambiente corporativo.

Já falamos por aqui sobre como a automação é uma tendência de negócio e os assistentes virtuais com certeza fazem parte das ferramentas utilizadas para automatizar processos.

Além disso, é preciso considerar que as pessoas vão passar a pesquisar produtos pelos assistentes digitais. No futuro, será preciso que e-commerces estejam preparados para isso, com técnicas atualizadas de SEO (Otimização de Mecanismos de Busca), usabilidade e muito mais.

No entanto, assim como outras novas tecnologias, há preocupação com as leis e segurança do usuário. Você já deve ter visto notícias sobre invasão de privacidade por meio de plataformas, como o Facebook. Será que isso alcança os assistentes digitais?

Assistentes digitais e privacidade

É importante destacar que trazer assistentes digitais para o ambiente de trabalho significa um risco para a segurança. Afinal, funcionários e clientes estarão expostos a um dispositivo capaz de ouvir e compreender a voz humana.

Além disso, a maior fatia de mercado pertence às grandes Amazon e Google, que podem utilizar informações para melhorar as recomendações de produto, por exemplo. Em São Francisco, um usuário percebeu que o histórico de buscas por voz de seu Echo Dot havia salvo muito mais do que apenas comandos de voz direcionados ao assistente. Em dois dias de uso,  haviam milhares de gravações. A companhia anunciou que se tratava de uma falha de hardware e recolheu os dispositivos.

Por isso, é preciso que legislações estejam preparadas para evitar o uso indevido de dados, sem o consentimento expresso dos usuários. Aqui no Brasil, um exemplo é a Lei de Proteção de Dados Pessoais, ou LPDP, que prevê multa para empresas que utilizarem informações indevidamente. Quer saber mais sobre essa lei? Confira detalhes neste post!

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