Qual será o futuro das cidades? Órgãos públicos e profissionais do mundo todo têm se preocupado com essa questão e trabalhado para encontrar soluções que favoreçam as pessoas e o meio ambiente. Uma delas é a implementação dos parklets.

Com o objetivo de melhorar a qualidade do espaço público e a vida dos habitantes, esses pequenos parques fazem as cidades ser mais convidativas. Além disso, promovem a interação social, permitindo que a rua seja utilizada pelas pessoas, e não pelos carros.

Mas como tudo isso é possível? Neste artigo, vamos compreender melhor o que são os parklets e como eles trazem tantos benefícios, além de explorar as exigências de prefeituras visando à criação de projetos nessa modalidade.

 

O que pode ser caracterizado como parklet

O parklet é um miniparque, isto é, espaço compacto de convivência implantado em locais anteriormente utilizados como estacionamento ou em terrenos baldios e em sobras de terrenos.

O conceito surgiu em Nova Iorque, nos anos 1970, ideia do então diretor de parques da cidade, Thomas Hoving. Ele buscava implementar áreas que expandissem as calçadas, abrindo-as para a convivência dos transeuntes.

Parklets podem possuir bancos, mesas, palcos, platas, lixeiras, estacionamento de bicicletas, e também esta inovação: alguns têm até Wi-Fi. Outra exigência é que sejam abertos para a calçada, permitindo a visão ampla. Dessa forma, o local é utilizado por mais de 300 pessoas por dia – se fosse uma vaga, cerca de 40 veículos poderiam dela fazer uso.

Muitos desses projetos são instalados em frente a locais com muito movimento, como bares, por exemplo. No entanto, não é permitido que haja atividades comerciais nos parklets. Os clientes podem se sentar e consumir produtos, mas não podem ser atendidos lá. Ainda assim, o comércio ganha em fluxo de pessoas.

A criação de espaços bonitos e agradáveis pode influenciar positivamente toda a população. Especialmente em cidades com muitos prédios, esses locais incentivam as pessoas a andar a pé, o que reduz o uso de carros e, consequentemente, a poluição do ar.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) destaca outros objetivos da instalação de parklets:

 

  • Promover o envolvimento de cidadãos na construção e na modificação de espaços urbanos.
  • Valorizar espaços de descanso e propor novos usos dos locais públicos.
  • Ampliar a vitalidade e a diversidade das vias públicas.
  • Incentivar o uso de transportes não motorizados.

 

Afora todos esses benefícios, os parklets são projetos de arquitetura visualmente agradáveis.  

 

Exemplos de parklets pelo mundo

São Francisco (USA)

Rio de Janeiro

Londres (Inglaterra)

São Paulo

Belo Horizonte

Belo Horizonte

Mas como é possível produzir um parklet e conseguir aprovação das prefeituras? A seguir, oferecemos o exemplo da Prefeitura de Belo Horizonte e colocamos alguns pontos principais do Manual de Projetos.  

 

Como montar um projeto de parklet

Buscando incentivar a criação de parklets, é comum que prefeituras lancem manuais e instruções para que as pessoas peçam permissão de instalação de tais equipamentos. Dois exemplos no Brasil: São Paulo, que construiu este hotsite, e Belo Horizonte.

Neste artigo, vamos utilizar as diretrizes da PBH , onde os parklets foram apelidados de Varandas Urbanas. No entanto, é bom considerar que as instruções não variam tanto de acordo com o lugar. Mesmo assim, é bom reforçar que, se você pretende apresentar um projeto na sua cidade, entre em contato com os órgãos responsáveis.

Os parklets têm espaço na administração pública de BH desde 2015, e o primeiro a ser instalado foi na região da Savassi, onde há muito comércio e escritórios. Segundo a prefeitura, é preciso seguir três passos básicos:

 

  • Escolher um local adequado.
  • Definir os elementos, os materiais e os sistemas de montagem.
  • Submeter o projeto ao processo de licenciamento.

 

O mais comum é o parklet ser instalado paralelo à via, a fim de expandir a calçada. Além disso, é importante incluir itens que aumentem o conforto dos visitantes, como bancos, mesas e cadeiras, floreiras, guarda-sóis, paraciclos e outros elementos.

Qualquer pessoa pode tomar a iniciativa de implantar um parklet na capital mineira. Basta solicitar a permissão da Comissão de Mobiliário Urbano da PBH com a concordância do secretário Municipal adjunto de Planejamento Urbano.

Ademais, é bom lembrar que os custos de construção e manutenção são de responsabilidade de quem propõe o projeto. Muitas empresas têm assumido esse ônus a fim de contribuir com o desenvolvimento da cidade e atrair pessoas para o seu local de atividade. A vizinhança dos parklets também pode colaborar com sua manutenção, já que o projeto traz vitalidade e melhoria da qualidade de vida do seu entorno.

Entretanto, como falamos acima, atividades comerciais e propagandas ficam proibidas dentro do parklet. Outro detalhe é que o acesso é livre para quem quiser aproveitar, sendo proibido vetar a entrada de qualquer pessoa.

Quanto ao design do parklet, a PBH não faz especificações muito detalhadas. A ideia é que cada miniparque tenha sua identidade, com funções e materiais variados. São feitas apenas algumas observações, tais como:

 

  • Oferecer segurança e conforto ao usuário.
  • Apresentar proteção ao usuário, instalada em todas as faces voltadas para a pista de rolamento, feita por guarda-corpos, jardineiras, bancos, ou outros elementos que impeçam o acesso direto à via ou a partir dela.
  • Apresentar sinalização refletiva nas quinas voltadas para a via, feita por adesivos, pintura ou outra solução que seja capaz de refletir com eficiência a luz dos faróis dos automóveis que trafegam na via.
  • Promover acessibilidade universal a partir da calçada, especialmente no que se refere ao nivelamento entre o piso do parklet e a calçada existente.

 

Para saber mais sobre a implantação de parklets na cidade de Belo Horizonte, acesse o site da prefeitura.

Já falamos aqui sobre outras iniciativas em busca dessas melhorias. Não deixe de conferir: cidades para pedestres, estacionamento inteligente e acessibilidade.

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