Mercado de resale: conheça tendências para manter seu negócio perene

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Os consumidores dizem estar dispostos a gastar 52% a mais em resale (“revenda”, em português) do que em outros canais nos próximos cinco anos. O mercado de revenda de produtos é de U$ 32 bilhões de dólares e deve dobrar nos próximos quatro anos.

O boom da revenda de itens de segunda mão não ocorreu do nada. Diante da crise ambiental e da finitude dos recursos, o controle da cadeia produtiva da moda e de outros segmentos é uma pauta que surge no mundo dos negócios. A escolha dos materiais utilizados, o ciclo de vida e o descarte dos produtos também aparecem como critério de decisão de consumo para esta e para as próximas gerações.

Quer saber mais sobre esse setor de mercado em crescimento constante? Confira agora mesmo nosso artigo!

Mercado de resale: o que é

Baseado no consumo consciente, o mercado de resale é a prática de venda de produtos de segunda mão, isto é, de itens usados. Trata-se de uma tendência de compra que vem conquistando clientes por todo o mundo.

“O produto mais sustentável que você pode comprar é um produto usado”. A frase de Adam Siegel, CEO e Co founder da Recurate, startup que possibilita às marcas a venda de produtos usados dentro do próprio e-commerce, ilustra bem o momento para o consumidor. 

Em relação às marcas, essa pode ser uma boa oportunidade de tornar o negócio perene. Veja por que no próximo tópico.

Mercado de revenda: uma área em expansão

O mercado do resale deve crescer de 7% para 17% no mercado total nos próximos cinco anos. Quem deseja manter a competitividade deve prestar atenção na tendência de comércio de produtos de segunda mão.

Hoje, o consumidor já reconhece a necessidade de práticas mais sustentáveis na cadeia produtiva e exige das empresas uma postura responsável diante da crise climática global. 

Assim, o mercado de resale se destaca como uma experiência de negócio possível e eficaz para um público que tem como uma das suas premissas de consumo a sustentabilidade.

 

Valorização de negócios atentos ao ESG

Acrônimo de Enviroment, Social e Governance, em inglês, o ESG serve para medir as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa. Pode também ser usado com o intuito de avaliar quando um negócio busca formas para:

  • minimizar seus impactos no meio ambiente;
  • construir um mundo mais justo e responsável para as pessoas em seu entorno;
  • manter os melhores processos de administração.

Hoje, os negócios atentos às pautas do ESG, como o impacto do ciclo de vida dos produtos e a consistência entre o uso e o descarte, são mais valorizados no mercado e têm mais possibilidades de expansão e crescimento nos próximos anos.

Portanto, é preciso pensar em uma cadeia que equilibre a oferta e a demanda de forma dinâmica mediante uma produção mais sustentável e responsável. 

Lógica de reuso dentro do e-commerce

Empresas também vêm discutindo formas de trazer o reuso para dentro das vendas online, a fim de garantir um controle de toda a cadeia do produto.

Uma das soluções é proposta pela startup Recurate, que possibilita às marcas criarem um marketplace integrado diretamente aos seus sites para fazer toda a gestão da cadeia: desde a produção até o reuso. 

Assim, os negócios conseguem promover o comércio peer to peer (P2P), que propõe a revenda direto ao cliente, eliminando etapas desnecessárias.

No Brasil, já existem algumas empresas que adotam a lógica do “reuso” ou “resale” como modelo de funcionamento. São eles os sites Enjoei e Troc, que oferecem boas experiências ao consumidor, possibilitando trazer o diálogo da sustentabilidade e do ciclo do produto aos negócios.

Estamos vivendo constantes mudanças. A forma como as empresas respeitam e protegem o meio ambiente são critérios de decisão de compra de produtos ou serviços. Quem deseja se manter perene no mercado precisa estar atento a esses movimentos no consumo para definição do futuro e posicionamento do negócio.

Com a exigência dos consumidores por posturas mais conscientes, pautas como o mercado de resale e reuso, que possibilitam tais melhorias, não podem mais ficar de fora das discussões estratégicas. Afinal, também é papel das empresas promover a sustentabilidade e construir um futuro melhor para as próximas gerações.

Quer ter mais ideias de como tornar sua operação ecologicamente correta? Leia agora mesmo nosso post com dicas para levar inovação e sustentabilidade ao seu negócio!

Este conteúdo foi escrito pela Analista de Inovação do Sebrae Minas, Alessandra Simões