Se a demanda dos clientes ou a necessidade de reduzir custos com estoque, funcionários e manutenção de lojas físicas ainda não foram o incentivo necessário para você começar um e-commerce, aqui vão alguns números que podem ajudá-lo a tomar de vez a decisão. O Brasil é, dentre os países latino-americanos, o que tem o maior faturamento com vendas por e-commerce. Só no primeiro semestre de 2019, foram R$ 26,4 bilhões, o que significa crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2018 e quase 35% superior em relação ao faturamento do primeiro semestre de 2016, há apenas 3 anos.

Os dados, levantados na 40ª edição da pesquisa Ebit/Nielsen Webshoppers, comprovam: é um mercado em franca expansão, com previsão de fechar 2019 com faturamento de R$ 59,8 bilhões, gerado por um volume de 144 milhões de pedidos. E o melhor: não tem tamanho para começar um e-commerce. Na realidade, os pedidos por e-commerce já representam o maior volume de vendas de pequenos empreendedores.

Se você é um desses empreendedores e, apesar de já estar convencido de que o e-commerce é um bom caminho, não sabe por onde começar um e-commerce, acompanhe a seguir os sete passos iniciais para tirar seu comércio eletrônico do papel. Quem nos ajuda com as dicas é Diego Mochiatti, coordenador comercial da Tray, plataforma de e-commerce, que falou ao público de empreendedores na edição de 2019 da Feira do Empreendedor, realizada em outubro pelo Sebrae Minas. 

Passos para começar um e-commerce

1 – Nicho de atuação

O primeiro passo para começar um e-commerce é definir seu nicho de atuação, mesmo que  você já tenha uma loja física. Faça uma relação de todos os produtos que você tem a intenção de vender ou já vende e entenda, dentro dessa lista, quais são os que você domina. Esses serão os ideias para iniciar a venda online.

Com a lista dos produtos que domina, é hora de mapear tudo o que envolve a compra e a venda deles: necessidade de estoque, possíveis parcerias com fornecedores, qual a logística de entrega cada um vai demandar. Outro aspecto importante é estudar as palavras-chave relacionadas aos produtos. “Uma dica para quem vai começar um e-commerce e quer entender o nicho de atuação é usar o planejador de palavras do Google Ads para pesquisar o volume de buscas em relação aos produtos que você já domina. O Google Trends também ajuda a entender o engajamento em relação àquele produto”, aconselha Diego. “Essas estratégias ajudam a entrar no mercado com um produto que realmente vai vender, e não só algo que seja modinha”, acrescenta.

2 – Domínio do site

Já passou por uma situação em que não conseguiu encontrar o site da loja porque não se lembrava do domínio? A fim de aumentar as chances de os consumidores encontrarem seu negócio online, um dos segredos é escolher um domínio simples, de pronúncia fácil e de rápida assimilação. Por isso, na hora de começar um e-commerce e escolher o domínio pelo qual os clientes vão acessar a plataforma, é sempre aconselhável evitar nomes em inglês – ou em outros idiomas – ou usar palavras conhecidas com grafia alterada.

A categoria do domínio também conta muito. Em geral, ‘.com’ ou ‘.com.br’ são os mais comuns para sites brasileiros e mais indicados para limitar a concorrência em território nacional e gerar mais tráfego para o e-commerce.

3 – Programador ou plataforma pronta

No momento de criar o site, de fato, você tem dois caminhos: contratar um programador para desenvolver seu e-commerce do início ao fim ou contratar uma plataforma pronta, com layouts predefinidos e customizáveis.

Embora a escolha varie muito de acordo com a sua estratégia, prazo e orçamento disponível, Diego tem um conselho: “Para quem está começando, os layouts pré-prontos são os mais indicados. Assim, a pessoa pode investir o dinheiro que gastaria na criação de um site novo em ações de marketing digital, por exemplo”. E o melhor é que essas plataformas estão cada dia mais intuitivas e fáceis de usar. Com a ajuda de um bom webdesigner para a criação das peças gráficas e dos recursos visuais, você mesmo consegue configurar os recursos básicos do seu e-commerce.

4 – Layout do e-commerce

Seja qual foi sua escolha para começar um e-commerce, se por meio de um programador ou por meio de plataforma personalizável, quando o assunto é layout, menos é sempre mais. Opte por um visual clean e de navegabilidade agradável, que vai reter os consumidores dentro da plataforma por mais tempo.

A vitrine do site deve permitir a inclusão de várias fotos do produto – o ideal é pelo menos 4 de cada, mostrando diferentes ângulos –, com categorias bem definidas e visíveis. Observe ainda se há campo para inclusão de informações do negócio, como endereço físico e telefone, e um sistema de atendimento online, o que pode ajudar a tirar eventuais dúvidas dos clientes no momento da compra.

5 – Configuração dos produtos

Plataforma definida e layout pronto, é hora de um dos passos cruciais para a experiência de navegação do consumidor e consequentemente conversão em vendas: a categorização e a configuração dos produtos.

Nesse momento, colher o maior número de informações possível com os fornecedores é imprescindível: peso, medida, especificação, cor, volume, material. Conhecer o manual dos produtos pode ajudar bastante. “Se tiver dificuldade de organizar as categorias, uma boa estratégia é ver como seus concorrentes estão fazendo isso”, diz Diego.

Na hora de descrever o produto, crie um título assertivo e objetivo, que contenha seus principais diferenciais e marca. Por exemplo: em vez de “aromatizador de ambientes”, prefira “aromatizador elétrico bivolt Casa da Essência” ou, no lugar de “luminária preta”, especifique “luminária pendente preta aço escovado 40 cm Luminar”.

Além das características do produto em si, lembre-se de especificar informações sobre disponibilidade e tudo o que pode facilitar a compra, como quantidade em estoque, formas de pagamento, grade de tamanho, ações quando o produto estiver indisponível (muitos e-commerces têm a opção “Avise-me quando estiver em estoque”), detalhes sobre frete, logística, etc.

6 – Frete e envio

É muito comum que os clientes abandonem o carrinho quando veem o valor do frete. Para oferecer valores ainda mais competitivos, o ideal é trabalhar com mais de uma opção: os Correios e as transportadoras (que, aliás, são alternativas importantes para períodos de greve nos Correios). Fechar um contrato com essas empresas também pode resultar em um valor diferenciado.

E, claro, não custa lembrar: cadastrar peso e medidas corretos é essencial para que o frete seja calculado de forma assertiva.

7 – Formas de pagamento

Além do frete, outro fator que costuma gerar “abandono de carrinho” são as opções de pagamento. Ou melhor, a falta delas. Por isso, a recomendação de Diego é trabalhar com o máximo de variedade possível, oferecendo desde a possibilidade de pagamento com cartão e boleto até as transações mediadas por empresas como PayPal, PagSeguro, Mercado Pago, MoIP, dentre outras.

O processo de check também deve ser transparente e, mais importante, dentro da própria plataforma. O fato de serem deslocados para outro site de um parceiro na hora de efetuar o pagamento gera insegurança e desconfiança nos clientes.

Além dessas dicas, Diego Mochiatti explica que os negócios que estão considerando as vendas online devem avaliar a possibilidade de colocar seus produtos em um marketplace. “Para quem está começando e ainda não tem um fluxo grande, é importantíssimo estar em marketplaces como Americanas.com, Amazon, Magazine Luiza. É uma forma de divulgação e de levar tráfego para a sua loja”, explica.

Pronto para começar um e-commerce? Depois de seguir esses passos e lançar seu comércio eletrônico, conheça também como você pode aumentar suas vendas online. Bons negócios!

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