A inovação social acontece a partir de ideias que contribuam para a melhoria da sociedade. Para que algo seja considerado inovação social, é necessário que isso se mostre eficaz, eficiente e sustentável. O benefício da inovação para organizações privadas deixa de ser apenas o lucro e passa a considerar outros fatores, como o destaque no mercado diante dos ideais do novo consumidor.

E, por falar nele, você sabe o que isso significa? Segundo estudo realizado em 2015, 86% dos consumidores brasileiros estão mais atentos ao impacto ambiental e social causado pelos produtos ou serviços que consomem.

No post de hoje, vamos falar sobre algumas ferramentas de inovação social que têm o pensamento de design como base. Tanto organizações privadas quanto públicas podem beneficiar-se dos processos, além, é claro, dos cidadãos.

 

O Canvas – Modelo de Negócio para inovação em cidades

Você sabia que o Canvas, normalmente utilizado para definir o formato de negócios privados, pode contribuir para a implantação de soluções nas cidades?

Se você quiser aprender a montar o Canvas detalhadamente, no contexto de negócios, siga as instruções deste post. Aqui, vamos tratar do seu uso para a inovação social urbana.

Buscando exemplificar, vamos voltar a um exemplo citado neste outro post. Analisamos a situação da iluminação pública na cidade de Santander, na Espanha.

 

  • Segmentos de clientes: em todos os casos de inovação para cidades, o cliente é o cidadão. Dependendo do que deseja realizar, você pode trabalhar com um segmento específico como as populações ribeirinhas, por exemplo. A iluminação pública, entretanto, beneficia a todos.
  • Proposta de valor: trazer iluminação pública de qualidade para a população onerando menos os cofres públicos.
  • Canais de distribuição: com o objetivo não só de divulgar, mas também de contar com as pessoas na elaboração, Santander realizou eventos no formato de hackathons, conferências e workshops.
  • Linhas de receita: impostos.
  • Recursos-chave: o trabalho dos servidores públicos, o fornecimento de energia elétrica e as técnicas da Internet das Coisas desenvolvidas por uma instituição de ensino para que a intensidade da luz diminuísse um pouco na ausência de pedestres.
  • Atividades-chave: gerenciamento de uma plataforma de Big Data que consolida os dados e otimiza cada vez mais a diminuição e o aumento de intensidade da luz.
  • Parceiros-chave: empresa de fornecimento de energia, prefeitura, universidade e empresa de planejamento estratégico da iluminação.
  • Estrutura de custos: salário dos funcionários, investimento na estrutura física, fornecimento de energia, sistema de gerenciamento de Big Data da universidade.

 

Design Thinking para a inovação social

O Design Thinking é outra técnica bastante utilizada por empresas e que pode contribuir para a resolução de problemas das cidades. O processo criativo abre espaço para a colaboração e a experimentação.

O Design Thinking consiste em mudar seus padrões de pensamento utilizando como base o processo criativo do design. Você passa a ter quatro focos principais: decisões centradas no ser humano, questionamento, construção para pensar e iteração (repetição).

A metodologia do Design Thinking segue algumas fases, que podem ser repetidas até que surja uma solução satisfatória:

 

  • Imersão: é a hora de enxergar a situação com a visão de quem é afetado pelo problema e com a de outros setores da sociedade. Levante o máximo de informações sobre o problema.
  • Ideação: solte a criatividade e comece a pensar nas soluções junto com a equipe, sem se preocupar demais com os recursos necessários.
  • Prototipação: com a ideia viável escolhida, é hora de lapidá-la para que fique ideal com o protótipo.
  • Realização: no caso de projetos de inovação social, com menor possibilidade de riscos, procure testar a ideia aos poucos antes de aplicá-la totalmente.

 

A fim de que a aplicação gere resultados positivos, dê atenção aos seguintes pontos:

 

  • Foque em um problema específico desde o início.
  • Abra espaço para que todos participem e prefira a integração de setores diversos da sociedade.

 

Loop de aprendizagem com resultados

Este é um esquema de aprendizado feito em equipe que também pode ser utilizado para trabalhar a inovação social. Consiste nos seguintes passos:

➜ Colete histórias e insights.

➜ Priorize percepções e soluções para elaborar um plano de execução.

➜ Acompanhe indicadores e o progresso deles.

➜ Reveja resultados e impactos para aprender com eles.

➜ Refaça.

Nossa capacidade intelectual permite o aprendizado independentemente da característica genética. Ao contrário do que chamamos de “fixed mindset” (pensamento estagnado), quem tem o “growth mindset” (pensamento para o crescimento) acredita que todos podem aprender outras habilidades. Basta que haja interesse e que seja aplicado o modelo de aprendizado correto.

Na inovação social, o loop de aprendizagem pode ser utilizado por agentes de mudança a fim de aplicar ações e aprender com elas. Em um contexto de limitações, a prática é ainda mais importante.

Neste post, reunimos várias referências de ferramentas de inovação mencionadas no blog, que servem para pensar soluções para as cidades.

 

Inovação social e design

Viu só como vários formatos do pensamento de design podem ser utilizados na busca para implementar ações de inovação social? Qualquer um de nós pode promover mudanças profundas e benéficas. Basta se engajar e utilizar as ferramentas adequadas.

Procure utilizá-las individualmente ou em grupos públicos e privados. Você pode se surpreender.

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