Saiba por que o small data pode ser a chance de inovar

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Em uma realidade marcada pela grande quantidade de informações que produzimos e recebemos, pode parecer que a análise de dados só traz resultados para uma empresa por meio do big data. Mas há, sim, outra possibilidade que está ao alcance de negócios de portes variados, ou seja, o small data.

Você pode estar se perguntando como investir na análise de informações de menor porte pode ser uma boa estratégia diante de um mundo em que 51,2% da população está conectada à internet – e produzindo cada vez mais conteúdo.

O fato é que a alternativa pode ser o ponto de partida para insights valiosos. Veja os motivos a seguir.

 

Antes de começar, precisamos falar de big data

Quase 4 bilhões de pessoas acessam a internet, segundo a Organização das Nações Unidas. Elas compartilham textos, áudios, imagens e vídeos, acessam conteúdos e notícias de sua preferência e realizam atividades cotidianas online.

Em cada acesso ou troca online, elas acabam fornecendo dados sobre seu comportamento. E são esses dados que podem ser valiosos para a criação de produtos ou serviços.

É por isso que o assunto tem ganho tanta força, com a consolidação do big data. A estratégia consiste na coleta e análise de grandes quantidades de informação para a tomada de decisão, analisando e aplicando mudanças. Por meio do big data, por exemplo, um usuário do Instagram pode receber, em seu feed, anúncios alinhados aos seus hábitos. Em relação ao empreendedor, pode ser a chance de converter mais vendas.

Para ser bem-sucedido, o big data precisa ser estruturado em processos seguros, que garantam a proteção e a privacidade de clientes e outros usuários. É essencial que essa coleta seja ágil e sem erros e também que a análise seja estruturada e guiada por objetivos previamente definidos.

Por todos esses motivos, o big data costuma vir atrelado ao uso da tecnologia – e à necessidade de investimentos. Nesse ponto, muitos empreendedores acabam achando que a alternativa vale apenas para grandes corporações, sem parar para analisar outras possibilidades.

 

O que é small data?

Seguindo essa linha de raciocínio, o small data é uma dessas possibilidades. O nome é usado para definir a exploração de informações de forma mais qualitativa, tendo como referência características mais específicas sobre determinado grupo.

No small data, o que se busca é encontrar insights em detalhes da experiência de um cliente com uma marca ou de seus hábitos. Foi assim como a Lego, em 2004, conseguiu reverter uma crise e retomar sua posição de liderança no mercado de brinquedos.

Durante uma pesquisa de campo com seus consumidores, representantes da empresa conheceram um garoto de 11 anos. Ele afirmava que ter um tênis velho era um objetivo, porque era a prova de suas habilidades como skatista.

Diante daquela informação, a empresa percebeu que, mais do que gratificação imediata (que era o caminho apontado pelo big data), as crianças da nova geração buscavam se diferenciar pelo domínio de uma habilidade.

Foi assim que a empresa mudou seus produtos, criando peças menores e montagens ainda mais desafiadoras.

 

Não perca essa oportunidade de inovar

A história da Lego mostra uma das grandes vantagens de explorar o small data: esse tipo de análise possibilita a inovação. Ao direcionar o foco para detalhes com os quais seus concorrentes não estão preocupados, você pode ter a possibilidade de criar um produto ou um serviço disruptivo (que causa transformações profundas). Em menor escala, também é possível incrementar as opções que já possui.

O small data também pode ser decisivo para a personalização da experiência de compra do cliente. Isso porque vai proporcionar o acesso a hábitos e necessidades mais particulares, além de percepções e opiniões.

A novidade pode contribuir, por exemplo, com a definição de uma estratégia de marketing aliada aos valores de seus principais públicos de relacionamento.

Por meio do small data, empresas também podem garantir uma conexão com os clientes em um nível emocional. Isso pelo fato de permitir que a empresa encontre pistas sobre a idealização feita por seus clientes em relação a aspectos variados.

Ao analisar um grupo de consumidores em suas redes sociais, por exemplo, um negócio pode ter um insight ao encontrar semelhanças nos perfis seguidos por eles. Pode ser o início de uma pesquisa sobre a imagem que esse cliente idealiza – e o ponto de partida para a criação de outro produto.

 

Como começar a usar o small data

Com a intenção de aperfeiçoar a experiência de clientes com sua marca por intermédio do big data, o primeiro passo é definir quais serão as prioridades.

A estratégia muitas vezes é eficiente para adotar melhorias em diversos processos de atendimento, modos de produção e até mesmo no que concerne às características do produto. Por isso, é essencial estabelecer alguns direcionamentos e limites desse trabalho.

O próximo passo é definir processos e táticas a fim de ter acesso a opiniões, percepções e detalhes da experiência de seus clientes. Inserem-se aí pesquisa de campo, análise de dados de redes sociais ou histórico de compras, realização de grupo focal com vendedores etc.

Com todos esses dados coletados, chega uma das fases mais importantes, ou seja, a análise em si. A empresa precisa estar atenta, aberta e disposta a conhecer mais a fundo as preferências de seus clientes, bem como a registrar detalhes que, em um primeiro momento, podem parecer irrelevantes. É provável que, em meio a tantas informações, você consiga executar uma virada em seu negócio.

Para lhe ajudar nessas etapas, comece ouvindo as dicas de Lisiane Lemos, reconhecida pela ONU como uma das jovens negras mais influentes do mundo.

Certamente você vai precisar do apoio de ferramentas de coleta e análise de dados. Mas, se ainda tem receio em aplicar o small data por não saber como usar essas possibilidades, temos uma dica. Clique aqui para conhecer melhor uma das mais famosas, o Google Analytics.