Elas podem vir nas mais variadas formas, mas uma característica é recorrente: as cidades inteligentes são o futuro da nossa vida urbana. A expressão vem sendo usada cada vez mais, mas o conceito ainda é um pouco confuso para as pessoas.

No post de hoje, você vai entender o que são as cidades inteligentes, o que uma cidade precisa ter para ser reconhecida como tal e alguns exemplos de sucesso.

 

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O que são cidades inteligentes

Cidades inteligentes são aquelas que otimizam a utilização dos recursos para servir melhor os cidadãos. Isso vale para a mobilidade, a energia ou para qualquer serviço necessário à vida das pessoas.

Este vídeo da Ericsson Brasil explica bem o conceito:

O vídeo faz parte de uma lista de reprodução com mais conteúdos sobre cidades inteligentes. Para assistir, clique aqui.

As definições não param por aí. Cidades inteligentes são diferentes entre si; afinal, cada lugar tem necessidades e especificidades únicas.

A IBM, por exemplo, define cidades inteligentes como aquelas que fazem uso otimizado de informações interconectadas para entender e melhor controlar operações e recursos. Essa é uma definição do ponto de vista dos dados.

Não é preciso que uma cidade tenha exatamente essa característica para ser considerada inteligente. Exemplificando: o Departamento de Negócios do Reino Unido define que é preciso existir engajamento por parte dos cidadãos.

Outras instituições consideram que uma cidade inteligente precisa ter mobilidade limpa e acessível, com a ajuda da tecnologia. Algumas entendem que as pessoas é que devem ser inteligentes e ter poder de escolha sobre seus estilos de vida, trabalho e viagens.

Entretanto, podemos considerar alguns fatores essenciais em relação às cidades inteligentes:

➔ São voltadas para o aumento da qualidade de vida dos cidadãos.

➔ Precisam do envolvimento de stakeholders para dar certo (universidades, empresas, ONGs).

➔ São construídas com base em planejamento.

➔ Devem otimizar a utilização de recursos.

Bottom-up ou top-down

Podemos ainda classificar as cidades inteligentes por meio de sua abordagem: bottom-up (de baixo para cima) ou top-down (de cima para baixo).

No caso da aplicação bottom-up, as cidades trabalham com dados de sensores instalados pela cidade, câmeras de monitoramento, redes sociais, dentre outros. Tudo é integrado em uma só plataforma, que permite o gerenciamento eficiente dos serviços.

Ou seja: as decisões são tomadas de acordo com as atitudes e o pensamento dos usuários. Esse formato é muito utilizado nas grandes cidades que buscam tornar seus serviços inteligentes porque é uma questão de adaptação.

Estudiosos acreditam que essa abordagem é mais democrática, já que cidadãos podem dar opinião e se movimentar para que as ações deem certo.

Mas nada impede que as cidades inteligentes executem a abordagem top-down, que recria cidades do zero, fazendo a estrutura inicial trabalhar em favor delas. É o caso de Songdo, na Coreia do Sul. Nesse exemplo, toda a estrutura é montada para que a cidade seja inteligente.

Em ambas as abordagens, o objetivo é tornar as localidades mais agradáveis, sustentáveis, limpas e acessíveis.

 

Exemplos de cidades inteligentes

Moscou, capital da Rússia, é conhecida por sofrer congestionamentos gigantes. É quase impossível encontrar estacionamentos nas áreas de população mais densa.

Com a ajuda de uma empresa de tecnologia inglesa, os motoristas podem conseguir locais para estacionar antes mesmo de sair de casa.

Um piloto do projeto já está sendo testado em Minsk, também na Rússia.  Desenvolvido pela Telensa, o aplicativo pode dizer aos motoristas exatamente onde e quando os espaços estão disponíveis, diminuindo as voltas no quarteirão para localizar uma vaga.

Quem faz o trabalho é um sensor instalado na rua. Se há um carro parado, ele detecta e anuncia a ocupação no aplicativo.

A mesma empresa tem outros projetos que envolvem avisos sobre o bloqueio de ruas com neve e acionamento de luzes quando a polícia está procurando suspeitos.

Já falamos em outro post sobre um projeto relacionado à iluminação pública. Confira aqui!

Cidades inteligentes foi o tema do evento internacional FutureCom de 2015. Assista a uma conversa sobre o assunto entre Igor Lopes, editor-chefe do Canaltech, e Anderson Tomaiz, gerente sênior da Huawei, com casos brasileiros:

Cidades inteligentes são necessárias

Com o crescimento das cidades, torná-las inteligentes é essencial. Universidades, empresas e instituições públicas podem unir forças para que soluções sejam aplicadas e sirvam os cidadãos de forma cada vez mais eficaz.

Por mais que existam muitos conceitos, esse é o objetivo principal. O que muda é a forma como chegamos lá – se por meio de tecnologias avançadas, se por intermédio de projetos simples, mas que mudam completamente a vida da população.

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