Marketplaces ou Canal próprio? Qual a melhor opção para o seu negócio

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Com o potencial de auxiliar milhares de empresas a disponibilizar seus produtos e facilitar o encontro entre produto e consumidor, as plataformas digitais, em específico os marketplaces, tornaram-se extremamente relevantes no século XXI, principalmente em um cenário pós-pandemia. 

No entanto, uma dúvida muito frequente de pequenos e microempreendedores é: vale a pena investir em marketplace ou é melhor ter um canal próprio? É o que vamos descobrir no artigo a seguir.

O que são plataformas de negócio? 

As plataformas de negócio se caracterizam por eliminar a necessidade de um intermediário para a realização de uma transação comercial. Ou seja, elas conectam o fornecedor com o comprador, reduzindo o pipeline tradicional e a Jornada de Compra.

As plataformas digitais são parecidas com feiras livres. O fornecedor disponibiliza o produto, e o cliente compra diretamente dele, sem a necessidade de um vendedor, uma loja, um revendedor ou qualquer outro intermediário. 

Existem vários tipos de plataformas digitais e marketplaces. O importante, porém, é que você esteja presente naquela que é dominante no seu setor de atuação. Em muitos casos, isso vai exigir alto custo. 

O iFood, por exemplo, tem uma taxa significativa para os restaurantes que desejam ingressar na plataforma. Entretanto, o que vale é que a dominância de mercado do iFood é enorme. Isso faz com que ele entregue valor à empresa e auxilie na consolidação dessa com sua clientela. 

O que são marketplaces?

Os marketplaces são plataformas de negócio que servem como espaço de venda. Geralmente elas são B2C, ou seja, é possível vender diretamente para o consumidor, bem como construídas de forma colaborativa, o que faz com que qualquer pessoa possa disponibilizar o seu produto ou serviço para compra.

Marketplaces podem ser específicos, vendendo um grupo de produtos, ou generalistas, disponibilizando todos os tipos de produtos ao consumidor. A Dafiti, por exemplo, é um marketplace mais específico, focado em vestuário. As Americanas, no entanto, são consideradas um marketplace mais generalista.

Além dos marketplaces B2C, temos o C2C, que permite que pessoas vendam e disponibilizem produtos para outras pessoas. A Olx é um exemplo de um marketplace B2C, que não exige que você necessariamente tenha um CNPJ para vender algo. 

A grande vantagem que os marketplaces oferecem ao empreendedor é a facilidade de encontrar demanda para os seus produtos, eliminando possíveis gargalos de vendas. 

A importância de um canal próprio

Um canal próprio de vendas, neste caso, vai se caracterizar por um e-commerce exclusivo para a sua loja, hospedado no seu site. Através dele, você  disponibilizará seus produtos e serviços e venderá diretamente para o seu cliente. 

Independentemente se você já está presente em um marketplace, é essencial ter também o seu canal de vendas próprio. Isso porque é o e-commerce no seu site que vai trazer o maior retorno lucrativo para a sua empresa e pelo qual você terá maiores possibilidades a fim de fidelizar o seu cliente e conhecê-lo melhor. 

Embora marketplaces tragam vantagens importantíssimas a qualquer empresa, eles também vão diminuir o acesso à informação que um empreendedor tem dos seus clientes, uma vez que os dados estarão nas plataformas, e não no seu site. 

Além disso, é mais complexo controlar a experiência de compra do cliente dentro de um marketplace, limitando o percentual de melhorias que você pode fazer na jornada do consumidor. 

 

Marketplaces vs canais próprios: qual é melhor?

Se formos observar o market share brasileiro e somar todas as lojas de e-commerce de site próprio, apenas 18% das transações digitais são feitas nesses ambientes digitais. O restante se dá dentro de algum tipo de plataforma de negócio. O Mercado Livre, por exemplo, um dos maiores marketplaces do Brasil, tem cerca de 32% do market share em vendas online. 

De maneira geral, o canal próprio precisa existir e é pra lá que você deve tentar levar o seu cliente. E atenção: é ele que você deve fomentar e é dentro do seu e-commerce que precisam estar as melhores ofertas e a melhor experiência possível para o seu cliente. Afinal, não faz o menor sentido pegar toda a sua audiência e levá-la para outro canal, onde existem concorrentes diretos e onde os dados e parte do seu lucro vão ficar com outra empresa. 

É inegável, porém, o potencial que o marketplace tem de impulsionar negócios e é por meio deles que muitos potenciais clientes vão conhecer a sua loja. No fim das contas, é complexo apontar qual a melhor opção quando existem propósitos e objetivos distintos que envolvem cada canal. Em resumo, é essencial estar em ambos e criar uma estratégia de vendas em que eles se complementem

Vale ressaltar que, acima de tudo, o ponto principal é que existem plataformas que estão atraindo uma audiência enorme e que podem facilitar a construção da sua cartela de clientes, ampliar a visibilidade da sua marca e solidificar a sua empresa no mercado. No entanto, ele não deve eliminar a necessidade de um canal próprio, uma vez que os marketplaces são formas de impulsionar sua empresa, mas continuam sendo uma marca externa. 

E, então? Já criou estratégias para seu canal próprio e para os marketplaces? Descubra também como criar uma loja online em 4 passos e continue aprendendo mais informações sobre o tema!