Você sabe o que é design thinking? Trabalhar tal metodologia pode trazer novos projetos inovadores para a sua organização. E o melhor: entender como funciona é simples! Preparamos, a seguir, uma explicação fácil de captar para que você comece a empregar o design thinking agora mesmo.

Vamos lá?

 

 

O que é design thinking

A metodologia chamada de design thinking consiste em um protocolo de resolução de problemas. Qualquer pessoa, grupo ou instituição pode implementá-la para alcançar bons resultados por meio da inovação.

Apesar de ter o termo “design” no nome, design thinking não diz respeito apenas a essa área do conhecimento. O design thinking usa elementos do processo de design, mas não significa que você terá apenas produtos de design ao final.

Qualquer profissional pode empregar a metodologia: médicos, advogados, coreógrafos e até mesmo políticos. Usando o processo, é possível chegar a conclusões que levem em conta o resultado final, que pode ser um produto que o consumidor vai desejar, baseado em dados e evidências, em vez de apenas ser uma intuição.

Pense como um designer pode transformar todos os seus projetos. É uma nova forma de refletir sobre os produtos, os serviços, os processos e as estratégias, criando oportunidades que cruzam o desejo das pessoas com o que é econômica e tecnicamente viável.

Em 1969, o livro “The Sciences of the Artificial” (As Ciências do Artificial), de Herbert Simon, trouxe as primeiras percepções do uso do pensamento de design para qualquer resolução de problemas. O modelo original continha sete fases, todavia ele se adapta e muda de acordo com as necessidades.

A seguir, descrevemos o processo de design thinking em cinco fases – conforme sugeridas pela Hasso-Plattner Institute of Design at Stanford (d.school). A essência costuma ser a mesma, mas você pode alterá-lo conforme achar necessário para a sua situação.

 

1 – Empatia

A primeira fase do design thinking consiste em praticar a empatia para compreender toda a extensão do problema que precisa ser resolvido. Isso envolve consultar especialistas ou pessoas envolvidas para saber mais, conversar com as pessoas que serão beneficiadas com aquilo; enfim, realizar total imersão no problema.

O design thinking é centrado no indivíduo; por isso, este primeiro passo é tão importante. A empatia permite que deixemos de lado nossas deduções, a fim de ter insights colados à realidade.

A quantidade de informações que você vai recolher depende do tempo que tem à disposição. Garanta apenas que haverá informações suficientes para alcançar um bom resultado, conhecendo os usuários do futuro produto e suas necessidades.

 

2 – Definição do problema

Talvez esta seja a parte mais importante da metodologia. Aqui, você reúne as informações da primeira fase e tenta diagnosticar o problema.

Entretanto, essa definição nunca acaba. Você e sua equipe devem questionar o briefing todo o tempo, pensando se aquele é realmente o problema a ser resolvido. Vocês devem ter a questão bem equacionada antes de colocar a mão na massa.

No design thinking, a observação é a palavra de ordem. É observando que diferenciamos o que as pessoas falam, fazem e realmente executam. Saia da sua “zona de conforto”, deixe seus julgamentos de lado e nunca tenha o problema como completamente definido.

Um exemplo de problema que pode ser resolvido por design thinking: “Precisamos estimular mulheres jovens a consumir alimentos nutritivos, ser saudáveis e crescer”.

Se quiser saber mais sobre definição de problemas, confira esta ferramenta.

 

3 – Ideação

Agora você e seu time estão prontos para gerar ideias. Vocês já entendem os usuários, suas necessidades, além de terem analisado e sintetizado o problema, sempre centrados no ser humano.

Muitos times, na hora de resolver questões por meio do design thinking, erram tentando apresentar as mesmas soluções toda vez que a metodologia é aplicada.

Mesmo quando os resultados foram satisfatórios em uma ocasião, não caia nessa armadilha. Não importa o quanto a solução pareça óbvia. O processo de design thinking requer que você sugira várias alternativas e coloque todas em consideração, analisando os aspectos de cada uma.

Olhar para um problema de diversos ângulos permite o alcance de resultados mais ricos.

Por mais que exija tempo, pense que cinco pessoas trabalhando em um problema por um dia têm ideias mais efetivas do que uma pessoa trabalhando durante cinco dias no mesmo problema.

 

4 – Prototipação

Seu time agora vai concretizar os protótipos. Estes devem se apresentar em um formato mais barato e simples do produto, mas que ainda contenham a funcionalidade principal, a fim de colocar em teste.

Primeiro, teste dentro do próprio time. Depois, passe para um pequeno grupo fora do time. Esta é uma fase experimental, e o objetivo é identificar a melhor solução para cada um dos problemas identificados nas fases anteriores.

As soluções devem ser implementadas nos protótipos e, uma a uma, investigadas, examinadas e possivelmente melhoradas. Ao fim deste estágio, vocês terão uma ideia mais clara sobre as características do produto e a forma como elas resolvem os problemas dos usuários.

 

5 – Testes

Você agora tem um produto melhorado, com o protótipo testado e já pode implementar. A escala de teste varia de acordo com seus recursos e possibilidades, mas a ideia é aplicar em parcelas reais de usuários, mesmo que reduzidas.

Procure monitorar as respostas ao máximo e admita que pode haver futuras mudanças, que possibilitem sempre o melhor uso. Isso provavelmente vai ocorrer porque aqui temos a oportunidade de perceber o engajamento real do usuário com o produto.

Depois desta fase, pode haver até mesmo uma refação de todo o processo. Afinal, tudo no design thinking é um aprendizado.

 

A natureza não linear do design thinking

Vimos o passo a passo linear para a metodologia de design thinking. Você pode usá-la da forma como quiser, inclusive alterando partes do processo para melhor atender às suas necessidades.

Visando a facilitar todo o processo, é comum o uso de canvas ou quadros. Um deles, por exemplo, é o Business Model Canvas, que ajuda a definir o modelo de negócio. São ferramentas úteis que auxiliam o processo de design thinking por terem um formato visual.

Temos uma coleção de canvas indicados para os mais diversos fins. Se estiver precisando estruturar alguma parte do seu negócio, você pode encontrar a resposta aqui. Não deixe de conferir:

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