Cidades que recebem o ciclismo urbano são beneficiadas por uma série de fatores. Mais bicicletas significa menos carros, risco menor de acidentes, população mais saudável e ar mais limpo.

Soluções inovadoras têm se tornado cada vez mais necessárias com o crescimento da urbanização. Infelizmente, transformar cidades voltadas para carros em paraísos do ciclismo urbano é uma tarefa árdua. Ainda assim, com um plano de ações bem definido e iniciativas eficazes, é possível investir nesse caminho.

ciclismo urbano

Neste artigo, entenda a importância de incentivar o ciclismo urbano e descubra soluções que podem fazer parte de um planejamento voltado para esse tipo de transporte.

 

Por que razão incentivar o ciclismo urbano é tão importante

O investimento em infraestrutura para bicicletas é uma jogada moderna e inteligente, que pode gerar bons frutos, inclusive para a economia da região.

Estudos realizados na Dinamarca, cuja capital Copenhague ocupa o primeiro lugar no ranking de uso desse transporte, provam que, para cada quilômetro pedalado, 23 cents retornam à cidade, enquanto a mesma distância percorrida por um carro custa 16 cents da economia.

Por mais que existam acidentes envolvendo ciclistas e pedestres, os automóveis continuam sendo os veículos mais perigosos. Quanto mais bikes e pedestres, mais a cidade se torna um local seguro para todos, como já vimos em outro artigo.

Além de trazer mais segurança, o ciclismo urbano tem impacto positivo na saúde pública e no meio ambiente – há menos poluição sonora e do ar. Isso sem contar o espaço liberado; afinal, com menos necessidade de lugar para estacionar, grandes espaços podem ser utilizados para outros fins.

Para comprovar ainda mais a importância de investir no transporte a duas rodas, veja o top das 20 cidades que mais abraçam ciclistas no mundo:

cidades que abraçam o ciclismo urbano

Fonte: Wired.

Buenos Aires é uma das cidades mais próximas do Brasil, citadas no ranking. No período de três anos, a cidade aumentou a infraestrutura para bicicletas em 140 km, além do projeto de compartilhamento de bikes.

Ainda existem melhorias a ser implementadas, mas a capital argentina já desponta como cidade-modelo do transporte alternativo.

Descubra a seguir quais tipos de iniciativa podem transformar cidades em lugares abertos e seguros para os ciclistas.

 

Ciclovias

A primeira ação de incentivo ao ciclismo urbano é construir ciclovias ou faixas exclusivas para pedestres. Os modelos ideais possuem barreiras fixas entre ciclistas e carros, o que aumenta a segurança.

Entretanto, essas construções podem sair caro. Uma solução é instalá-las apenas nos locais em que há maior necessidade, como curvas ou ruas e avenidas mais movimentadas, onde carros podem atingir maior velocidade.

Além disso, faixas de ônibus combinadas a ciclovias podem contribuir para o avanço do ciclismo urbano. Isso porque reduzem o espaço disponível para carros e aumentam a atratividade pelo transporte público.

 

Incentivos à redução do transporte particular

Algumas cidades já adotam iniciativas visando reduzir o uso de carros nas cidades. Uma delas é o pedágio mais caro em horários de pico. Outra é a implementação de rodízios, como em São Paulo. A cobrança para estacionar nas ruas, como o Faixa Azul, também é realidade em vários locais.

Ao reduzir a quantidade de carros nas ruas, os ciclistas se sentem mais seguros, o que favorece o ciclo positivo que mencionamos acima.

 

Adicionar bicicletários

Os bicicletários também são uma questão de segurança. Afinal, ciclistas evitam ir a lugares onde não podem deixar a bicicleta. Por isso, uma das soluções de incentivo ao ciclismo urbano é instalar mais locais próprios para prender as bicicletas – até mesmo substituindo espaços de estacionamento de veículos.

 

Bicicletas compartilhadas

Esse tipo de programa tem se tornado popular pelo mundo. Isso tanto oferece uma alternativa mais barata para as pessoas se locomoverem como é uma ótima oportunidade para turistas.

Aqui no Brasil, podemos utilizar as bicicletas do Itaú, presentes em cidades como Belo Horizonte e São Paulo. Em Nova Iorque, há um modelo parecido, chamado de Citi Bike.

 

Carros compartilhados

Por mais que o incentivo ao ciclismo urbano tire o foco dos carros, é inegável que os veículos cumprem propósitos importantes. Tendo reconhecido isso, é importante que cidades promovam opções mais viáveis de transporte com carros, por exemplo, os programas de automóveis compartilhados.

Veja aqui neste artigo modelos de negócio que exploram essa tendência.

 

Planejamento estratégico a favor do ciclismo urbano

Por fim, o ciclismo urbano tem muito a ganhar com projetos focados no futuro. Se o planejamento estratégico das cidades pode transformá-las em locais mais receptivos às bikes, é provável que, no longo prazo, elas se tornem mais sustentáveis.

Isso demanda aumento da infraestrutura, divulgação das iniciativas e conscientização da população.

A mudança pode demorar, mas a recompensa é grande. Se você se interessa pelo assunto, não deixe de complementar a leitura com outro de nossos artigos:

APLICATIVOS DE ÔNIBUS: VALE A PENA IMPLEMENTAR NA CIDADE?

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