Olhe para a sua cidade. Você é capaz de perceber o quanto ela mudou nos últimos anos? Provavelmente, se você comparar, vai notar que a transformação foi grande. Isso se dá em função do aumento da urbanização e da adaptação que os municípios precisam sofrer para acomodar a população.

 

Avenida Paulista em 2000. Crédito: Jefferson Pancieri.

 

Avenida Paulista em 2017.

 

Um dos avanços que mais ajudam as cidades a se manterem viáveis são os aplicativos de ônibus. Startups e prefeituras começaram a investir nesses apps a partir da popularização dos smartphones e têm ajudado cidadãos a se locomoverem da melhor forma.

A seguir, analisamos a viabilidade desses aplicativos de ônibus e como as entidades os sustentam. Vamos lá?

 

Tendências no transporte público

Já falamos aqui sobre como cidades podem se tornar mais atrativas para pedestres. Tal tendência já aparece em várias regiões do mundo, que aumentam impostos sobre os carros e os combustíveis e, em alguns casos, até banem veículos particulares.

Isso é substituído pelo transporte público (trens, metrôs, ônibus), além de outros meios mais sustentáveis, como bicicletas. O objetivo não é apenas facilitar a movimentação de pessoas nas cidades, mas reduzir a emissão de carbono.

Nos últimos anos, quem começou a mudar esse cenário – por parte da iniciativa privada –  foram aplicativos, como Lyft (que ainda não existe no Brasil) ou BlaBlaCar. Essas empresas tornaram o transporte “particular” mais acessível, motivando as pessoas a deixar o carro em casa.

Entretanto, para realmente transformar a realidade, é preciso  mais do que isso. É essencial oferecer opções eficientes e mais baratas de transporte público. É aqui que entram os aplicativos de ônibus, facilitando o processo de encontrar o melhor caminho.

Todavia, onde isso está acontecendo? Como é possível manter o sistema financeiramente? Existem aplicativos de ônibus particulares, que geram faturamento?

Continue lendo para saber mais.

 

Evolução do horizonte de Xangai (China), comparada à evolução de seu sistema de transporte.

 

Aplicativos de ônibus e outras formas de transporte: exemplos

MTR Mobile – aplicativo de Hong Kong (China), cidade que possui 57.000 habitantes por km². Fundado por autoridades locais, o app oferece ajuda às pessoas que se locomovem pela cidade, com rotas de trem e ônibus, horários, planejador de viagem e compra de bilhetes pelo próprio sistema.

GoLA  –  este aplicativo foi construído pela Xerox para a cidade de Los Angeles (Califórnia, EUA), onde moram mais de quatro milhões de pessoas. O app calcula o custo e o tempo de todas as rotas possíveis, baseando-se em dados em tempo real, além de outras funções, como cálculo de calorias e integração com Uber, Lyft e companhias de táxi locais. E mais: além de oferecer as melhores rotas, o app capta a maneira como você age, otimizando ainda mais os caminhos que você certamente quer seguir.

London Live Route Planner – este aplicativo de Londres (Inglaterra) possui função específica, focada nas necessidades dos passageiros. Ele vem com um despertador que avisa quando o trem ou o ônibus chega ao destino, ideal para quem gosta de dormir no caminho. Isso evita uma sobrecarga desnecessária do transporte, com pessoas tendo de voltar por ter perdido o ponto de descida.

The Citymapper – oferece funções de rota, mas também atualiza informações enquanto você está no caminho ou antes de sair de casa, avisando sobre a melhor hora para ir. Existe em várias cidades, inclusive em São Paulo (capital).

Transit – outro aplicativo que funciona em diversas cidades – mais de 130 pelo mundo. Sua funcionalidade envolve vários aspectos do transporte, incluindo planejamento, escolha do caminho, dentre outras atividades.

Bons aplicativos de ônibus oferecem soluções específicas para as necessidades dos usuários, fazendo com que as pessoas cheguem ao seu destino da maneira mais leve e rápida.

Entenda melhor, a seguir, como é possível manter esses aplicativos em funcionamento.

 

 

Sustentabilidade financeira de aplicativos de ônibus

Criados tanto por empresas privadas quanto por entidades governamentais, os aplicativos que facilitam a vida nas cidades precisam ser gratuitos para o usuário. Mas como um app desses sobrevive? Entenda melhor:

 

  • Freemium: apps podem oferecer a maioria das funções gratuitamente e complementar com outras em versões pagas. Assim, os assinantes sustentam o aplicativo.
  • Compras no app: oferecer a possibilidade de comprar bilhetes pelo app pode facilitar para as empresas de transporte. Cobrando uma taxa delas, os aplicativos podem adicionar essa função e conseguir sustento.
  • Anúncios: uma das formas mais populares de sustentar aplicativos, os anúncios podem ser feitos dentro do app. Só é importante tomar cuidado para que a usabilidade não seja comprometida.
  • Foco no usuário: ao compreender as necessidades dos usuários, é possível fazer a base crescer cada vez mais, significando a sustentabilidade financeira de aplicativos de ônibus.
  • Patrocínio: funcionam quase da mesma forma que a modalidade “anúncios”, porém aqui é possível contar com a iniciativa privada para patrocinar os apps. As empresas ganham com o abatimento de impostos em alguns países, incluindo no Brasil.

 

Aplicativos de ônibus: o futuro das cidades

Como você viu, existem muitos exemplos de aplicativos que mudam a vida nas cidades. Eles fornecem maneiras inteligentes de movimentar e transportar pessoas, desafogar o trânsito e melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos.

Quer saber mais sobre a dinâmica das cidades? Conheça outro conteúdo:

DESIGN EM PARQUES PÚBLICOS? SIM, EXISTE E É IMPORTANTE. SAIBA MAIS!

Leia mais sobre Ambiente Digital Ferramentas Para sua região


Quer receber mais
conteúdos como esses?

cadastre-se para receber os nossos conteúdos por email:

Obrigado por cadastrar o seu e-mail. Seja bem-vindo à comunidade Inovação Sebrae Minas.