A alimentação saudável e livre de aditivos químicos está cada vez mais em pauta. A preocupação com as condições da produção agrícola vem tanto do consumidor quanto dos governos, que pedem por maior equilíbrio entre indústria e natureza. Por isso, o mercado de orgânicos tem crescido, inclusive no Brasil: a expansão fica entre 15% e 20% a cada ano.

Isso se dá pelo interesse do público por esse tipo de alimentação e pela maior oferta de produtos, impulsionada por modelos de negócio que conectam os agricultores familiares ao consumidor. Então será que está na hora de você investir nesse segmento?

Neste artigo, vamos explorar o conceito de mercado de orgânicos, entender melhor o consumidor que compra esses produtos e saber quais tipos de empresa estão inovando no setor.

 

Como funciona o mercado de orgânicos

A produção orgânica segue os princípios agroecológicos, ou seja:

 

  • Uso responsável do solo, da água e do ar
  • Respeito ao meio ambiente
  • Priorização da sustentabilidade social e econômica

 

Dessa forma, a produção deve utilizar apenas insumos naturais, manejo manual ou mecânico do solo, práticas preventivas contra pragas, tratamento de todos os organismos vivos como parte da produção, entre outras ações.

Para garantir a produção responsável e transparente, há uma certificação obrigatória, o selo SisOrg, para produtores de fazendas, sítios ou indústrias. Para comercializar alimentos orgânicos, é preciso ter a certificação, e isso envolve a não aplicação de agrotóxicos, bem como a análise de água e solo da região. A legislação protege o consumidor e também os países que importam esses produtos.

No entanto, agricultores familiares não precisam seguir essa regra e podem vender alimentos diretamente para o consumidor, contanto que estejam cadastrados no Ministério da Agricultura e integrem uma organização de controle social.

mercado de orgânicos

 

Porque apostar no mercado de orgânicos

Veja alguns motivos para aderir ao setor:

Demanda

Os consumidores se interessam cada vez mais pelo consumo de produtos orgânicos e naturais para uma alimentação mais saudável. O estudo The Top 10 Consumer Trends, feito em 2017 no mundo todo, mostrou que cerca de 79% dos participantes substituem alimentos “convencionais” por versões mais nutritivas.

Da mesma forma, não podemos nos esquecer da demanda do varejo: supermercados também procuram entrar no mercado de orgânicos e, para isso, precisam de fornecedores.

Meio ambiente

Com a mudança climática, empresas e governos têm procurado alternativas que gerem menos impacto quando comparadas com a produção convencional. Por meio dos princípios básicos da agroecologia, a produção de alimentos deve estar em sintonia com a natureza, o que, consequentemente, gera menos prejuízos para o ecossistema.

Fome no mundo

Como o mercado de orgânicos preza a sustentabilidade, a manutenção dos recursos naturais, o solo e os ecossistemas como um todo, a degradação do meio ambiente não acontece. Por isso, a resposta para o problema da fome no mundo está nos orgânicos. Segundo a ONU, a ideia de que pesticidas são necessários para alimentar os habitantes da Terra é mito.

Valorização do pequeno produtor

O mercado de orgânicos traz renda para pequenos produtores, que nem sempre têm as ferramentas necessárias para a distribuição da mercadoria. Por meio de parcerias com empresas, é possível impulsionar seu trabalho e aumentar as vendas. Essa questão é valorizada pelo consumidor que se preocupa socialmente com o que consome.

 

Inovação no mercado de orgânicos

Atualmente existem vários modelos de negócio capazes de fazer os alimentos chegarem ao consumidor. Confira alguns exemplos:

Feiras

As feiras são um modelo antigo, mas ganharam nova roupagem e atraem pessoas interessadas em produtos diferentes daqueles encontrados em mercados. As chamadas feiras livres estão presentes em várias cidades, como em Belo Horizonte com a sua Feira Fresca.

Todo mês, produtores locais se juntam em um só lugar para oferecer grande variedade de produtos, principalmente orgânicos e naturais. Por meio da venda direta entre produtor e cliente, é possível reduzir preços ao encurtar a cadeia.

Comércio virtual

Supermercados já investem em versões e-commerce há um tempo, e isso não poderia ser diferente com o mercado de orgânicos. Produtos naturais também passaram a ser vendidos pela internet, e um bom exemplo é a empresa Raízs, a maior plataforma do segmento on-line.

A Raízs oferece uma seleção variada de produtos e o cliente escolhe e recebe os alimentos em até 24 horas, todos colhidos no mesmo dia. Pelo contato direto com os produtores, a empresa consegue determinar a demanda e entregá-la rapidamente sem problemas.

Assinaturas

O modelo de assinaturas também chegou aos mercados. Por meio dessa forma de comércio, o cliente recebe periodicamente uma seleção de produtos, e a empresa pode se preparar previamente para a demanda.

No mercado de orgânicos, a empresa Horta à Porta utiliza o modelo, oferecendo produtos orgânicos de produção local duas vezes por semana diretamente na porta do cliente.

Viu só como é possível empreender no mercado de orgânicos? Conheça outra iniciativa que traz alimentos saudáveis para o dia a dia das pessoas:

AGRIHOOD: CONHEÇA AS COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS QUE PRODUZEM SUA PRÓPRIA COMIDA

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