Tendências demográficas mostram que, até 2050, a maior parte da população mundial estará nas cidades.

Isso significa que devemos pensar em estratégias para cultivar a prosperidade econômica nas áreas urbanas.

Essa responsabilidade também é dos governos, mas, para ter sucesso, é preciso contar com a atuação de instituições e dos próprios cidadãos.

Quais atitudes podemos tomar para fortalecer a economia? Uma das formas mais benéficas de fazer isso é incentivando o empreendedorismo. Tanto a abertura de empresas quanto a atuação conjunta de diversos públicos são responsáveis pelo desenvolvimento econômico e social das cidades.

No post de hoje, você vai saber como a cultura empreendedora é desenvolvida e como você pode incentivar o empreendedorismo na sua região. Conheça algumas ferramentas práticas para isso.

 

Como o empreendedorismo acontece

Para a empreendedora Renata Horta, sócia-fundadora da Tropos Lab – Laboratório de Negócios Inovadores –, o empreendedorismo é um pacote de comportamentos como proatividade, criatividade e visão de futuro.

Muitos desses comportamentos nascem conosco e outros são desenvolvidos a partir das características do ambiente em que crescemos. Essa parte do desenvolvimento é muito importante para o futuro das cidades. Mas quem é responsável por isso?

Renata afirma que a responsabilidade é compartilhada entre instituições: universidades, governo, sociedade e empreendedores. Quatro fatores são essenciais para cultivar atitudes empreendedoras:

 

  1. Ambientes que valorizem ações empreendedoras.
  2. Educação empreendedora.
  3. Integração de participantes de um ecossistema empreendedor.
  4. Fomento para o empreendedor e a empresa.

 

Condições favoráveis para incentivar o empreendedorismo

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica de Colônia, na Alemanha, destacou algumas características sobre como incentivar o empreendedorismo nas cidades.

 

Desejo de lucro

A pesquisa concluiu que o desejo de lucro é a força inquestionável por trás da decisão de empreender.

Essa tendência vale tanto para quem empreende por oportunidade (investe sem necessariamente precisar da renda) quanto por necessidade. A taxa de cada um representa a saúde econômica de um país.

No Brasil, 57% dos negócios foram abertos por oportunidade em 2016 contra 48% por necessidade (dados do GEM – em alguns casos, não é possível fazer a distinção; por isso, a soma não é 100). É essencial criar chances de fomento e investimento.

 

Tolerância ao risco

Uma das características mais percebidas em empreendedores é a sua tolerância ao risco. Segundo o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica de Colônia, empreendedores têm mais tendência a correr mais riscos do que o normal.

Todavia, pesquisadores se dividem quando o assunto é a tolerância a esse risco. Alguns sugerem que o sucesso no empreendedorismo não depende dessa característica. Seguramente, ter coragem para correr riscos demais pode ser uma desvantagem.

Os empreendedores bem-sucedidos têm, na verdade, consciência sobre os riscos. O que é essencial nas atitudes empreendedoras não é gostar de correr riscos, mas o desejo por mais autonomia sobre a própria vida.

Quem toma atitudes empreendedoras aceita passar por uma diminuição de renda (sair do emprego, por exemplo) para tentar alcançar maior remuneração do que antes de empreender. É um risco, mas que pode gerar bons frutos.

 

Confiança

O empreendedor precisa ter confiança em fatores como a definição de sócios, condições do ambiente e nas próprias habilidades.

Boas redes de relacionamento têm papel importante nessa linha. Regiões com alta atividade empreendedora dependem muito do nível de confiança existente entre seus atores.

Para alcançar estabilidade nas relações entre empreendedores, investidores, clientes e fornecedores, é preciso que haja reciprocidade e troca de informações.

 

Comportamento específico de gênero

O empreendedorismo ainda é um campo dominado pelos homens. Segundo o estudo, o comportamento empreendedor varia bastante entre os sexos e isso tem vários motivos.

Para se ter uma noção, apenas 35% das empresas abertas no mundo são coordenadas por mulheres e muitas tendem a ser menores e familiares. Dentre as startups, o problema é ainda maior e isso influencia a escolha do negócio para investimento, uma vez que as taxas de juros acabam sendo bem mais elevadas.

Muitos pesquisadores sugerem que isso se deva a tendências comportamentais (mulheres têm menos tendência a correr riscos, por exemplo) e condicionais (barreiras de gênero).

Mas as pesquisas sugerem que os obstáculos não param por aí. O balanço entre família e carreira é mais cobrado delas e isso explica por que a maior parte dos negócios é familiar. Outro ponto é o preconceito quando o assunto é tecnologia, segmento no qual estão as startups.

SAIBA MAIS: INICIATIVAS DA FINLÂNDIA PARA INCENTIVAR A CULTURA EMPREENDEDORA.

 

Ferramentas para incentivar o empreendedorismo

Ecossistema de aceleração e desenvolvimento de negócios

Para incentivar o empreendedorismo, muitas instituições e governos passaram a apostar nas aceleradoras. Um exemplo é o Startups and Entrepreneurship Ecosistem Development (SEED), programa do Governo de Minas Gerais.

Outros formatos também são interessantes, como o de makerspaces, que fomentam a criação de projetos de hardware. Um exemplo é o FabLab Livre, de São Paulo.

 

Programas de fomento

Como um dos principais incentivos de empreendedores é o lucro, encontrar boas condições de fomento é essencial. Programas como o Edital Sebrae de Inovação são essenciais nesse processo.

 

Incentivo ao empreendedorismo feminino

Visando fortalecer a presença das mulheres no empreendedorismo, é preciso criar condições que derrubem suas barreiras. A iniciativa Rede Mulher Empreendedora é um exemplo. Por meio dela, empreendedoras e empresas se conectam e apoiam umas às outras para favorecer a entrada das mulheres no mercado.

E aí, como você vai ajudar a incentivar o empreendedorismo na sua região? Divida suas ideias nos comentários!

 

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