Os pequenos e os médios negócios foram responsáveis pela criação de quase 400 mil empregos, no Brasil, em 2016. Só as incubadoras, locais de cultivo do empreendedorismo de inovação, participaram com 53 mil postos de trabalho.

Com uma onda tão grande de expansão e valorização do empreendedorismo, você deve estar se perguntando onde se encaixa na geração de empregos. Será que é hora de contratar funcionários na startup?

Criar coragem para lançar seu projeto inovador já é difícil. Encontrar as pessoas certas para compor o time pode dar ainda mais trabalho. Além disso, contratar na hora errada também pode significar gastos desnecessários. De qualquer jeito, em algum momento você terá de chamar pessoas para trabalhar com você.

 

 

Contratando um time de gerenciamento

No começo de uma startup, contratar um time de gerenciamento fica em segundo plano. Primeiro, é preciso focar em construir o produto e encontrar o fit de mercado.

Mas, quando chega a hora de escalar o negócio, o consenso geral é o de contratar gerentes para as diferentes áreas da empresa.

Uma pesquisa da revista HBR sobre startups que permanecem por mais tempo no mercado identificou duas atividades-chave para escalar com sucesso:

1 – Contratar experts.

2 – Adicionar estruturas de gerenciamento.

A dificuldade aqui é apenas compreender a hora de fazer essas duas coisas. Além disso, há a questão do perfil do profissional a ser contratado – pessoas com mais experiência ou mais novas, com vontade de aprender…

David Cancel, empreendedor que participou do início de cinco empresas, lista algumas boas práticas, em quatro estágios, para ajudar empreendedores nessa fase:

  1. Estágio startup: foque somente em desenvolver o produto.
  2. Estágio de crescimento inicial: foque em vendas.
  3. Estágio de crescimento rápido: foque em dominar o mercado.
  4. Estágio de crescimento contínuo: foque em dominar a indústria.

Conforme a empresa passa por esses estágios, o foco dos funcionários na startup também deve avançar, bem como a exigência de habilidades.

No primeiro estágio, você precisa de “decisores” e de pessoas capazes de executar ações. Essas podem liderar e operar na linha de frente.

No segundo estágio, é necessária a presença de executivos um pouco mais aptos a delegar tarefas e a dar a direção certa para seus times.

No terceiro estágio, de crescimento rápido, as responsabilidades dos líderes aumentam. Além de coordenar times, eles precisam saber incentivá-los  e motivá-los, além de pensar no crescimento em longo prazo. Aqui, há a necessidade de que sejam comunicativos e saibam treinar funcionários na startup.

Por fim, no crescimento contínuo, os líderes precisam focar em projetos e ser estrategistas. Suas decisões afetam a vida de possivelmente centenas de pessoas e devem ser o ponto de referência da cultura organizacional.

Tais contratações devem definir a sua estrutura hierárquica. É preciso, porém, tomar cuidado com a principal delas: o CEO, ou a sua posição.

CEO

Seu trabalho como CEO é o primeiro ingrediente da fórmula de contratação para determinado trabalho na companhia. Você precisa estar em modo de vendas o tempo todo, falando sobre a startup, sempre que puder.

Além de recrutar o time e levantar dinheiro para que o negócio evolua, uma de suas responsabilidades é falar com clientes e garantir que o produto ora em construção é algo que eles realmente desejam.

 

Contratando especialistas

Como falamos acima, você vai precisar de experts em diversas áreas. Confira alguns desses perfis abaixo:

Engenheiro front-end

Muitos CEOs e fundadores, por falta de fundos, executam concomitantemente o papel de engenheiro na startup. Contudo, nem todos têm habilidade em trabalhar com códigos.

Por isso, é recomendado encontrar um engenheiro de front-end, que também entenda de produto. HTML e CSS devem ser requisitos, mas é ainda melhor se a pessoa tiver experiência com design de UX.

Engenheiro back-end

Você também tem a opção de encontrar um engenheiro que dê conta do recado tanto no back-end quanto no front-end. Mas o ideal é separar essas duas coisas e contratar alguém que seja especialista em sua área.

Assim, o responsável pelo front-end foca no site da companhia e em como ele está esteticamente, e o back-end foca em como ele funciona. Além disso, este último terá como responsabilidade organizar os sistemas, estabelecendo as linguagens utilizadas e as primeiras versões.

Gerente de marketing

Essa pessoa deve respirar conteúdo e marketing. É melhor que seja alguém que saiba escrever e-mails, anúncios, blog posts e interagir com os clientes nos perfis de redes sociais. Além disso, é importante que  seja capaz de conversar com repórteres e ter grupos focais com clientes.

É melhor também que seja alguém com um “bom olho” para o design, sabendo trabalhar com um design que crie consistência no uso da marca em todos os canais (o profissional não precisa estar dentre os funcionários da startup, podendo ser uma contratação freelancer).

 

Trabalhando com novos funcionários na startup

Com o seu time montado, o próximo desafio é garantir o sucesso dele. A melhor maneira de começar bem é esclarecendo as suas expectativas como CEO.

Explique que se trata de uma startup, o que pode significar um pouco mais de trabalho e um comprometimento maior. Algumas vezes, os funcionários da startup podem ser solicitados a desempenhar determinadas tarefas para as quais não estão aptos e por isso vão precisar adquirir mais conhecimento.

Sendo assim, em troca, eles terão a oportunidade de trabalhar para uma empresa capaz de alcançar grande crescimento e certamente aprenderão muito.

Boa sorte nas contratações e no crescimento da sua startup! E, se precisar de ajuda para produzir mais, confira este nosso post:

5 TÉCNICAS PARA AUMENTAR A PRODUTIVIDADE DA SUA EQUIPE

 

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