Em 2016, o Brasil ficou em 12º lugar no ranking dos mercados mais promissores para startups. As empresas de inovação se mostraram essenciais para reerguer a nossa economia e encontram apoio para isso nos ecossistemas de empreendedorismo.

As comunidades são resultado da cooperação entre empreendedores e outros agentes, como instituições de ensino e governos. A mais conhecida é o Vale do Silício, na Califórnia, que fundou essa ideia de ecossistemas.

Aqui no Brasil, um dos exemplos mais fortes é o San Pedro Valley, em Belo Horizonte. Mas se você acha que startup é “coisa de cidade grande”, esqueça: existe empreendedorismo no interior (e muito).

Vamos falar sobre esses ecossistemas e alguns que começaram no interior do país, tornando-se referência de inovação em suas regiões.

 

Mas, antes, o que é um ecossistema empreendedor?

Um ecossistema empreendedor é formado a partir da colaboração de empreendedores, governos, instituições, grandes corporações e outros potenciais agentes de uma cidade.

Por meio da promoção de eventos e colaboração em geral, os envolvidos buscam suprir as necessidades uns dos outros e formar parcerias que tragam benefícios para a economia da região inteira.

Consideramos que esse tipo de comunidade tem, normalmente, cinco elementos: cultura empreendedora viva (que permite implantação de políticas e surgimento de lideranças), disponibilidade de recursos, capital humano de qualidade, mercado aberto para novas iniciativas e agentes de apoio estrutural.

Portanto, se a sua cidade tiver alguns desses elementos disponíveis, é bem possível que você possa começar a criação de um ecossistema de startups. Para isso, tenha em mente alguns pontos importantes:

 

  • Cada ecossistema empreendedor é único. Nem sempre o mesmo modelo pode servir para qualquer cidade. Isso depende muito dos fatores disponíveis, como o apoio de instituições de ensino.
  • Ecossistemas empreendedores de sucesso eventualmente se tornam sustentáveis. As parcerias se formam, e empreendedores experientes ajudam os mais novos sem precisar necessariamente de apoio externo  esse é o objetivo da comunidade.

 

Agora que você tem uma noção básica, conheça os ecossistemas que nasceram do empreendedorismo no interior.

 

Coffee Valley – Varginha (MG)

A microrregião de Varginha, em Minas Gerais, mostrou forte potencial econômico, estrutural e comercial nos últimos anos. Em 2016, o PIB da cidade esteve entre os que mais cresceram no estado.

Desde 2015, 25 eventos foram promovidos pelas instituições fomentadoras do empreendedorismo no interior e pelo Coffee Valley. Um deles é o Startup Weekend, muito importante para a sustentabilidade dessas comunidades.

Funciona assim: durante o fim de semana (54 horas), empreendedores se juntam para criar um modelo de empresa inovadora com a mentoria de profissionais experientes. Esse tipo de iniciativa é essencial porque atrai novas startups.

O nome do ecossistema empreendedor se deve ao costume da produção de café, bastante comum no Sul de Minas. Mas as startups que surgiram por lá vão além da agricultura. Uma delas é a Save Companies, que presta consultoria inovadora para empresas.

A outra é a Evnts, ferramenta online que oferece reservas em hotéis especializados em eventos. Nem sempre é possível fazer reservas muito grandes direto com as empresas, daí a oportunidade. A startup já foi citada no Projeto Draft.

 

Sapucaí Valley – Santa Rita do Sapucaí (MG)

Santa Rita do Sapucaí já é bastante conhecida por ser um polo tecnológico. Nada mais natural do que juntar as iniciativas e criar um ecossistema empreendedor.

Também chamada de “Vale da Eletrônica”, conta com mais de 150 empresas – a cidade tem 40 mil habitantes. O faturamento delas chegou a somar R$ 3 bilhões só em 2015. Soluções inovadoras que você conhece bem saíram de lá, como a urna eletrônica, o chip do passaporte e o transmissor de TV digital.

Em 2016, outra iniciativa foi anunciada para potencializar ainda mais a inovação de Santa Rita. O Sapucaí Valley recebeu o segundo crowdworking do Brasil, com mais de 20 empresas do polo podendo usufruir de uma infraestrutura moderna.

As equipes também receberam suporte técnico e mentorias durante 10 meses, além da oportunidade de ter contato com investidores e aceleradoras. A iniciativa foi realizada por empresas como a Telefónica e a Ericsson, que buscam fomentar o empreendedorismo no interior.

 

Minas Startup – Uberlândia (MG)

Uberlândia tem se destacado como polo de tecnologia no país, unindo cerca de mil empresas do setor. Esse cenário abriu possibilidades para as startups, que já são 100 na região.

O Minas Startup surgiu para apoiar esses empreendedores. Um dos parceiros é o i9 Uberlândia, centro de desenvolvimento de inovação e tecnologia do Triângulo Mineiro, que reúne 80 empresas de TI na cidade e ajuda na promoção de eventos, como meetups.

Um dos pontos que fortalece o polo é a mão de obra qualificada, vinda das diversas instituições com cursos de graduação e pós-graduação em Tecnologia. Outro parceiro importante é o Grupo Algar, empresa-âncora do empreendedorismo no Triângulo Mineiro.

Uma das startups vindas do ecossistema de Uberlândia é a NetSupport, que recebeu aporte do Grupo Algar, pela Algar Ventures. A solução inovadora foi uma sistematização do suporte de TI para empresas, realizado quase inteiramente por uma plataforma online.

Viu só como empreendedorismo no interior é possível? Deixe um comentário contando a sua experiência!

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