Uma comunicação não agressiva, honesta e leve é essencial em qualquer tipo de relação saudável. No entanto não é algo que aconteça naturalmente com todos nós: é preciso treinar o nosso modo de falar, responder e ler as intenções de outras pessoas a fim de não dar impressões erradas.

 

 

Então, como cultivar relações de forma positiva? As técnicas de comunicação não violenta podem ajudá-lo a alcançar isso com mais leveza na troca de palavras e empatia. Neste artigo, vamos explicar o que é a comunicação não violenta e como esse conceito pode ser utilizado para um ambiente de trabalho cada vez mais agradável.

 

O que é comunicação não violenta

Existem várias formas de comunicação violenta que praticamos sem ter plena consciência:

 

  • Julgamentos
  • Bullying
  • Transferência de culpa
  • Discriminação
  • Falar sem escutar
  • Criticar os outros e a nós mesmos
  • Reação com raiva
  • Agir na defensiva

 

Essas e outras características da nossa fala podem criar ruídos e despertar respostas ainda mais agressivas. Quando estamos no ambiente de trabalho, isso pode prejudicar a produtividade e a integração das equipes e transformá-lo em um local estressante.

Julian Treasure, fundador da Sound Agency, que oferece consultoria sobre comunicação para negócios ao redor do mundo, exemplifica como isso acontece e o que pode ser feito em seu TED, evento anual que reúne os maiores palestrantes do mundo:

https://www.ted.com/talks/julian_treasure_how_to_speak_so_that_people_want_to_listen?language=pt-br#t-216507

Segundo Marshall Rosenberg, pacifista, autor do livro “Comunicação Não Violenta” e desenvolvedor dos principais estudos sobre o tema, comunicar-se de forma positiva significa se atentar para estes quatro aspectos:

 

  • Consciência: conjunto de princípios para uma vida com mais compaixão, colaboração, coragem e autenticidade.
  • Linguagem: entender como as palavras contribuem para conectar ou distanciar.
  • Comunicação: saber como pedir o que queremos, como ouvir os outros, mesmo quando há discordância, e como encontrar soluções boas para todos.
  • Meios de influência: dividir o poder com os outros ao invés de utilizar o poder sobre os outros.

 

Para aprofundar essa compreensão, vamos entender um pouco mais o livro de autoria do Dr. Rosenberg.

Livro “Comunicação Não Violenta”

Além de escritor, Marshall Rosenberg foi um psicólogo, mediador e professor norte-americano. Além de seu trabalho acadêmico, ele também participou de ações em campo, procurando mediar disputas políticas em países em situação de guerra. Em 1984, fundou uma organização sem fins lucrativos, chamada de “Centro para a Comunicação Não Violenta”.

Seu trabalho inspirou líderes de todo o mundo, seja nos negócios, na política ou em outros espaços. Na obra, Marshall explica que comunicação não violenta se baseia mais em ouvir do que em falar, nos mantendo humanos seja qual for o contexto em que estejamos. Para nos comunicarmos melhor, temos que entender a necessidade do outro e a nossa própria, e saber verbalizá-la (fica melhor?).

Assim, o ideal é ouvir sem prejulgamentos e realmente entender o que a outra pessoa precisa de você, mesmo quando ela está em posição de ataque. Na verdade, a comunicação não violenta é uma ferramenta contra os ataques cheios de raiva.

Procure evitar três hábitos da comunicação violenta:

 

  • Julgamentos moralizadores, pois deixamos subentendido que as intenções e opiniões do outro são malignas apenas por serem contrárias às nossas. Quando julgamos, tornamos quase impossível que a pessoa nos escute.
  • Comparações com outras pessoas, pois elas nos tornam infelizes perante a dificuldade em alcançar modelos inatingíveis.
  • Negação da nossa responsabilidade, pois transferir a culpa é renegar nosso compromisso perante a sociedade.

 

De forma prática, a comunicação não violenta consiste em observar bem as situações, dividir suas emoções e impressões de forma honesta, explicitar suas necessidades e dizer o que você gostaria que acontecesse. Ao seguir esses quatro passos, você poderá se ver em uma conversa mais leve e fluida, com o menor número de obstáculos e agressões possível.

Ou seja, ações básicas têm o poder de transformar nossa comunicação, fortalecendo as nossas relações, principalmente no trabalho. No entanto muita gente acha difícil se expressar, o que é, junto da empatia, um componente essencial da comunicação não violenta.

Veja algumas dicas para superar esses obstáculos dentro do ambiente de trabalho.

 

Dicas para exercitar a comunicação não violenta

Como você pode ver, comunicar-se de forma não violenta significa ter empatia e expressar seus sentimentos de forma clara. Assim, as expectativas ficam alinhadas dos dois lados, e há menos espaço para decepções. Algumas dicas para aplicar no seu dia a dia:

 

  • Antes de responder qualquer coisa, descubra pontos em comum com aquela pessoa. Você estaria irritado se estivesse em sua posição?
  • Não tenha medo de ser vulnerável. É isso que faz as pessoas se conectarem com você. Evite tentar manter a imagem de controlador a qualquer custo.
  • Não julgue a si mesmo. Quando errar, aprenda com isso e tente melhorar.
  • Expresse plenamente a sua raiva. Sim! Quando tentamos extinguir a raiva, a primeira ação é culpar os outros, o que, como vimos acima, não é positivo. Por isso, tome quatro passos: pare e respire, identifique os pensamentos cheios de julgamento, entenda suas necessidades e expresse-as para a outra pessoa.
  • Expresse apreciação apenas para celebrar. Afinal, elogiar também é julgar, mesmo que de forma positiva. Celebre a necessidade que foi atendida e expresse gratidão por isso. Assim, oferecemos louvor sem passar a sensação de que somos superiores.
  • Quando receber ataques, acalme-se antes de responder. Avalie a situação sob o ponto de vista do interlocutor e reformule sua resposta. Os conflitos no ambiente de trabalho se dão muito pelo impulso em se defender de ataques, o que acaba resultando em uma situação pior.

 

Pronto para praticar a comunicação não violenta?

E aí, acredita que a comunicação não violenta pode mudar a sua vida? Tente aplicar as técnicas aos poucos e observe como as pessoas reagem. Você com certeza terá surpresas agradáveis!

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