Você provavelmente já trabalhou com big data ou ouviu falar sobre tal assunto. As técnicas e as práticas dessa área do conhecimento têm se tornado cada vez mais importantes para o mercado.

Neste texto, você vai entender melhor o que quer dizer, seu conceito, como é aplicado e algumas ideias sobre seu futuro.

 

 

O que é big data

Como o nome sugere (“big”, do inglês, “grande”, e “data”, também do inglês, “dados”), big data é um conjunto de metodologias que busca coletar e analisar grandes quantidades de dados. Entretanto, não para por aí.

Para você dizer que está realmente trabalhando com isso, não basta reunir dados e jogá-los em dashboards. É preciso utilizar tais dados, normalmente encontrando padrões repetitivos e extraindo insights deles. Alguns elementos são parte essencial do big data. Vejamos:

Diversidade

Quando falamos em big data, referimo-nos a dados recolhidos de muitos ângulos. Exemplificando: quando analisamos os hábitos alimentares de um grupo de pessoas, não basta listar os alimentos que cada um come por dia.

Precisamos observar os hábitos alimentares deles, fazer cruzamentos e combinar esses dados a outros fatores, como histórico familiar de saúde e emprego.

Tempo

No big data, nada é estático. Os dados são coletados em tempo real e mantêm um histórico que pode ser comparado com o tempo presente a qualquer momento.

Para ter ideias consistentes sobre os hábitos alimentares das pessoas, o que demos há pouco como exemplo, seria preciso coletar dados referentes a vários meses. Só assim teríamos respostas mais conclusivas.

Automatização

O big data nasceu graças à tecnologia. Antes, seria impossível anotar dados em uma planilha e retirar insights. Hoje, temos softwares que captam os dados e nos mostram, de forma diferenciada, para que possamos fazer conexões.

Seus dados provavelmente estão por aí: basta utilizar um cartão de crédito, as redes sociais ou o próprio celular a fim de participar do big data das empresas – sem identificação específica, claro.

Inteligência artificial

Junto com as novas tecnologias, surgiu a inteligência artificial. As máquinas filtram os dados para que possamos ter melhor compreensão do que é aquilo.

 

Importância do big data

Analisar o big data ajuda pesquisadores e negócios a tomar decisões mais eficazes e mais rápidas. Apesar de ser um mecanismo artificial, podemos centrar todas as ações baseando-nos no que os indivíduos realmente fazem, como interagem com um produto, etc.

Além disso, ao implementar práticas de big data em uma empresa, há o aumento da competitividade dessa, já que é possível identificar oportunidade por meio dos padrões de dados antes que o mercado fique ciente disso.

Por isso, quem utiliza big data abre um mundo de possibilidades, com chance de lançar produtos que vão agradar a audiência; e o melhor: não gastar recursos em algo que não teria aceitação.

O big data funciona com base em softwares e dashboards. Normalmente, contamos com os seguintes elementos:

  • Fontes de dados: sistemas funcionais e operacionais, aplicativos, redes sociais, sensores, máquinas.
  • Plataformas: captura e gerenciamento dos dados – o “back end”.
  • Ferramentas e apps: é a parte do “front end”, utilizada por executivos, analistas e outros.

Com o intuito de fazer todo esse processo rodar, as empresas costumam contratar outras companhias que ofereçam o serviço ou sua implementação interna. Para começar, o ideal é ter dashboards simples que possam ser facilmente utilizadas por toda a equipe.

Podemos reforçar que, para empresas que implementam processos de big data, é importante ter todos os times envolvidos e que atuem com os dados sempre que forem executar ações fora do ciclo normal. A cultura da organização deve ser baseada em dados.

 

Futuro do big data

A revista Forbes listou algumas apostas para o que vai acontecer com o big data no futuro. Confira:

  • Volumes de dados vão continuar a subir: vão ser gerados mais e mais dados. Quanto mais acesso à internet por parte das pessoas, mais podemos monitorar e padronizar informações fornecidas por elas.
  • Formas de analisar vão só melhorar: junto com o avanço da tecnologia, também vamos avançar na qualidade das plataformas e das ferramentas do big data. Mais tipos de ferramenta também surgirão, com algumas criadas por pessoas que não têm familiaridade com códigos.
  • Machine learning: a inteligência artificial se torna cada vez mais essencial nos processos de big data. Falamos sobre essa tendência no nosso ebook, confira aqui.
  • Questões quanto à privacidade vão aumentar: conforme o big data cresce, mais as pessoas se sentem incomodadas por terem seus dados analisados. As conversas nesse sentido devem aumentar.
  • Chief Data Officer: um novo cargo surge com o big data. Essa pessoa será cada vez mais requisitada nas companhias e ficará responsável por liderar com ações de big data dentro das empresas.
  • Demanda por profissionais: empresas devem mudar seu mindset e, em vez de contratar pessoas que já saibam trabalhar com big data (o que é escasso), começarão a treinar e a recrutar internamente.
  • Todas as companhias serão de dados: em breve, não haverá empresas que não coletem dados de seus consumidores. Afinal, a expectativa é a de que negócios que utilizam dados cresçam em produtividade nos próximos anos.

Você vai trabalhar com dados

Como você viu, as vantagens do big data são inúmeras. Apesar de haver dúvidas quanto às questões de privacidade, as plataformas e as ferramentas continuam ganhando força. Por isso, se você está no mercado, não deixe de informar-se e melhorar suas habilidades de análise de dados!

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