Não é preciso pesquisar muito para saber que o meio ambiente está em risco. A tendência em procurar produtos sustentáveis e que impactem menos o planeta Terra já não é nova. Com ela, veio um tipo de negócio que procura reduzir o consumo desenfreado: são aqueles participantes da economia compartilhada.

Esse movimento busca diminuir a necessidade de exploração de matérias-primas. É a lógica do martelo: você nem sempre precisa da ferramenta, mas, sim, de um prego na parede. Assim, nem sempre é necessário ir até a uma loja, já que é muito mais fácil encontrar um emprestado. O que a economia compartilhada faz é facilitar esse processo e ampliar as opções.

Para o consumidor, os benefícios são claros. É possível pagar pelo que precisa, só quando se precisa. Em relação aos negócios, fica o lucro vindo dessa troca. Nem sempre é necessário ter estrutura completa; basta colocar os clientes em contato.

economia compartilhada

Neste artigo, vamos analisar o que significa economia compartilhada, quais são os exemplos que encontramos até hoje no mercado e por que esse modelo é tão inovador.

 

Exemplos de negócios da economia compartilhada

A fim de que você entenda melhor o que é a economia compartilhada e perceba como ela já ocorre à sua volta, confira os exemplos abaixo.

Empréstimo peer-to-peer (ou coletivos)

Peer-to-peer é um termo em inglês que significa “de indivíduo para indivíduo”. Plataformas facilitadoras dessa modalidade de economia compartilhada permitem que pessoas emprestem dinheiro sem precisar de um banco tradicional para fazê-lo.

É possível conferir o histórico de quem pega emprestado e oferecer dinheiro como parte de um grupo. A contrapartida é o pagamento de juros, e a empresa garante a tranquilidade das transações.

A proposta desafia os modelos tradicionais, que não são opção para boa parte das pessoas e das empresas. Exemplo no Brasil: Nexoos.

Crowdfunding

Este modelo já é conhecido no país. Aqui a proposta não é pegar dinheiro emprestado, mas contar com o financiamento de pessoas que acreditem no seu negócio, produto ou proposta. Em troca, as pessoas ganham presentes simbólicos, que aumentam de valor conforme a contribuição. Exemplos: KickstarterBenfeitoria.

Couchsurfing e aluguel de casas e apartamentos

À primeira vista, pode parecer que esses modelos são a mesma coisa com os aluguéis que já conhecíamos. Mas, nos casos de plataformas como  AirbnbCouchsurfing, o foco é em pessoas que estão viajando e não precisam do lugar durante muito tempo.

Diferentemente de hotéis, nesses casos é possível alugar apartamentos ou casas em sua totalidade e ter a comodidade de um lar à disposição. Além disso, alguns alugam apenas o quarto e podem ter contato mais próximo com o dono, que se dispõe a dar dicas sobre o local.

Caronas e compartilhamento de carro

Os carros têm se tornado um grande problema nos grandes centros por causa da poluição e dos engarrafamentos. Para quem não quer ou não pode optar pelo transporte público, a alternativa é utilizar serviços de carona e compartilhamento de carro, além de motoristas como Uber e Cabify, que permitem que as pessoas trabalhem com o próprio veículo.

Ademais, existem outros modelos de negócio inovadores, como você pode conferir neste post.

Compartilhamento de conhecimento

Habilidades que você tem no seu trabalho ou apenas como hobbie podem ser usadas como moeda de troca em plataformas da economia compartilhada. Você pode oferecer algo por dinheiro, como TaskRabbit Zaarly, que permitem que você disponibilize serviços como limpeza, montagem de móveis, jardinagem e compras de supermercado.

Pode também trocar por algo que esteja precisando, como no Bliive, que faz a intermediação entre usuários que trocam talentos entre si.

 

Por que a economia compartilhada se tornou tendência

Agora que você compreendeu um pouco da abrangência da economia compartilhada, confira as vantagens desse novo modelo de inovação.

Serviços e produtos mais baratos

Com a economia compartilhada, podemos reduzir o custo de mercadorias e serviços. Se você precisa de um serrote apenas por uma vez, é bem mais barato pagar R$ 20,00 para alugá-lo por um dia do que R$ 100,00 para adquiri-lo.

Além disso, há a eliminação de algumas etapas, como o papel do banco para um empréstimo, por exemplo.

Renda extra para pessoas físicas

O motorista do Uber que atua em um novo tipo de trabalho, a pessoa que aluga sua garagem que ficaria desocupada ou oferece um pouco de seu tempo, conquista fontes de renda que, sem a economia compartilhada, seriam impossíveis.

Facilidades para os consumidores

Os negócios inovadores, que são parte da economia compartilhada, criaram outras facilidades  para os consumidores. São mais opções de aluguel de carro, transporte mais fácil e acessível, etc. É um sinal dos novos tempos.

Desafios da economia compartilhada

Apesar de todas essas vantagens, é importante lembrar que tal economia é inovadora e tanto governos quanto pessoas não sabem muito bem como lidar com ela.

Negócios ainda enfrentam problemas burocráticos e precisam criar mecanismos para evitar dificuldades como vazamento de informações e poucas garantias por parte de quem oferece seus bens ou serviços e de quem os recebe.

Além disso, os mercados já estruturados podem sofrer mudanças profundas, e não sabemos ainda como isso pode impactar a economia de cada país. Mantenha-se sempre atualizado sobre essa tendência para estar mais informado sobre o futuro da economia compartilhada.

FEITO NO BRASIL: COMO APROVEITAR A TENDÊNCIA DE CONSUMO CONSCIENTE

 

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