Sabe quando você se sente bem em um local arborizado? O design em parques públicos proporciona bem-estar aos frequentadores e impulsiona o crescimento das comunidades.

Muitas cidades já perceberam como os parques podem contribuir para a qualidade de vida urbana. Integrando-se à vida cultural dos bairros, eles incentivam a convivência e motivam as pessoas a permanecer nas cidades.

E você? Acredita no design em parques públicos? Visando aprofundar um pouco o assunto, discutimos a seguir qual é o papel dos espaços abertos para o desenvolvimento das cidades e como um projeto de design pode ser feito.

 

 

Como surgiram os parques públicos

Durante muitas décadas, parques públicos têm sido um dos responsáveis pelo bem-estar da vida nas cidades. Os primeiros modelos formais, no estilo do Ibirapuera, em São Paulo, ou do Central Park, em Nova Iorque, surgiram por volta do século 19.

O objetivo era o mesmo de hoje: criar espaços calmos e bonitos para contrastar com a vida urbana agitada. Aos poucos, o conceito de parque foi ganhando adicionais, como as praças, as vias verdes e as áreas de lazer. Ou seja, tudo o que não fosse um prédio ou uma rua.

Ainda assim, nem todos compreendem o quanto o design em parques públicos pode contribuir para a revitalização de comunidades.

Amanda Burden, planejadora urbana que foi diretora do departamento de planejamento de Nova Iorque, entre 2002 e 2013, demonstrou em sua palestra no TED como foi feita a revitalização dos bairros dessa grande cidade, que passou a comportar mais um milhão de pessoas em cerca de um ano.

Com o propósito de realizar a revitalização, ela estudou a forma como os parques públicos afetam a nossa impressão sobre a cidade. Na visão de Amanda, os seres humanos almejam espaços verdes, lugares para sentar e pessoas para conviver, a fim de se sentirem bem.

Ela ainda completa que design não é apenas algo ser bonito, mas algo funcionar. Isso se aplica a qualquer área, da gráfica à arquitetura. Quando falamos de design em parques públicos, pensamos em um lugar no qual estamos presentes e nos sentimos bem.

Os ideais de Amanda ainda foram reforçados quando ela trabalhou para defender o High Line, um dos parques mais aclamados do mundo, contra a demolição. Assista ao vídeo completo, com legendas em português:

 

Por onde começar

Ok, mas por onde começar a planejar parques que proporcionem mais qualidade de vida nas cidades? Saiba os primeiros passos.

Conheça o local

A primeira coisa é conseguir um bom local para construí-lo. Muitas prefeituras têm espaços inutilizados que podem ser aproveitados para a iniciativa. A tarefa de governantes e de outros responsáveis é incluir essas propostas no planejamento da cidade.

O ideal é que o parque seja edificado em um local que necessite de um respiro. Em áreas com agitação urbana intensa, por exemplo, ou bairros que precisem de revitalização.

Peça ajuda às pessoas

Ainda assim, a construção dos parques públicos não é de responsabilidade apenas dos governantes. Cabe também aos cidadãos oferecer sua contribuição e expressar seus desejos. Além disso, quanto mais as pessoas participam do processo, mais interessadas ficam nele.

Com tudo isso definido, vamos passar por alguns pontos de atenção na hora de bolar o projeto.

 

Como desenhar bons parques públicos

Podemos definir algumas características essenciais do design em parques públicos que proporcionam as vantagens mencionadas acima. Confira algumas dicas:

Segurança

O design de um parque público tem impacto direto na percepção das pessoas em relação à segurança. Afinal, não basta construir lindos espaços abertos sem pensar nela. É preciso levar em conta pontos como:

● Iluminação

● Layout fácil para a prática de caminhada

● Possibilidade de isolamento das partes principais

● Visibilidade

● Acesso a pessoas que possam orientá-lo

● Facilidade de manutenção

Criar um parque seguro é pensar em como ele supre as necessidades dos usuários, se é diverso e interessante, se conecta pessoas e se proporciona uma boa experiência.

Mesmo que não elimine o medo e a possibilidade de crimes, a construção bem estruturada pode criar melhores condições de controle.

Legibilidade

O design em parques públicos também deve ser legível. Há necessidade de que a área do parque seja de fácil entendimento para orientar quem o está explorando e, logicamente, não quer se perder. A presença de pontos de referência, por exemplo, pode ajudar nisso.

Algumas perguntas que você pode fazer a si mesmo quando estiver montando um projeto, a fim de aumentar a legibilidade do parque:

● Para quem está indo lá pela primeira vez, o parque é de fácil compreensão?

● As entradas e as saídas são fáceis de encontrar para quem está dentro e fora do parque?

● Os caminhos conectam destinos?

● A sinalização leva usuários a pontos de interesse?

● Os pontos focais estão claramente visíveis?

● A iluminação possibilita o movimento entre destinos?

Diversidade

Parques bem-sucedidos pelo mundo oferecem graus de diversidade em sua estrutura física. Ter muitas coisas diferentes para observar estimula nosso senso de exploração, interesse, prazer e descoberta.

Por isso, o design em parques públicos deve incluir itens como textura, cor, vegetação, mobiliário e paisagens variadas. Assim, o espaço provavelmente será mais atrativo e, consequentemente, mais frequentado.

Acessibilidade

O design em parques públicos também não pode deixar de lado a acessibilidade. Afinal, se o objetivo é ser uma área de integração dos residentes, todos devem ter acesso a ela. Isso inclui não só pessoas com necessidades especiais, mas também os moradores de bairros e comunidades.

Garanta que o parque seja localizado em uma área de fácil acesso por meios de transporte público, bicicleta ou a pé. A estrutura interna deve levar em conta locais para estacionar as bikes e a proximidade com pontos de ônibus.

Os caminhos do parque devem favorecer a locomoção de cadeirantes e de outras pessoas com mobilidade reduzida, além das ciclovias.

Essas dicas valem mais para parques públicos maiores, onde as pessoas podem caminhar livremente. Mas nada impede que os espaços sejam menores, como exemplificado por Amanda Burden no vídeo acima. Qualquer lugar disponível e em desuso pode ser transformado em espaço de convivência.

 

A necessidade do design em parques públicos

Como você viu, parques podem proporcionar bem-estar e contribuir diretamente para o desenvolvimento das cidades.

Você já pensou em como colaborar com a criação de mais parques perto de onde você mora? Avalie seu papel nesse processo e mãos à obra!

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