Você tem algum celular jogado nas gavetas de casa? Provavelmente sim. Agora, imagine que todo o resto do mundo também tem e que, uma hora ou outra, todos serão descartados. Essa é só uma parte do lixo eletrônico que juntamos durante a vida.

Também chamado de REEE (Resíduos de Equipamentos Eletro Eletrônicos), esse tipo de descarte se tornou um grande problema mundial. Em 2014, segundo a ONU, só a América Latina gerou 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico – 9% do total mundial.

Essa quantidade crescente pode trazer consequências para o meio ambiente. Para sua fabricação, são utilizados materiais pesados, que precisam ter um destino correto.

Para completar, a maioria dos países da América Latina não tem legislação específica no que diz respeito ao descarte do lixo eletrônico. Normalmente, a legislação existente está ligada a outros resíduos perigosos.

Mas de quem seria a responsabilidade? Você pode fazer alguma coisa para evitar que seus objetos cheguem ao descarte geral? É isso o que vamos descobrir no post de hoje. Você ainda vai ficar sabendo como empresas estão inovando nesse tema. Boa leitura!

lixo-eletronico

O que caracteriza o lixo eletrônico

Não só de celulares é feito o lixo eletrônico. Os produtos que precisam de descarte apropriado estão por toda a parte. Veja só alguns deles:

➜ Aparelhos de DVD

➜ Aparelhos de fax

➜ Aparelhos de som

➜ Aparelhos de video game

➜ Aquecedores

➜ Ar-condicionado

➜ Baterias de celular

➜ Cabos

➜ Caixa de som

➜ Carregadores

➜ Chapinhas

➜ Computadores

➜ Placa-mãe

➜ Placa de vídeo

➜ Placa de computador

➜ Conectores

➜ Copiadoras

➜ CPU

➜ HD

➜ Estabilizadores

➜ Fios

➜ Fontes

➜ Impressoras

➜ Máquinas fotográficas

➜ Memórias

➜ Modem

➜ Monitor CRT

➜ Monitor LCD

➜ Mouse

➜ Notebook

➜ Pen drives

➜ Dentre muitos outros itens

Muitos desses produtos possuem componentes recicláveis, como cobre e couro, alumínio e vários elementos químicos que podem ser revendidos e utilizados como matéria-prima.

Entretanto, para conseguir reciclar, é preciso um tratamento altamente especializado.

Na França, por exemplo, que produz anualmente 1,3 milhão de toneladas de lixo eletrônico, há um grande problema referente ao bromo. Ele vem do plástico bromado e está presente em 40% dos itens. Isso sem contar o berílio e o chumbo, também perigosos.

Algumas variações do bromo tiveram a reciclagem proibida, já que oferecem perigo às pessoas que trabalham nas usinas de reciclagem. Além disso, mesmo depois de reciclado, o plástico pode contaminar o meio ambiente.

Por causa de especificações como essa, a ONU divulgou que entre 60% e 90% dos resíduos eletrônicos de todo o mundo são comercializados ilegalmente ou jogados de forma incorreta no lixo.

 

Quem é responsável pelo lixo eletrônico

A fim de resolver o problema do descarte de lixo eletrônico, vários segmentos da sociedade precisam agir em conjunto.

Governo

Políticas públicas de recolhimento e destino devem ser aplicadas para conter o problema. No Brasil, temos a Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Nela, está especificado que fabricantes, importadores e revendedores devem ser responsáveis pelo recolhimento de produtos passíveis de contaminação. Isso inclui materiais perigosos já mais conhecidos, como lâmpadas e pilhas.

Entretanto, a legislação ainda não prevê obrigatoriedade para outros tipos de material, como toner de impressora e celulares (apenas para as baterias).

Órgãos governamentais ligados à regulamentação de produtos eletrônicos também têm o dever de criar soluções para o problema do lixo eletrônico.

A Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, é responsável por um projeto sobre o assunto desde 2008. O objetivo não é apenas descartar corretamente, mas selecionar aqueles que estão em bom estado e prolongar sua vida útil.

A instituição recolhe equipamentos de informática, pilhas, baterias, celulares, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, televisores e brinquedos eletrônicos.

Os itens passam por coleta, armazenamento, triagem, montagem ou desmontagem, reciclagem, reutilização ou prolongamento da vida útil e destinação correta.

Empresas

Empresas que produzem material eletrônico também devem ser responsáveis pelo lixo eletrônico. A Apple, por exemplo, tem uma política de reciclagem por meio da qual os usuários podem vender seus aparelhos antigos nas lojas credenciadas.

Mas não são só as grandes que pensam no futuro. Soluções inovadoras já existem para conter o avanço do problema. Confira algumas delas:

Reciclagem de metais

Uma empresa de gerenciamento do lixo eletrônico chamada  Attero Recycling promove ativamente a reutilização e o reuso eco-friendly de eletrônicos. A empresa é a maior do segmento na Índia.

Sua operação consiste em aplicar um método que retira metais puros dos itens e transforma-os em recursos sustentáveis. A técnica utiliza uma tecnologia bastante recente para alcançar o feito.

Prolongando a vida útil

Localizada em Los Angeles (EUA), a companhia Isidore Electronics oferece serviços de reciclagem, destruição de dados e recuperação de eletrônicos.

A reciclagem é certificada de acordo com a legislação dos Estados Unidos e é uma das empresas com resultados mais positivos nesse sentido.

O resgate inclui computadores, laptops, impressoras, câmeras digitais, fios, micro-ondas e até componentes de satélite.

Ajudando a fazer boas escolhas

Já a startup Extracarbon, também sediada na Índia, procura reduzir o descarte errado do lixo eletrônico auxiliando os usuários.

Desde 2013, a empresa oferece um aplicativo para smartphones onde você pode cadastrar itens que estão parados. Assim que faz isso, um time vai até sua casa e recolhe o material, dando-lhe destino correto.

Cidadãos

Não se esqueça de que o descarte correto também depende de você. Procure sempre saber das iniciativas presentes na sua cidade e nunca jogue os aparelhos no lixo comum!

Somente com a contribuição geral, podemos alcançar uma solução para isso.

Você conhece projetos que solucionam o descarte de lixo eletrônico? Conte para nós!

 

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