Quando pensamos no setor público, atitudes empreendedoras não vêm direto à mente. Entretanto, a inovação no governo já é uma realidade. Neste post, vamos analisar algumas ideias sobre o assunto. Saiba como é possível desenvolver a atitude intraempreendedora nos órgãos públicos.

 

 

Por que inovar

Empresas privadas mantêm-se competitivas por meio da inovação. Novas ideias podem melhorar processos e pessoas.

Uma das formas de fazer isso é desenvolvendo a atitude intraempreendedora dos colaboradores. Isso significa oferecer mais liberdade de criação e possibilitar que ajam como empreendedores dentro da organização.

Segundo o consultor administrativo e autor Peter Drucker, “empreendedores buscam mudanças, respondem a elas e buscam oportunidades”. Portanto, pessoas com a capacidade e a habilidade de reunir pessoas e recursos para fazer as coisas acontecerem – ou seja, inovar.

Intraempreendedores conseguem concretizar uma ideia própria ou de outros dentro das organizações e agem com automotivação, proatividade e orientados para a ação e os resultados.

É daí que surge a inovação dentro das empresas. E assim como as empresas têm seus clientes, órgãos públicos prestam serviços para cidadãos e devem inovar visando atender cada vez melhor.

 

Como inovar

A inovação depende apenas de dois fatores: condições que a organização oferece e aptidão dos servidores para gerenciar, criar e implementar novas ideias. Com isso, grandes mudanças são possíveis.

Entretanto, a inovação no setor público ainda é tímida. Conheça alguns desafios que precisam ser enfrentados:

➔ Desestímulo por causa do excesso de burocracia.

➔ Centralização das decisões.

➔ Apego à rotina.

➔ Supervalorização da hierarquia.

Para resolvê-los, é preciso:

➔ Que o intraempreendedorismo seja implementado de forma integrada em toda a organização e não apenas como uma ação isolada de determinado setor ou grupo de pessoas.

➔ Dar espaço à vocação empreendedora interna.

➔ Buscar mais flexibilidade estrutural e agilidade nos processos burocráticos.

O escritor Neil Fogarty, que estuda o intraempreendedorismo nos órgãos públicos, destaca ações que possibilitam a inovação:

➔ Fazer um planejamento e não deixar que as ações se percam.

➔ Reservar tempo para desenvolver ideias.

➔ Entender os problemas antes de trabalhar em soluções (confira esta ferramenta que pode ajudar).

➔ Procurar facilitar caminhos ao invés de complicá-los.

➔ Eliminar etapas para a tomada de decisão.

➔ Alinhar atividades e investimentos com os objetivos finais.

➔ Aprender com outras organizações.

➔ Identificar formas de premiar servidores por performance.

➔ Divulgar novas soluções, serviços e produtos.

A verdade é que a atitude intraempreendedora só pode ser desenvolvida quanto participamos do processo de executar, errar e aprender. Não basta ler sobre o assunto e planejar sem colocar a mão na massa.

Uma ideia é oferecer workshops e cursos direcionados aos servidores para que haja treinamento com execução. Conheça, por exemplo, o GovLab.

A seguir, veja alguns casos em que a atitude intraempreendedora trouxe bons resultados.

 

Casos de inovação no governo

Organizações sem fins lucrativos

Também é possível inovar em organizações que não possuem fins lucrativos. Um exemplo é a InSTEDD, Organização de Apoio e Inovação em Doenças e Desastres. Baseada no Vale do Silício (EUA) e com escritórios na América Latina e na Ásia, a InSTEDD opera com serviços de baixo custo e mantém tecnologias ágeis que tornam seus serviços acessíveis financeiramente para qualquer governo ou organização.

Governos

O intraempreendedorismo foi a solução que os governos dos EUA e de alguns países da Europa encontraram para driblar a crise e os cortes no orçamento. O Chefe de Operações dos EUA Todd Park, por exemplo, ajuda startups internas com o programa de incentivo Presidential Innovation Fellows (Parceiros de Inovação Presidencial).

Organizações Multilaterais

Dentro de organizações multilaterais como as Nações Unidas, o consenso entre os países envolvidos pode ser um problema. Com a ideia de inovar, intraempreendedores dessas instituições precisam coordenar diversos gestores ao mesmo tempo. Para isso, muitas desenvolvem programas de inovação com a metodologia “lean” ou enxuta. Dentre elas, UNICEF e ACNUR.

Organizações Educacionais

Educadores têm enfrentado grandes desafios, pois na crise é preciso fazer muito com pouco. Novas tecnologias e métodos de ensino surgem dessas necessidades, criando mais oportunidades de aprendizado. Um dos maiores exemplos de inovação na educação é o MIT (Massachusetts Institute of Technology) ou Instituto de Tecnologia de Massachussetts, que, desde 2007, desenvolve projetos em diversos países.

 

Atitude intraempreendedora nos órgãos públicos é possível

Neste post, falamos sobre o conceito de intraempreendedorismo e a necessidade de as organizações públicas inovarem.

Também destacamos os desafios dos órgãos públicos em inovar e o que fazer para superá-los.

Por fim, listamos organizações que possuem processos de inovação sistematizados: organizações sem fins lucrativos, governos, organizações multilaterais e educacionais.

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O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NOS PROCESSOS DO SETOR PÚBLICO

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