Você sabia que o famoso “DIY – do it yourself” ou “faça você mesmo” tem a ver com um movimento inteiro? O chamado “movimento maker” cresce cada vez mais no Brasil, tem conseguido cada vez mais adeptos e estrutura para a criação de projetos.

Podemos dizer que o movimento é sustentado pelos “makers” ou “fazedores”. São pessoas com formação em diversas áreas que criam produtos com base na prototipagem. O desenvolvimento ocorre em vários locais, dentre eles os fab labs, que vamos apresentar mais à frente.

Hoje vamos falar sobre o universo desse movimento e como o Brasil tem se destacado. Pronto para colocar a mão na massa?

 

 

O que é o movimento maker

O movimento maker também vem sendo chamado de “terceira revolução industrial”. Ele proporciona novas formas de produção, ambientes e relações de trabalho em que a colaboração é colocada como fator principal.

Fundado em 2005 com o lançamento da revista Make Magazine, o movimento maker conta com vários elementos, dentre eles a Maker Faire, evento anual realizado em diversos países, e os fab labs.

É muito parecido com o DIY, conforme citamos acima, mas com o adicional de ser baseado em tecnologia. A principal ideia é a de que qualquer pessoa pode criar. Com as ferramentas e os processos certos, mesmo quem não é designer pode ser maker.

O movimento maker tem ganhado força exatamente pelo maior acesso às ferramentas tecnológicas, como a impressora 3D. Hoje, milhares de pessoas fazem parte, distribuídas em vários países.

Com a popularização, o movimento maker começou a transformar a maneira como nos relacionamos com as coisas, sem nem mesmo nos darmos conta. As startups de hardware, sobre as quais já falamos aqui, têm como background esse movimento.

 

Elementos do movimento maker

Para que fique mais claro e prático, vamos listar os elementos que fazem parte do movimento maker.   

Fab labs

O conceito de fab lab originou-se no MIT (Instituto Tecnológico de Massachussets). É uma abreviação de “fabrication labs” ou “laboratórios de fabricação”. O seu objetivo é fazer dos instrumentos de prototipação, como impressoras 3D e cortadoras a laser, algo acessível a todos.

Confira os fab labs existentes no Brasil.

Maker faire

Nas “maker faire“, ou “feiras maker”, as pessoas podem colocar em exibição suas criações e desenvolver projetos junto de outros. É um evento anual nos EUA,  com edições também na Europa; no Brasil, em 2016, houve uma mini maker faire no Rio de Janeiro.

Makerspaces

São espaços comerciais que oferecem ferramentas de fabricação que ficam disponíveis em troca de uma pequena taxa. No Brasil também existem makerspaces.

Arduino

Não é um lugar como os outros elementos acima, mas foi uma das principais formas de os makers passarem do DIY para o movimento.

Trata-se de uma pequena placa eletrônica, com código aberto e de baixo custo, capaz de ler comandos e fazer a ligação entre hardware e software. Você pode, por exemplo, programar a placa para acender uma luz quando você escreve um tweet.

 

Movimento maker no Brasil

Ainda assim, você pode estar se perguntando se o movimento maker já tem aderência no Brasil. Segundo Manoel Lemos, fundador do portal Fazedores, uma das maiores referências da área por aqui, o brasileiro tem vocação para ser maker.

E não é só ele quem diz isso, outros especialistas da área também acreditam no potencial do país para o movimento maker. Confira neste vídeo produzido pelo jornal Estadão:


O vídeo faz parte de uma série com vários outros temas que exploraram o cenário maker brasileiro. Confira aqui.

 

Benefícios do movimento maker

Além de representar o início de uma nova economia, baseada em colaboração e códigos abertos, o movimento maker tem muito a oferecer para a educação.

O pensamento dos fazedores é de aprendizado constante: prototipação, teste, refação, prototipação novamente, etc. Isso trouxe uma nova perspectiva que chega até a sala de aula.

São atividades que podem ir além dos “brinquedos” fabricados e também  introduzir uma nova filosofia de aprendizado. É possível cultivar a necessidade de explorar, criar e inovar, todas habilidades essenciais para a vida em sociedade.

Mas o aprendizado não para nas escolas. Empresas também têm muito o que aprender com o movimento maker. Começando pela forma de pensar, que envolve prototipação e cocriação. Algumas dicas sobre como empreendedores podem entrar nesse universo:

1 – Ao fazer parte do movimento maker criando protótipos e desenvolvendo projetos, tenha em mente que muito do que você criar deve ser open source. Ou seja, é livre para uso de todos.

2 – Encontre um time. Como o movimento maker é baseado em cocriação, se você deseja desenvolver um projeto, encontre parceiros, preferencialmente de áreas diferentes. Os makerspaces e os fab labs são excelentes também pela criação de redes de contato.

3 – Se você deseja criar uma ideia de startup, procure ter boa noção de mercado, fornecedores e o que é possível ser escalado, antes mesmo de começar.

Conclusões sobre o movimento maker

Como você viu, o movimento maker tem alcançado o status de terceira revolução industrial. Espera-se que muitos projetos ainda sejam desenvolvidos e que outros formatos de pensamento e padrões de trabalho no futuro devam surgir.

Você gostaria de fazer parte desse futuro? Se tem interesse em ser um maker, não deixe de explorar os locais propícios para a fabricação na sua cidade.

Leia também:

BOOTCAMP DE EMPREENDEDORISMO: POR QUE VOCÊ DEVERIA PARTICIPAR DE UM

Leia mais sobre Modelo de Negócio Para seu negócio


Fique por dentro das novidades do Sebrae Minas

Obrigado por cadastrar o seu e-mail. Seja bem-vindo à comunidade Inovação Sebrae Minas.