Entenda como funciona e conheça algumas empresas e cidades que respiram essa ideia

Você já imaginou um mundo onde a maioria das relações comerciais acontece pela troca? Ele já existe graças à economia colaborativa.

Várias plataformas online permitem que produtos e serviços sejam negociados sem a necessidade de dinheiro. São trocas e empréstimos não só de objetos, mas também de experiências.

A economia colaborativa tem potencial para alterar cidades inteiras e transformá-las em locais mais sustentáveis e com mais qualidade de vida. Selecionamos algumas formas de isso acontecer, além de exemplos do que as pessoas andam fazendo por aí. Vamos lá?

 

Entenda o que é economia colaborativa

 

A economia colaborativa busca unir usuários para o consumo de bens e serviços entre si com foco no uso, e não na posse. Desde sempre, nós nos acostumamos a pedir coisas emprestadas de amigos e vizinhos, mas essa prática se difundiu com as novas tecnologias de comunicação.

Em São Paulo, a média de uso dos carros pelos proprietários é de três horas por dia. Durante o restante do dia, os carros ficam estacionados, ocupando espaços. Então, por que não alugar o seu carro ou dividi-lo com alguém que precisa de carona?

A falta de confiança nas pessoas é um fator que impede o crescimento rápido da economia colaborativa. Como as interações são realizadas entre estranhos em plataformas digitais, nem todos acham confiável trocar informações pessoais e marcar encontros.

Os sistemas de avaliação contribuem para a retomada da confiança já que permitem a avaliação e o relato de experiências, além de interação com mais pessoas que usam e prestam serviços. Com isso, as trocas tornam-se possíveis.

As pessoas também começaram a entender os benefícios desse formato de economia e agora estão nas plataformas por outros motivos, além de interesses econômicos. Quem participa do movimento tem motivações maiores, como gerar menos impacto ao meio ambiente e compartilhar bens e conhecimentos.

 

Conheça alguns exemplos

 

Três plataformas fazem parte da economia colaborativa no Brasil e são muito utilizadas. O Tem Açúcar?, o Bliive e o BlaBlaCar foram criados pensando em segmentos diferentes do mercado, mas com um objetivo em comum: diminuir o consumo.

 

Tem Açúcar?

O Tem Açúcar é baseado nas trocas que já fazemos com nossos vizinhos. Precisa de um pouco de açúcar? Em vez de ir ao supermercado e comprar um saco de 1 kg que vai ficar guardado no armário durante muito tempo, você pode pedir somente uma xícara. A mesma lógica funciona para várias coisas, como uma furadeira, um liquidificador ou uma pá.

O aplicativo da startup tem um mapa onde você pode visualizar os moradores do seu bairro que utilizam. Você escolhe então se quer fazer um pedido ou conferir se pode ajudar alguém. Pronto, você evitou uma ida à loja e, além de economizar dinheiro, poluiu menos e conheceu novos vizinhos.

 

Bliive

O Bliive é voltado para a troca de experiências e conhecimento. Os participantes podem trocar uma aula de violão por uma de inglês, por exemplo. É uma forma de oferecer algo que você já conhece em troca do que quer conhecer, gastando somente tempo com isso.

Cada usuário da plataforma junta “moedas” que podem ser convertidas em aulas. Se você oferece uma hora do seu tempo para alguém, recebe em troca uma moeda. Em 2015, a empresa foi selecionada para receber dinheiro em um programa da Escócia e começou a expandir a ideia para outros países, como os Estados Unidos.

 

BlaBlaCar

O BlaBlaCar é uma plataforma de caronas onde os usuários cadastram rotas, como de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, por exemplo, com a data e o valor da viagem – que é a divisão dos gastos com gasolina. Se alguém precisar fazer esse caminho no mesmo dia, entra em contato com o motorista e combina os detalhes da viagem.

Os fundadores estimam que a economia gerada pelo aplicativo seja suficiente para iluminar a cidade de Los Angeles durante um ano. A redução do impacto no meio ambiente é uma das maiores conquistas do serviço.

 

Conheça cidades que apostam na economia colaborativa

 

As ideias que conectam usuários em torno de uma rede de colaboração fortalecem a esfera local das cidades. Além de fomentar a sustentabilidade, as iniciativas promovem a união para a sugestão de soluções que melhorem a qualidade de vida nas comunidades.

Muitas cidades contam com espaços públicos para a manutenção de jardins comunitários, feiras de trocas de livros e roupas, dentre outras atividades. Nos encontros, as pessoas não só ajudam a cidade e trocam objetos, mas se conhecem e ganham um local de convivência.

Na Holanda, em Amsterdam, um grupo criou a SharingCity, na qual vários “embaixadores” de todos os cantos da cidade trabalham juntos. São pessoas com expertises diferentes como empreendedores de startup, executivos, representantes de comunidades, etc.

Alguns fatores que norteiam as atividades do grupo:

 

  • Segundo uma pesquisa, 84% dos moradores da cidade manifestaram o desejo de participar de atividades da economia colaborativa.
  • 90% da cidade é conectada à internet, fator essencial para as práticas colaborativas.
  • A região possui potencial de inovação, principalmente pela quantidade de startups.

 

Mas não é só na Europa que as iniciativas para fomentar a economia colaborativa nas cidades acontecem.

Porto Alegre conta com o Festival ShareFest, desde 2012, e todos os anos une entusiastas da economia colaborativa para troca de experiências. Os participantes discutem sobre novos modelos de criação, ativismo social, consumo consciente e empoderamento do cidadão.

Curitiba conta com 72 espaços e movimentos colaborativos dedicados à economia colaborativa. Existe até uma plataforma criada para mapear as casas colaborativas e coworkings na cidade: a Uhbzurv, com foco em espaços abertos para quem quer conhecer pessoas e desenvolver projetos.

A economia colaborativa evita desperdícios e une pessoas. Ações como essa transformam uma região inteira e podem transformar negócios.
Acesse e veja como este modelo pode ajudar.

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