A tecnologia chega e reinventa tudo (ou, pelo menos, muita coisa). Isso já ocorreu há dez anos, cinco anos, um ano. Quando menos se espera, uma nova funcionalidade, um novo software ou qualquer outro recurso vem para otimizar e transformar processos, reinventando até mesmo a forma de fazer negócio. Com a internet, respeitada as devidas proporções, não foi diferente: ela chegou ao Brasil, em 1988, e, a partir daí, inúmeros avanços aconteceram até estarmos no cenário que nos encontramos hoje.

Os números podem exemplificar melhor: de acordo com uma pesquisa do SPC Brasil, divulgada em junho de 2018, “74% dos consumidores online já usam smartphone em pelo menos uma das etapas da compra”. Agora, depois do 4G, a nova protagonista está chegando para ocupar o trono: a quinta geração. Qual será o impacto do 5G no Brasil? E nas empresas? Vamos falar um pouco disso no post a seguir. Acompanhe!

O que é a tecnologia 5G?

A quinta geração de telefonia móvel promete trazer muito mais agilidade, menos latência (ou seja, um tempo de resposta mais rápido aos comandos), cobertura mais ampla e eficaz, transferências de dados maiores e maior capacidade para suportar conexões simultâneas.

Entenda em números: a quarta geração da internet móvel, a 4G, entrega uma velocidade aproximada de 20 megabytes por segundo (Mpbs). O 5G pode ter cerca de 10 gigabytes por segundo (Gbps) – número muito, muito maior do que o que conhecemos hoje. Além disso, a nova geração promete a conexão de até 1 milhão de dispositivos conectados simultaneamente a cada quilômetro quadrado.

Qual é a previsão para a chegada do 5G no Brasil?

Nos Estados Unidos, nas cidades de Chicago e Minneapolis, bem como na Coreia do Sul, em diferentes regiões, a quinta geração da internet já é realidade. Na América Latina, contudo, o contexto é outro, exatamente porque exige nova infraestrutura de rede e suporte. Países como Brasil, México, Argentina, Colômbia Chile e Peru ainda estão em fase de testes. A previsão é que o 5G, no Brasil, comece a operar apenas em 2021.

O impacto da novidade na indústria e nos negócios

Sem a menor dúvida, o 5G no Brasil fará com que os “movimentos básicos” dos usuários da internet se deem de forma muito mais rápida, desde a navegação em redes sociais a downloads de grandes arquivos como filmes. A questão é que o seu efeito deve ir muito além disso e trazer benefícios e impactos para a indústria e as instituições como um todo.

A diferença de capacidade e a latência reduzida do 5G, por exemplo, podem permitir até mesmo a realização de cirurgias de forma remota, o monitoramento de pacientes, diagnósticos inteligentes e por aí vai. No campo do empreendedorismo, o 5G no Brasil também pode trazer ganhos imensuráveis: é uma oportunidade de os negócios serem digitalizados e viverem nesse “novo mundo” com muito mais facilidade.

Ademais, imagine que a inteligência artificial, que já é realidade hoje (e, inclusive, é um diferencial para a gestão estratégica), pode ser trabalhada de maneira a revolucionar os processos dentro das indústrias e das empresas. No varejo, a realidade aumentada e a realidade virtual, que já possibilitaram muitas transformações, podem ser impulsionadas em níveis exponenciais: será possível, por exemplo, desenvolver canais de vendas 100% conectados ao consumidor. E mais: o 5G no Brasil favorece a automatização em escritórios, que podem ser realizada com mais facilidade e, provavelmente, mais frequência – ressignificando a produtividade e talvez até as relações de trabalho.

Quais áreas serão mais influenciadas pelo 5G?

Um estudo feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com o BNDES, identificou quatro áreas que serão prioridade para o uso em larga escala da Internet das Coisas (IoT) – um conceito que define a conexão de objetos cotidianos com a internet – o agronegócio, a indústria, a cidade e a saúde. Essas informações, além de serem convergentes com todas as pontuações feitas ao longo do post, confirmam que o 5G no Brasil significará muito mais do que um simples aumento de velocidade, podendo revolucionar inteiramente as conexões como as conhecemos hoje.

A propósito, as “smart cities” – cidades que adotam tecnologias de comunicação e informação para alavancar a eficiência das operações e potencializar a qualidade dos serviços públicos (e de sua gestão) – não ficam mesmo para trás. Imagine em nosso país: o 5G no Brasil poderá até mesmo ser muito útil para informações de trânsito, conectando os carros, construindo um histórico de informações fidedigno e transmitindo um status do tráfego fiel à realidade.

Os impactos pelo mundo afora, é claro, também já podem ser identificados: em abril deste ano, a Huawei, empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações,  lançou o primeiro equipamento do mundo para conectar carros a redes da quinta geração. A Ford já fez, na China, testes em uma demonstração de direção remota por meio do 5G.

As previsões de impacto do 5G no Brasil e no mundo comprovam que, de fato, o “futuro idealizado” se aproxima cada vez mais. Estar preparado passa a ser uma questão de sobrevivência, enquanto quem se antecipa pode criar diferenciais determinantes para o futuro de um negócio. Entenda como se preparar para a economia da inteligência artificial e da inovação.

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