Você gostaria de saber mais sobre a sua cidade? Provavelmente, já se perguntou quais são as maiores atividades econômicas da região ou qual é o nível de escolaridade da população, por exemplo. O DataViva surgiu exatamente para cobrir essas questões.

A plataforma de pesquisa aberta de dados permite que usuários do Brasil inteiro conheçam informações de mais de cinco mil municípios brasileiros. Além disso, é possível filtrar a pesquisa por região, estado e país.

Neste artigo, vamos conhecer o DataViva e entender a importância de ampliar o acesso a tais dados para a população.

4 pilares para desenvolver cidades inteligentes.

Como surgiu o DataViva

O DataViva surgiu com a intenção principal de fortalecer a cultura de dados e orientar o desenvolvimento do país. É uma ferramenta de informações e análises que auxilia tanto agentes do serviço público quando cidadãos a entender o contexto e os pontos de melhoria de cada lugar.

Três instituições estão por trás do projeto: o Governo de Minas Gerais e a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (INDI), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

A plataforma é dinâmica e fácil de utilizar. Pode ser acessada por qualquer pessoa, de políticos a estudantes, que encontrarão  informações sobre economia, educação, indústria, mercado profissional, dentre outras.

O recorte dos dados é dos últimos dez anos, variando um pouco conforme a área pesquisada. Na sessão de pesquisa de recursos básicos, podemos encontrar os seguintes nichos:

 

  • Empreendedores: perfil econômico e oportunidades de negócios da região .
  • Agentes de Desenvolvimento: políticas de desenvolvimento de acordo com a localidade.
  • Estudantes e Profissionais: informações sobre empregos disponíveis, renda por ocupação e cursos.
  • Localidades Brasileiras: perfil geral por região, estado, mesorregião, microrregião ou município brasileiro. Dados de comércio exterior, atividade econômica, empregos e educação.
  • Ocupações: regiões que mais empregam por atividade profissional, cursos relacionados, salário médio e estatísticas de emprego por ano.
  • Atividades Econômicas: informações sobre taxa de emprego por região, salário médio por tipo de ocupação, renda mensal média e oportunidades econômicas.
  • Produtos: dados da Balança Comercial por produto, origem das importações e destino das exportações, ranking por localidade, atividades econômicas e ocupações relacionadas.
  • Parceiros Comerciais: nações que importam ou exportam produtos para o Brasil, dados de comercialização por tipo de produto ou por município comercializador.
  • Universidades: número de matrículas em cada curso ofertado, situação dos estudantes e perfis semelhantes de universidades.
  • Ensino Superior: lista de universidades e municípios que ofertam o curso de Educação Superior ou o campo de estudo selecionado.
  • Cursos Básicos: escolas do Brasil que oferecem educação profissional e ranking de matrículas na Educação Básica por município.

 

Dentro de cada área acima relacionada, é possível filtrar de várias formas. Não deixe de explorar.

dataviva

Além disso, existe a sessão de rankings, na qual o usuário pode observar listas por ocupação (ex.: porteiros e vigias), atividade econômica (ex.: restaurantes), produto (ex.: tubos de níquel), parceiro comercial (países), universidade, curso superior e ensino básico. No site, ainda são disponibilizados gráficos e downloads de bancos de dados.

A iniciativa é inédita no país, e os dados fornecidos são do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Ministério da Educação (MEC).

Segundo o site do DataViva, um dos pilares da construção da plataforma é a tecnologia do big data. A técnica gera conhecimento e inteligência por meio do processamento de grandes volumes de dados. Saiba mais sobre big data aqui.

O livre acesso às informações pode ter efeitos positivos para todas as regiões. Estudantes, investidores, empreendedores e outros agentes são capazes de tomar decisões mais acertadas com base nas informações. Veja a seguir um pouco mais sobre a importância desse tipo de iniciativa.

 

Por que razão fornecer dados abertos é importante

Tanto governos federais e estaduais quanto municipais e instituições têm muito a ganhar com a transparência de dados. Já falamos por aqui sobre as smart cities, por exemplo. Um dos pilares desse modelo de cidades é a coleta e o processamento de dados para otimizar a vida dos cidadãos e oferecer serviços mais eficientes.

Uma plataforma como o DataViva faz exatamente isso. Cidades que pretendem tornar-se mais sustentáveis e tecnológicas devem conhecer bem seu contexto para investir nas áreas certas em busca de um futuro mais promissor.

Além disso, as relações entre governos e seus “clientes” (cidadãos) tendem a ser muito melhores quando há transparência. Afinal, a população tem mais ferramentas para se envolver com os assuntos públicos e exercer a democracia.

Há ainda benefícios econômicos: um relatório da empresa de consultoria McKinsey demonstrou que abrir informações sobre cidades e países tem o potencial de estimular a geração de mais de um trilhão de dólares. É fácil perceber isso quando pensamos nas cidades como empresas. Aquelas que mantêm relação transparente com seus stakeholders se destacam no mercado.

Você gosta de consultar sobre indicadores regionais e quer aprofundar seus conhecimentos? Não deixe de ler outro de nossos conteúdos:

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