Autonomia é a palavra que descreve quem escolhe ser Microempreendedor Individual (MEI). Geralmente sozinho, mas podendo contratar um funcionário, o empreendedor está presente em todas as áreas da empresa produzindo bens ou prestando serviços, gerenciando todos os fornecedores, prospectando vendas e controlando as finanças.

É na hora de lidar estrategicamente com o dinheiro que muitos MEIs acabam tendo bastante dificuldade. Em abril de 2018, o Sebrae mapeou o perfil desse tipo de empreendedor e descobriu que 77% dos mil entrevistados nunca fizeram treinamento em finanças. A maioria deles optava por folhas de papel e não pelo computador para registrar despesas, e 48% não faziam nenhuma previsão de gastos da empresa.

A falta de conhecimento e a desorganização das finanças são motivos que levam as empresas a não resistir por muito tempo no mercado. Mas um conjunto de práticas simples pode fazer toda a diferença para o sucesso do negócio. Controlar bem as finanças traz a tranquilidade de saber que todas as contas serão pagas em dia, o que resulta na capacidade de prever situações e de tomar decisões importantes antecipadamente.

Neste post, vamos mostrar a você os erros mais comuns na hora de controlar as finanças, boas práticas de administração do dinheiro e os deveres e obrigações de quem é MEI.

 

Erros comuns na hora de administrar as finanças

Certas ações comuns costumam embaralhar a organização financeira tanto de quem está começando a empreender quanto de quem já é experiente. Fuja delas:

 

  • Misturar o dinheiro pessoal com o da empresa.
  • Não saber se a empresa está dando lucro ou não.
  • Não fazer fluxo de caixa.
  • Não manter capital de giro.

 

 

Alguns princípios importantes para o MEI

É essencial fazer um bom planejamento estratégico de todo o negócio. Assim, você sabe o quanto pode gastar e quais metas quer atingir, o que torna mais fácil identificar onde alocar recursos e o que deve ser cortado do orçamento.

Você precisa saber todos os direitos e deveres do Microempreendedor Individual. Com isso, poupa dinheiro e tempo e não tem de lidar com surpresas desagradáveis e multas por infração.

É necessário registrar tudo: todas as entradas, a origem delas, todas as saídas e para onde se destinam. O trabalho pode parecer chato, mas é essencial a fim de que você entenda exatamente para onde o dinheiro está indo e consiga saber se a empresa está dando lucro real, em que campo pode cortar custos, etc.

Não hesite em buscar ajuda profissional se as coisas não estiverem saindo como o planejado. Na maior parte do tempo, o MEI vai administrar a empresa sozinho. Mas, se algo está dando errado, não espere o barco afundar completamente para buscar uma consultoria financeira.

Como o MEI pode fazer uma boa gestão financeira:

1) Conheça suas despesas

O MEI não precisa apenas saber o que e com o que está gastando no momento; no entanto deve enxergar com antecedência o que vai gastar no futuro. Por essa razão, conheça bem suas despesas fixas e variáveis.

Não misture gastos pessoais e de casa com as despesas do negócio. Isso vale para os dois lados: não use dinheiro da empresa para pagar contas pessoais e também não utilize seu crédito pessoal para cobrir custos da empresa.

2) Faça o fluxo de caixa

Uma parte essencial da rotina de gestão financeira, que costuma ser negligenciada pelos empresários autônomos, é o fluxo de caixa. Essa ferramenta apura e projeta o saldo disponível, ajudando a manter o capital de giro.

No fluxo de caixa devem ser registrados todos os recebimentos (vendas à vista e a prazo, entre outros), pagamentos e movimentação financeira prevista, que pode ser até o ponto em que se tem conhecimento ou o máximo de horizonte adequado às necessidades do negócio.

O fluxo de caixa oferece uma visão do presente e do futuro da empresa e revela a real disponibilidade de caixa. Com base nele, você consegue antecipar decisões como planejamento de investimentos, organização de promoções, solicitação de empréstimos, entre outras.

Ele pode ser elaborado manualmente em um caderno ou feito por meio de uma planilha eletrônica, que facilitará bastante o processo. Há modelos prontos para Excel na internet, como este do Sebrae, além de materiais educativos também do Sebrae (confira aqui).

3) Mantenha o capital de giro

O capital de giro é aquela reserva de dinheiro que vai ajudar a manter os estoques e assegurar o pagamento dos fornecedores, dos impostos e de outras despesas operacionais. É ele que vai permitir a venda a prazo aos clientes.

Enquanto não entra dinheiro o suficiente para arcar com todos os gastos, a reserva permite que seu negócio funcione por um tempo. Por isso, é um recurso de rápida renovação, que ajuda a garantir a continuidade da empresa.

Para calcular o capital de giro, some todas as suas contas a receber e o valor que você possui em estoque. Depois, subtraia desse valor todas as contas e os valores a pagar em impostos e despesas.

4) Esteja preparado para períodos difíceis

A falta de uma renda fixa pode trazer muitos problemas nos períodos em que a empresa não estiver muito bem. Por isso, que tal fazer uma reserva do seu dinheiro pessoal? Uma boa ideia é aplicar uma pequena porcentagem dos ganhos mensais em investimentos de baixo risco e liquidez imediata, como o Tesouro Selic.

 

Direitos e deveres do MEI

Como dissemos, conhecer todos os benefícios e obrigações do Microempreendedor Individual é essencial para a saúde do negócio.

Sendo MEI, você pode ter benefícios previdenciários como aposentadoria por idade e por invalidez, auxílio-doença e salário-maternidade. Você também tem acesso a serviços bancários e linhas de crédito, consegue vender para o governo e pode buscar apoio técnico do Sebrae.

Por outro lado, está obrigado a emitir notas fiscais a pessoas jurídicas, guardar notas de compra e venda e realizar recolhimentos obrigatórios da contratação de funcionários, se for o caso.

Também deve estar atento ao pagamento mensal da Declaração Anual Simplificada (DAS) e à entrega da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). Lembre-se ainda de planejar os lucros das vendas para não ultrapassar o limite de R$ 81 mil no ano.

Confira também nossas 7 dicas para sobreviver ao primeiro ano de empreendedorismo e um guia com tudo sobre finanças para empreendedores.

Leia mais sobre Empreendedorismo Para seu negócio


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