Novas tecnologias abriram portas para múltiplos modelos de negócio que podem ser aplicados nas cidades.

Entretanto, ainda não são muito comuns modelos de pensamento que ajudam servidores e pesquisadores a selecionar as melhores soluções para problemas urbanos.

O Business Model Canvas (Canvas Modelo de Negócio) pode ajudar a suprir essa deficiência. É uma metodologia simples, organizada e flexível de avaliar as opções disponíveis e tomar decisões estratégicas.

Este post vai tratar do Canvas e como ele pode ser aplicado nas cidades, com um estudo de caso.

 

O que é o Business Model Canvas

Empresas já utilizam o Canvas sistematicamente para criar outros produtos e serviços, especialmente as startups, que são propostas de negócio inovadoras.

A montagem do painel tem o objetivo central de extrair o valor real oferecido pelas soluções apresentadas antes de começar a construção do produto ou a concepção do serviço.

Se você quiser aprender a montar ao Canvas mais detalhadamente, no contexto de negócios, pode seguir as instruções deste post.

 

Como utilizar o Business Model Canvas nas cidades

Para exemplificar o uso do Canvas no contexto urbano, vamos utilizar um estudo de caso retirado do artigo “The Business Model Evaluation Tool for Smart Cities: Application to SmartSantander Use Cases” (A avaliação de modelo de negócios para cidades inteligentes: aplicação em Santander).

Escrito por estudantes da Universidade da Cantabria, em Santander, na Espanha, o artigo busca aplicar o modelo, ainda pouco usado pela administração pública.

No caso em questão, foi analisada a situação da iluminação pública da cidade de Santander. Foi feita uma comparação com o modelo atual e a proposta de renovação.

 

Segmentos de clientes

Devemos ter em mente que, em qualquer um dos modelos de iluminação pública, os consumidores principais são os cidadãos.

Na verdade, em qualquer aplicação do Business Model Canvas para cidades, os clientes são sempre os cidadãos, que vão efetivamente utilizar as inovações.

A mesma lógica se dá no relacionamento com clientes: o objetivo é oferecer iluminação, e o relacionamento acontece por meio dela.

 

Proposta de valor

Aqui definimos o que atende às expectativas do cliente. Veja a diferença entre o modelo antigo e o novo de iluminação em Santander:

➜ Antigo: iluminação pública para todas as áreas da cidade.

➜ Novo: iluminação pública para todas as áreas da cidade com custo baixo e pouco impacto ambiental, além de diminuição sutil de intensidade quando não há pedestres.

Canais de distribuição

Definimos, então, como essa iluminação será divulgada. No modelo antigo, divulgava-se material promocional, como brochuras, notícias na mídia (por meio de assessoria de imprensa) e e-mails de serviço.

Para o novo modelo, os proponentes adicionaram a essas ações eventos no formato de hackathons (saiba aqui o que significa isso), conferências e workshops, em relação aos quais os cidadãos podem propor soluções e discutir possibilidades.

Linhas de receita

O sistema público de Santander funciona por meio dos impostos.

Recursos-chave

Para que a iluminação pública funcione, alguns recursos são essenciais. Primeiramente, o trabalho dos servidores públicos. Em seguida, as luminárias e os postes e também o fornecimento de energia elétrica.

O novo modelo pretende aplicar a tecnologia da Internet das Coisas para que a intensidade da luz diminua um pouco quando não houver pedestres.

Por isso, além dos recursos citados, há necessidade de sensores de movimento e gerenciamento de dados a cargo dos técnicos da universidade que produziu o estudo.

Atividades-chave

Sem as atividades-chave, não é possível integrar a solução. Em qualquer sistema de iluminação pública, é necessário ter planejamento e manutenção.

O modelo novo proposto adiciona o gerenciamento de uma plataforma de Big Data que consolide os dados e otimize cada vez mais a diminuição e o aumento de intensidade da luz.

Parceiros-chave

Essenciais para qualquer negócio ou projeto, os parceiros também fazem parte do Business Model Canvas. Na proposta de Santander, os parceiros são a empresa de fornecimento de energia, a prefeitura, a universidade e a empresa que fez o planejamento estratégico da iluminação.

Estrutura de custos

Para que a iluminação funcione dentro do orçamento, é preciso montar uma estrutura de custos. No modelo de Santander, temos:

➜ Salário dos funcionários.

➜ Investimento na estrutura física (que é mais cara no início, já que as lâmpadas seriam de LED).

➜ Fornecimento de energia (80% mais barato, já que o sistema será mais eficiente).

➜ Sistema de gerenciamento de Big Data da universidade.

Ao utilizar a metodologia para aplicar o modelo inteligente de iluminação, foi possível perceber claramente os benefícios financeiro e ambiental.

Além disso, o papel de cada ator fica explícito, e todos sabem para qual área delegar funções.

Na sua cidade existe alguma solução que pode se beneficiar do uso do Business Model Canvas? Conte para nós pelos comentários!

 

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