Fomentar a cultura empreendedora é papel de toda a sociedade.

Tanto das empresas privadas que já prosperaram quanto do governo, dos cidadãos e, principalmente, das instituições de ensino.

As universidades têm exercido papel essencial nesse desenvolvimento. É disso que vamos tratar hoje. Você vai conhecer o cenário atual, como as incubadoras são destaque nos projetos de fomento e exemplos de como essa política pode dar certo.

cultura empreendedora

 

Panorama do cenário atual

A cultura empreendedora tem prosperado por meio das instituições de ensino, mas ainda estamos longe do ideal. Veja o panorama do cenário atual:

➜ Apenas 6% dos alunos do ensino superior são empreendedores.

➜ 30% dos universitários não possuem interesse em empreender porque nunca pensaram em tal possibilidade.

➜ Na Europa e nos Estados Unidos, o modelo de incubação gera muitos resultados. A mortalidade entre empresas que passam por incubação é de 20%, enquanto a taxa geral é de 70%.

➜ Aproximadamente 65% dos professores universitários estão satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo dentro da Universidade, mas a média de satisfação entre os alunos é de 36%.

➜ 54% das matérias de empreendedorismo nas universidades visam apenas a inspirar o aluno a aprender. Outros assuntos, mais práticos, não recebem a mesma atenção: 3% falam de franquias, e 7%, de gestão de pequenos negócios.

Os dados foram extraídos da revista Exame, do Movimento de Educação Empreendedora e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Como podemos ver, existem duas vertentes principais de fomento à cultura empreendedora nas universidades: disciplinas que falam sobre negócios e incubadoras. 

 

Papel das incubadoras

Incubadoras de empresas são organizações que estimulam o empreendedorismo de inovação e prestam-lhe apoio logístico, gerencial e tecnológico.

Elas oferecem estrutura física às empresas, bem como apoio conceitual e teórico aos alunos que desejam empreender. Podem existir tanto nas empresas privadas quanto nas universidades.

Dentro delas, as incubadoras funcionam como plataforma para pesquisas e estudos do mercado.

Como o primeiro ano de empreendedorismo é o mais difícil e o que define o futuro de uma companhia, incubadoras são um ambiente de proteção para os negócios, onde empreendedores têm a possibilidade de prosperar sem precisar investir muito.

Os empreendedores podem testar suas ideias, desenvolver produtos e projetos, além de ter contato com outras pessoas interessadas em empreender. Não é necessário ter uma estrutura física até que apareçam investimentos e a empresa queira expandir sua atuação.

 

Incubadoras no Brasil

O Estudo de Impacto Econômico do Segmento de Incubadoras no Brasil entrevistou gestores de 65 incubadoras de empresas brasileiras. É uma amostra de um grupo de 108 incubadoras presentes no país – que implementam o modelo Cerne.

Os pesquisadores tiveram acesso a 827 empresas incubadas e a 1.359 empresas graduadas (que já completaram o ciclo de incubação). Com as entrevistas, foi possível chegar a algumas conclusões.

 

Práticas que dão mais resultado

Segundo o estudo, os programas de incubação que apresentaram melhores resultados têm em comum uma série de práticas de gestão eficazes. Vejamos:

➜ Existência de uma missão estabelecida e escrita.

➜ Critérios claros para a seleção de incubados.

➜ Ciência do potencial de sucesso do mercado.

➜ Plano realista de obtenção de recursos.

Conselho diretivo

Incubadoras não podem oferecer apenas o espaço físico. Incubados também contam com apoio conceitual e teórico – muitas vezes, em forma de mentorias.

Incubadoras de sucesso contam com um quadro de conselheiros composto de profissionais de mercado das áreas de atuação dos negócios incubados, de empresários das empresas graduadas que prosperaram, de especialistas em transferência de tecnologias e de representantes do governo.

Manutenção de dados

Programas de incubação que realmente fomentam a cultura empreendedora coletam e armazenam dados por longos períodos. O objetivo é nunca perder de vista os resultados alcançados pelas graduadas, além de conhecer as transformações provocadas por sua atuação na atividade econômica.

Região

Uma parte do sucesso das incubadoras analisadas no estudo se deve ao desenvolvimento da região em que ela se encontra. Mesmo assim, essa influência se mostrou limitada até certo ponto.

Estar em um local com acesso fácil a tecnologias, força de trabalho mais qualificada e com maior nível educacional e disponibilidade de capital de investimento é fator facilitador, mas que não define o sucesso.

Já falamos aqui, por exemplo, de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, que prosperou com seu Vale da Eletrônica, mesmo sendo uma cidade de apenas 40 mil habitantes. Se deseja saber mais sobre como isso foi possível, não deixe de ler.

Mudança de mindset

Além disso, como qualquer projeto, incubadoras precisam ter metas bem definidas. Segundo este post da DEEP, uma plataforma de conhecimento criada pela Wylinka, o desafio de definição das métricas é grande.

Mercado e pesquisadores avaliam seu desempenho de formas bem distintas. As instituições de ensino cobram por volume de produção acadêmica: papers, revistas, grupos de pesquisa e produtividade nas publicações científicas.

Já o mercado mede o sucesso dos projetos de outras formas. Para ter exemplos, confira nosso post sobre indicadores para startups. Assim, um dos pontos principais que podem aumentar o desempenho das incubadoras é a mudança de mindset.

 

As universidades e os projetos inovadores

Como vimos, as universidades e seus programas de incubação contribuem para o fomento da cultura empreendedora não só por meio das estruturas físicas, mas também com estímulo teórico.

Esse grande impulso abriu caminho para novas pequenas e médias empresas e a criação de projetos inovadores capazes de transformar a economia.

Além disso, o benefício não é só para os incubados e para a sociedade. A troca de conhecimento entre a Universidade e os empreendedores propicia a criação de ambientes cada vez mais elaborados.

Isso colabora para o aumento da influência das incubadoras, que passam a exercer papel de transferência e transformação de produtos e serviços.

Para que esse processo seja mais bem-sucedido, é preciso que universidades encontrem formas de divulgar e promover o trabalho das incubadoras, quer no ambiente interno, quer no ambiente externo.

Você já passou por um processo de incubação? Conte para nós a sua experiência!

 

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