O que você acha que Slideshare, Pinterest, Airbnb, Flickr, Etsy, Instagram e Tumblr têm em comum? O jeito de pensar em design nos negócios as transformou de startups a companhias gigantes, com milhões de dólares de faturamento anual.

Tudo o que usamos é desenhado meticulosamente: xícaras de café, smartphones, experiências de entretenimento. Mas não é só isso. Para muitas empresas, o design é a forma como elas gerenciam, inovam, tornam-se competitivas e, mais importante, mantêm-se nessa condição.

Nos últimos dez anos, as empresas centradas no design mostraram um crescimento 200% maior do que as pertencentes ao S&P 500, índice das ações mais valiosas do mundo.

O sucesso, porém, pode realmente ser atribuído ao design? É ele que traz clientes e resolve suas dores? O que faz uma organização centrada em design diferente das outras?

É isso o que vamos responder hoje.

 

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Primeiro, o que é bom design?

O primeiro CEO da IBM, Thomas Watson Jr., disse para seus estudantes da Columbia University, nos Estados Unidos, em 1973, que “bom design significa bons negócios”. Na época, a ideia foi tomada como boba. Na cabeça das pessoas, design servia para criar objetos bonitos.

Mas ele sabia do que estava falando. Recém-aposentado da IBM, Watson já era referência entre os empresários. Durante seu trabalho na empresa, viu o faturamento crescer dez vezes ao transformar uma linha de caixas registradoras em mainframes para computadores.

Foi aí que a IBM se tornou a cara da nova era computadorizada.

Em 2008, o jornal New York Times dizia que bom design é aquele que possui qualidades variadas: executa bem a proposta, tem visual agradável, etc. Contudo, as nossas expectativas mudam de tempos em tempos.

Já naquela época, a área alguma coisa. Melhor ainda quando servia para algo que até então não existia. Hoje, temos a mesma percepção. A diferença é que não basta servir para alguma coisa; a experiência precisa ser excelente.

Áreas do conhecimento como a do UX Design (saiba o que isso significa) se dedicam a entender cada vez mais como as pessoas utilizam os produtos para garantir boas experiências.

Se você utiliza um produto e consegue realizar tudo o que pretende, o design é provavelmente bom. É uma união entre aparência e funcionalidade.

 

Caso Airbnb

O serviço Airbnb, que permite seja alugada sua casa para as pessoas se hospedarem, passou por um redesign em 2014. Assim que lançado, o projeto recebeu algumas críticas. As pessoas acusaram o novo logotipo de ser pouco original.

Realmente, similaridade entre logos acontece com bastante frequência. Afinal, empresas tentam passar um pouco de sua cultura para a representação gráfica, e fazer algo muito fora do contexto pode dificultar a compreensão.

O que foi importante no redesign do Airbnb foi o fato de ser funcional e descomplicado. Ele foi aplicado com consistência em todos os aspectos do branding da empresa: perfis nas redes sociais, website, aplicativos e campanhas de marketing.

Todos conseguem reconhecer a marca em qualquer canal. Esse reconhecimento é o que faz a empresa crescer. Não é à toa que o Airbnb vale mais de 30 bilhões de dólares hoje em dia (se quiser saber como isso é calculado, acesse este post).

 

Design nos negócios diferentes

Hoje, a história é tão diferente que as companhias que não se preocupam com o visual correm o sério risco de perder competitividade. Investir em um processo de design pode trazer muitas vantagens, como a capacidade de colaborar, inovar, diferenciar-se e simplificar.

Cabe a você compreender o que a sua organização mais precisa nesse sentido. Nem todas têm as mesmas necessidades e podem focar em pontos diversos.

A HP, por exemplo, diferenciou-se no mercado utilizando a sua matriz de design 3D na sua estratégia de design de impressoras. A Procter & Gamble quis inovar no segmento de esfregões e desenvolveu uma solução que economiza água.

Cada uma delas utilizou o bom design nos negócios e foi bem-sucedida. Startups como o Pinterest têm necessidades completamente distintas das mencionadas acima.

A rede social é considerada uma das mais “viciantes” do mundo. Isso porque usuários podem fazer as próprias curadorias e os recortes de ideias. O design não está apenas nas imagens compartilhadas por lá, mas também na sua estrutura e organização.

E não diz respeito apenas aos negócios – é possível ser aplicado para desenvolver regiões, que também têm suas necessidades. Saiba mais aqui.

Para decidir no que investir hoje, reflita sobre os objetivos da sua companhia. Se o que você precisa é de mais clientes, olhe para seu website. O que pode ser mudado por lá para atrair mais pessoas?

Agora, se você está operando no máximo da sua capacidade e quer melhorar os processos e os serviços, estude métodos de design thinking, resolução e definição de problemas ou até mesmo o Canvas Modelo de Negócios.

Algumas soluções do Sebraetec, que ajuda organizações a investir em inovação, também podem ser úteis. Conheça o programa aqui.

De qualquer forma, você pode precisar é de profissionais qualificados, seja para coordenar, seja para aplicar mudanças. Comece escolhendo um designer de logotipo.

 

Definindo o papel do design nos negócios

Portanto, vimos que design é bom para os negócios. Mas, para ser vantajoso, há a necessidade de:

 Ser visualmente agradável.

 Ser funcional.

 Oferecer boa experiência.

 Ser consistente.

 Ter um propósito (diferente em cada organização).

Quer acompanhar as tendências de design para o ano? Leia:

4 TENDÊNCIAS-CHAVE DE DESIGN PARA 2017 (E COMO APROVEITÁ-LAS)

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