Você sabia que é possível medir o nível de felicidade de países? O Relatório Mundial da Felicidade foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2011 e, desde então, é lançado todos os anos.

Mas por que devemos nos preocupar com isso? O Relatório da Felicidade une vários fatores da vida humana, desde a renda e a percepção da corrupção (confiança) até a liberdade para fazer as próprias escolhas. Ele é medido por meio de pesquisas feitas com moradores de cada país e pode ser considerado como um índice subjetivo.

É menos conhecido do que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que procura medir a infraestrutura geral que um país oferece para que a população possa levar sua vida. Para isso, mede-se o acesso à saúde e à educação, entre outros itens. Esse seria um índice objetivo.

Claro, o acesso à educação e à renda, que são medidos pelo IDH, influenciam a nossa vida. A felicidade da nação está atrelada aos fatores estruturais, mesmo que eles não possam ser os únicos determinantes.

Mas ambas as análises são importantes. Afinal, uma população feliz produz mais e é menos estressada, e o aumento desse nível tem efeitos positivos em vários setores. Considerando-se que já são 7,4 bilhões de pessoas levando uma vida urbana, a questão é urgente.

Neste artigo, vamos entender melhor o nível de felicidade determinado pela ONU, além de compreender como pode ser medido em cidades e de conhecer algumas soluções implementadas por municípios com felicidade exemplar.

 

O Relatório Mundial da Felicidade

Essa medição da ONU foi criada em 2011, durante uma assembleia geral. A partir de 2012, passou a ser divulgada todos os anos, com um ranking dos países mais felizes. Além disso, traz um relato das causas da felicidade e da miséria e alguns estudos de caso.

Os critérios avaliados são os seguintes:

 

  • PIB per capita
  • Políticas públicas
  • Expectativa de vida
  • Liberdade para fazer escolhas
  • Generosidade
  • Percepção de corrupção

 

Com esses dados à mão, especialistas multidisciplinares podem avaliar mudanças que impactem o nível de felicidade da população de cada país, além de avaliar o progresso alcançado de um ano para o outro.

Você pode conferir a última versão lançada aqui (em inglês). Nele, podemos ver que a Finlândia é o país mais feliz do mundo e que o Brasil se encontra em 280 lugar. No entanto, o relatório também conclui que a América Latina apresenta níveis de felicidade maiores em comparação com países desenvolvidos no geral (página 115). Isso significa que a felicidade de uma nação não é condicionada pela renda, existem outros fatores.

O relatório da ONU é feito por países. No entanto, podemos observar o nível de felicidade das cidades seguindo padrões parecidos. Isso auxilia governantes a tomar decisões melhores quanto aos projetos da cidade, bem como a compreender a percepção das pessoas sobre o serviço público prestado.

Vejamos a seguir exemplos de como isso foi feito.

 

Nível de felicidade nas cidades

A cidade de Somerville, no estado de Massachusetts, Estados Unidos, começou a realizar pesquisas com os cidadãos a fim de medir o nível de felicidade. O questionário foi feito junto do censo da cidade e era algo parecido com uma pesquisa psicológica e de satisfação de clientes.

As perguntas foram desenvolvidas por um time designado pela prefeitura, além de estudiosos de Harvard. São questões como: “Quão feliz você está agora?” e “Quão satisfeito está com sua vida no geral?”. A pesquisa ainda inclui a avaliação dos serviços públicos, como escolas e polícia.

Como resultado, Somerville conseguiu vários insights que ajudaram a criar projetos que transformassem o que mais era necessário. No caso, uma conclusão surpreendente foi o quanto o layout da cidade influenciava o nível de felicidade.

Se quiser saber mais sobre como isso influencia cidadãos, não deixe de ler também nosso post sobre design de parques.

Além disso, a reciclagem de fluxo único, que permite a colocação de todos os materiais recicláveis em um só compartimento, em vez de separar papel e plástico, por exemplo, também deixa as pessoas mais felizes. Surpreendente, não?

Confira a seguir motivos pelos quais outras cidades têm nível de felicidade alto.

 

Cidades mais felizes do mundo

Entenda por que algumas cidades se destacam em nível de felicidade:

Copenhagen, Dinamarca

A cidade possui um dos sistemas de transporte sustentável mais robustos do mundo. Assim, as pessoas podem se locomover com liberdade (mais da metade da força de trabalho usa as bikes todos os dias). Além disso, existem muitos programas culturais e de ação social. Por fim, a cidade goza de igualdade de renda e equilíbrio vida/trabalho.

Florianópolis, Brasil

Localizada no litoral de Santa Catarina, Florianópolis também tem seu nível de felicidade alto. Já foi escolhida como uma das melhores cidades para educar filhos, e aspectos como tolerância e oportunidades de moradia também trazem felicidade aos habitantes.

Naha, Japão

Naha é a capital das ilhas Okinawa, conhecidas por ter uma das expectativas de vida mais altas do mundo (é a população centenária mais alta do planeta). Pesquisadores procuraram entender esse índice e descobriram que isso se deve à dieta da população. Além disso, a região conta com boas opções de lazer e atrações turísticas.

 

Serviços mais inteligentes, população mais feliz

Como você viu, as cidades desempenham um papel determinante na felicidade da população. Mas, para que esse papel seja cumprido, é necessário compreender a visão das pessoas sobre os serviços oferecidos, bem como seus problemas e necessidades. Medir o nível de felicidade é uma das formas de fazer isso.

Outro jeito de medi-lo está ligado às soluções das cidades inteligentes, que trazem uma visão guiada por dados para o governo municipal. Quer saber mais? Baixe nosso material gratuito!

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