Como identificar o problema e as oportunidades de negócio dentro da comunidade

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O ponto-chave para a construção de um negócio de sucesso é a solução que ele cria para um problema na sociedade e de que forma ele faz isso. Afinal, é preciso não só oferecer um produto, mas agregar valor para que ele possa ser útil à vida das pessoas. 

No entanto, como identificar o problema latente em uma comunidade e de que maneira isso impacta diretamente a sua empresa? É o que vamos discutir no artigo a seguir. Confira! 

A força da coletividade

Um conceito importante que vem se destacando no contexto pós-pandemia é a força da coletividade. O processo de organização do ser humano dentro da sociedade era possível de ser visto em algumas instituições como entidades de classe, sindicatos, dentre outras. Com a era digital, observamos uma aceleração evidente nos processos de aproximação entre as pessoas e a organização de grupos com interesses em comum. 

Essa força do coletivo faz com que a visão do cliente no centro se torne, de certa forma, limitada. Isso porque a comunidade deve ser o foco da organização, e os produtos, os serviços e os processos da empresa devem estar direcionadas a ela.

Hiperlocalismo e o senso do coletivo 

O hiperlocalismo é uma estratégia de negócios que vem fazendo muito sentido para micro e pequenas empresas. Também conhecido como globalismo reverso, o hiperlocalismo foca no ecossistema local, a fim de fidelizar um cliente a partir da personalização e da agilidade. 

O grande sucesso por trás do hiperlocalismo está relacionado a esse senso de comunidade, que se fortalece cada vez mais na sociedade atual. As pessoas estão percebendo a importância de investir no comércio da região, de apoiar as empresas locais e de valorizar a comunidade. Com isso, existe um espaço forte para que o empreendedor possa desenvolver o seu negócio e esteja apto a competir diretamente com grandes empresas sob nova ótica. 

A visão do coletivo atrelada à visão de negócio

Ter a comunidade no centro significa priorizar os valores da corporação em alguns momentos ao lucro em curto prazo, a fim de criar uma marca forte e com maior potencial em longo prazo. Isso é possível criando um produto que solucione problemas da comunidade e ainda construindo um relacionamento de respeito mútuo com todos as pessoas, e não apenas com o seu consumidor direto. 

Não é sobre uma Jornada de Compra, é sobre uma jornada de gente. A sua empresa precisa fazer parte do ambiente em que ela está inserida e contribuir diretamente para ele. Essa é a grande diferença da visão do coletivo em comparação à visão do cliente, que busca colocar o consumidor como o centro, o que faz com que a empresa perca pontos de contato importantes para seu desenvolvimento. 

A comunidade da sua marca

O processo do foco no coletivo vai além da comunicação e do valor que você agrega ao ambiente no qual sua empresa se encontra. Uma estratégia muito forte que grandes empresas estão incentivando diz respeito à aproximação entre seus clientes

O ponto da construção de uma comunidade é a aproximação de pessoas com pontos em comum. Em muitos casos, como na Nike, na Nubank, na Netflix, dentre outras, trata-se de colocar a marca como essa intercessão entre os consumidores, aproximando pessoas e se tornado o centro de uma comunidade.

O grande ponto-chave dessa estratégia está na forma em que a marca constrói a sua comunicação e vende o seu produto. A Nike não vende artigos esportivos, ou seja, ela oferece soluções para clientes que amam esportes. A Netflix não é apenas um streaming; ela reúne fãs, amantes do cinema, incita discussões e aproxima pessoas que possuem interesses em comum. 

O poder do engajamento aumenta a relevância da marca naquela comunidade, que vai muito além daquele produto comercializado. 

A comunidade no físico e no digital

Quando falamos em comunidade, é importante ter em mente que esse conceito extrapola a delimitação de um espaço físico. A sua marca pode e deve ter uma loja física, como forma de criar um contato direto com o consumidor e oferecer uma embaixada para a sua marca. É importante, porém, também instigar o senso de comunidade on-line, principalmente por meio das redes sociais.

As pessoas tendem a se aproximar cada vez mais de marcas e de pessoas que pensem de forma parecida e que partilhem dos mesmos interesses e valores; na maioria dos casos, esse movimento vai se dar de forma on-line. 

No fim do dia, o propósito bem definido, uma estratégia de comunicação coerente e de negócio que reflita seus valores serão pilares fundamentais para a construção da sua comunidade. 

De qual comunidade você faz parte?

Assim como as empresas que citamos, existem diversas outras que investem no engajamento e colocam o senso coletivo como centro do direcionamento da marca. Uma forma interessante de identificar essas estratégias é observar quais são as comunidades da qual você faz parte hoje. Que marcas você admira? O que essas empresas fazem além de vender um produto? Como elas agregam valor às pessoas envolvidas naquela comunidade?

Depois de identificar esses pontos, é fundamental refletir: a minha marca pensa no coletivo? Ela está inserida na comunidade, de que forma? O que posso fazer para agregar valor além do meu produto e de que modo posso unir pessoas? Lembre-se: o ponto-chave é levar o conteúdo até o cliente e agregar valor para fazer a venda, e não o contrário. 

E aí? O que achou da estratégia sobre como identificar o problema da comunidade e investir no coletivo? Confira também o que é marketing de comunidade e como investir nessa estratégia e continue aprendendo mais a respeito do tema!