O que você pode fazer se tiver um projeto que bancos não aceitem muito bem e investidores ainda não acreditam nele? Muitas vezes, a resposta pode ser o crowdfunding. O sistema de financiamento que começou a ganhar força no início da década hoje oferece modalidades diferentes e muita oportunidade para quem está começando.

Isso porque quem financia o projeto é o próprio público. Assim, você consegue financiamento e ainda descobre qual é a aderência no mercado. Caso a meta não seja atingida, pode ser um sinal de que ajustes são necessários.

Será que seu projeto ou sua startup poderia beneficiar-se de um crowdfunding? Neste post, vamos entender o que é, quais são as vantagens de utilizá-lo e algumas plataformas mais utilizadas aqui no Brasil.

 

O que é crowdfunding

Crowdfunding, junção das palavras crowd (plateia) e funding (financiamento), é um método destinado a levantar dinheiro para projetos e novas empresas com a ajuda de amigos, familiares e potenciais consumidores. Por meio de plataformas específicas, é possível inscrever uma proposta e divulgá-la a fim de arrecadar contribuições.

Essa metodologia foi criada pensando em projetos inovadores – mas também pode ser utilizada para iniciativas sociais, artísticas e ambientais. Com o intuito de financiar um projeto de forma tradicional, você precisaria contar com o próprio dinheiro, empréstimos de bancos ou investidores, como os chamados investidores-anjo.

No entanto, essas opções nem sempre estão disponíveis. Bancos e investidores costumam avaliar riscos de forma profunda. Startups, por exemplo, trazem propostas totalmente novas para o mercado, tornando essa avaliação algo muito complexo.

Claro, é sempre possível conquistar esse tipo de financiamento. Todavia,  isso depende de uma série de coisas: criação de protótipos, plano de negócio sólido, pitch bem estruturado e pesquisa de mercado, por exemplo. O que o crowdfunding faz é cortar esse intermediário, solicitando fundos diretamente do consumidor.

 

Tipos de crowdfunding e como realizar uma campanha

Cada plataforma tem as próprias regras, mas a forma mais comum de propor um projeto é criar uma defesa, que muitas vezes é feita em formato de vídeo, de um texto de apresentação, com valor predefinido, data limite de arrecadação e recompensas para cada quantia oferecida.

Uma vez que a campanha é aceita, é preciso divulgá-la em todos os meios possíveis. Mas essa não é a única maneira de captação de recursos em crowdfunding. Conheça outros dois tipos:

  • Doações: é um modo de contribuição que não oferece nenhum tipo de retorno para quem investe. Projetos de ONGs, por exemplo, costumam se incluir aqui. Um exemplo no Brasil é a Vakinha Online.
  • Equity: quem oferece dinheiro recebe em troca shares da companhia caso o projeto tenha sucesso financeiro. Existe, portanto, um retorno financeiro sobre o investimento, porém com riscos. No Brasil, temos o StartMeUp.

O formato de crowdfunding mais difundido é o de recompensas, além de ser uma proposta inovadora e “no meio do caminho” entre as que citamos acima. A seguir, conheça as plataformas mais utilizadas no Brasil para campanhas dessa modalidade.

 

Como funcionam as plataformas de crowdfunding

Existem plataformas criadas aqui e outras que são de fora mas aceitam projetos brasileiros. Conheça algumas: Benfeitoria, Kickante e Indiegogo (estrangeira). Para exemplificar o funcionamento, vamos analisar uma das mais conhecidas por aqui: Catarse.

Esta foi uma das primeiras plataformas de crowdfunding brasileira e aceita projetos nas seguintes categorias:

  • Artes
  • Ativismo
  • Cinema
  • Design e Tecnologia
  • Jogos
  • Música
  • Publicações
  • Quadrinhos
  • Teatro

Além disso, as campanhas são realizadas de duas formas: pontualmente e com recorrência. Na primeira, a arrecadação é feita como explicamos acima, com uma proposta fixa, que tem começo, meio e fim. Quando o prazo definido acaba e a meta é alcançada, o dinheiro vai para o proponente – caso contrário, é devolvido aos participantes (exceto na versão flex, que permite flexibilidade quanto a isso).

Já na segunda modalidade, o financiamento não tem prazo para ser finalizado. O dinheiro dos assinantes é recebido mensalmente, possibilitando a participação de projetos que geram conteúdo e ações todo mês. Uma peça de teatro em cartaz, por exemplo.

O Catarse oferece garantias, tanto para quem propõe projetos quanto para quem os paga. Isso inclui o pagamento seguro e o repasse direto para o proponente, sem intermediação. Como contrapartida, a plataforma fica com 13% do valor da arrecadação.

É dever de quem realiza a proposta garantir a licitude do projeto perante as leis brasileiras, além de assumir responsabilidade total pelo projeto. Para o sucesso da campanha, aconselha-se uma boa divulgação, definição sensata de recompensas e uma boa defesa.

Quer saber mais? Acesse o site do Catarse.

 

O crowdfunding serve para você?

A fim de responder a essa pergunta, você precisa analisar a sua proposta de negócio. O esquema de recompensas funciona para ela? Você teria como oferecer algo aos seus apoiadores?

Além disso, avalie sua rede imediata. É com familiares, amigos e pessoas com quem você tem contato que o projeto começa a ser financiado. Caso você chegue à conclusão de que não é o ideal para seu projeto, veja formas de conseguir investimento:

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