Todo empreendedor deve estar atento às novas metodologias do mercado, principalmente no que diz respeito à inovação e ao aprimoramento constantes. Quando se está na fase inicial de um negócio ou de desenvolvimento de um produto, aplicar a metodologia do MVP pode ajudá-lo a identificar uma série de melhorias. Inclusive a testar se aquela ideia realmente faz sentido para seus clientes.

Afinal, uma invenção parece ser sempre maravilhosa quando está no papel, mas como o mercado reagirá ao seu produto ou serviço? Esse é um questionamento que muitos empreendedores deixam de lado, o que pode acarretar sérios problemas como perda de tempo e dinheiro!

Para não correr esse risco, você precisa entender mais a fundo o que é o Mínimo Produto Viável (do inglês, “Minimum Viable Product”) ou apenas a sigla MVP, como é mais conhecido.

O que é e como surgiu o modelo de MVP?

O conceito de MVP ganhou forma com base nos ensinamentos contidos no livro “Startup Enxuta”, do empreendedor do Vale do Silício, Eric Ries. Esse americano, um dos criadores do movimento Lean Startup, apresentou uma nova estratégia de modelos de negócios que previa alocar os recursos de forma mais eficiente. Ou seja, otimizando tempo e evitando gastos exorbitantes na fase inicial de uma empresa.

Por exemplo, várias startups surgem com ideias de negócio que podem não dar certo. Normalmente, isso se dá porque a solução estava inadequada ou porque o público não viu valor no produto. Assim, como evitar que problemas como esse ocorram? Fazendo testes! É aí que entra o conceito de MVP.

Quem pode fazer?

Primeiramente, é importante ressaltar que tal modelo pode ser aplicado não só na fase inicial de um negócio, mas também na fase de desenvolvimento de um novo produto, por exemplo. Desde uma loja de bolos, a criação de um site ou o desenvolvimento de um aplicativo.

Além disso, empreendedores pequenos, médios e grandes podem adotar o MVP como estratégia de validação. Sendo assim, a partir de testes primários, é possível mensurar a eficiência do projeto. Por isso, é fundamental conversar com potenciais consumidores buscando entender se aquele é realmente um produto interessante para o mercado e também evitar falsas expectativas.

Outro ponto importante é que não existe uma fórmula básica para criar um mínimo produto viável. Existem diversos exemplos e cases de sucesso para se inspirar no mercado, como o Facebook, o Dropbox, a Amazon, dentre outros.

Não devemos imaginar o MVP como um protótipo, mas sim como algo que já faz parte do produto final e que precisa entregar um grande valor para convencer os consumidores da necessidade de adquirir aquele produto/serviço. É com base em feedbacks que o empreendedor aprimorará a solução final. O mais crucial é validar ante os potenciais clientes!

Quais os benefícios ao criar um MVP de produtos ou serviços?

  • É um método de experimentação e aprendizado.
  • É perfeito para qualquer tipo de negócio.
  • Reduz alguns fatores de risco de mercado.
  • Mantém maior proximidade entre empreendedor e consumidor.
  • É um modelo econômico e fácil de ser implementado.
  • Oferece diversas possibilidades para a tomada de decisões.
  • É útil para ficar em contato com seu público-alvo.
  • É considerado viável, porque, mais do que criar o melhor produto, é imprescindível ter certeza de que aquele é o produto certo para o consumidor.

Passo a passo para você criar um MVP

Antes de mais nada, não faça um produto frágil. Seu modelo precisa ser singular e compreensível. Utilize os mínimos recursos sem que o cliente note certa fragilidade do produto, já que ele precisa estar completo para cumprir todas as suas funcionalidades.

Pensar em um ciclo de funções como ‘construir’, ‘medir’, ‘aprender’ é um guia durante o processo de construção de um MVP.

1º passo: Tenha uma equipe diversificada

O empreendedor deve reunir uma equipe com características diferentes (ou até mesmo de áreas distintas), a fim de avaliar todos os aspectos do produto/serviço. Quanto mais pluralidade, mais visões estratégicas teremos. É importante ter uma equipe que saiba o que está fazendo.

Além disso, é muito positivo contar com o olhar de profissionais de tecnologia e de UX (experiência do usuário) para identificar possíveis melhorias, caso seu foco seja o desenvolvimento de um aplicativo, exemplificando.

Em resumo, tenha uma equipe que agregue com:

  • visão de negócios, para avaliar se o produto é financeiramente viável;
  • design thinking, que ajuda a observar se o MVP deixará o cliente satisfeito;
  • conhecimento técnico, visando avaliar se o modelo poderá ser produzido com simplicidade e em escala.

2º passo: qual é a “dor do cliente”?

Para definir um produto mínimo viável, você deve levar em consideração quais as necessidades dos seus clientes e o que o seu produto/serviço fará para solucioná-lo.

Crie três possíveis clientes baseados no conceito de personas, imaginando como o seu produto se encaixaria no dia a dia daquela pessoa. É interessante determinar até mesmo uma história do momento em que seu produto ou serviço se encaixaria na vida dela. Qual a utilidade desse serviço?

Por isso: indique com precisão qual é o seu produto!

Estabeleça também alguns pontos-chave, como:

  1. O produto se destina a qual público?
  2. Defina o tipo de produto (app, loja, site, por exemplo).
  3. Reflita sobre como a atividade relacionada ao produto tem sido executada atualmente.

Nesta fase, a equipe deve estar bastante alinhada, pois todos contribuirão com seu ponto de vista sobre como avaliam o produto.

3º passo: defina um script

Os scripts são necessários para você levantar quais métodos serão utilizados. Por exemplo: testes A/B, entrevistas, testes presenciais ou online, dentre outros. Afinal, mensurar os resultados é um fator indispensável.

Outro ponto é que nem sempre você vai validar apenas uma ideia; pode ser necessário também validar modelos de negócio, mercado ou processos.

4º passo: cortar ideias não essenciais

Após a equipe reunir todos os pontos de vista e os scripts, é necessário cortar as possibilidades não importantes. Sendo assim, cada membro da equipe deve estabelecer quais funcionalidades precisam ser implementadas primeiro e chegar a uma conclusão conjunta.

5º passo: defina metas e procure melhorar sempre!

Neste passo, após delinear as características do produto e do público, você deve avaliar quais os resultados esperados. Por isso, fixe metas claras! Confira nosso post sobre indicadores de desempenho: https://inovacaosebraeminas.com.br/indicadores-de-desempenho/

Lembre-se: mesmo que o MVP tenha boa aceitação do público, isso não quer dizer que você deva deixar de aprimorar o seu produto ou serviço. Continue melhorando sempre. Para saber como otimizar seus resultados por meio de processos ágeis, confira o post sobre Lean Startup, o método que revolucionou o empreendedorismo.

 

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