Manter um negócio rentável, com gastos e ganhos equilibrados, não é tarefa nada fácil. Nós sabemos bem disso. Por isso, todo empreendedor, seja ele pequeno, médio ou grande, sonha com o momento em que o seu ciclo de vendas passe a ter lucro.

É justamente para auxiliar os empresários a entenderem e identificarem quando um investimento feito ou um produto/serviço prestado vai cobrir todos os custos e passar a dar lucro que existe o chamado ponto de equilíbrio, mundialmente conhecido como “break even point”.

Saber exatamente o que é e como calcular o ponto de equilíbrio do seu negócio é fundamental para manter as suas atividades saudáveis e não passar por grandes sustos. Mas a pergunta é: você consegue entender exatamente o que ele representa? E o cálculo para chegar aos números corretos você consegue fazer?

ponto de equilíbrio

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O que é e por que eu devo calcular o ponto de equilíbrio?

O ponto de equilíbrio é o ponto de igualdade financeira entre todas as receitas e despesas da sua empresa em um mesmo período de tempo. Com ele, é possível identificar exatamente qual deve ser o faturamento mínimo mensal que o seu negócio precisa ter para garantir que os gastos, tanto fixos quanto variáveis, sejam cobertos.

Em resumo: o momento em que você, empresário, vai conseguir pagar todas as contas e, com isso, chegar ao tão sonhado ponto de começar a lucrar.

Não tem mistério: uma fórmula vai calcular esse número “mágico”. Quando as suas vendas atingirem tal valor, significa que o faturamento foi zerado. Assim, os custos e as despesas estão pagos e, apesar do seu lucro ainda não existir, é hora de começar a tê-lo.

Mas por que eu devo entender disso? Ora, trabalhar as suas atividades tendo claro quando você começará a lucrar  vai ajudá-lo e muito a determinar aspectos como preço dos produtos, por exemplo.

No entanto é importante deixar algo bem claro: nunca compare pontos de equilíbrio de negócios que se situam em ramos diferentes, pois os custos entre as empresas se diferem bastante. Dessa forma, só é possível estabelecer parâmetros comparativos com empresas que atuem na mesma área e que sejam do mesmo porte.

 

Contábil, financeiro e econômico. Entenda cada indicador

Existem basicamente três tipos de pontos de equilíbrio: contábil, financeiro e econômico. Saiba as diferenças principais entre cada um deles:

 

  • Contábil: o mais utilizado pelas empresas. Nele, os custos e despesas fixas são divididos pela contribuição. O resultado é um valor necessário para igualar exatamente os gastos e começar finalmente a lucrar.
  • Financeiro: a lógica é a mesma do ponto de equilíbrio contábil. No entanto, nesse indicador, as despesas que a empresa não precisa desembolsar, assim como as depreciações, são excluídas da equação. O foco aqui é nos gastos fundamentais para tocar o negócio.
  • Econômico: esse é um pouco diferente dos anteriores. Isso porque nele é necessário considerar no cálculo o chamado custo de oportunidade, que é a margem de ganho que se poderia ter caso o investimento fosse feito em algum outro negócio ou até mesmo se o dinheiro tivesse sido aplicado. Tudo é uma questão de escolha: o seu negócio deve gerar um lucro igual ou maior às opções que foram deixadas de lado, ou seja, deve-se descobrir quanto você deve faturar para deixar esse custo e a oportunidade equilibrados e tornar a sua opção a mais vantajosa.

 

Aprenda a calcular o seu ponto de equilíbrio

Vamos ao cálculo! As contas para chegar ao seu ponto de equilíbrio são as seguintes:

Contábil = valor total de custos e despesas fixas ÷ índice da margem de contribuição

Financeiro = despesas e custos fixos – (despesas não desembolsáveis ÷ margem de contribuição)

Econômico = valor total de custos e despesas fixas + (custo de oportunidade ÷ margem de contribuição)

 

Conheça a sua realidade

Conhecer o ponto de equilíbrio da sua empresa vai lhe mostrar o quanto você precisa vender para começar a se tornar lucrativo. Mas não entenda esse raciocínio como algo simples.

A partir do número obtido pelas equações, é preciso também avaliar com cuidado outras variáveis, tais como, capacidade máxima produtiva, gastos com mão de obra, necessidade de mais investimentos, etc.

Avalie seu ponto máximo de otimização e, se for necessário investir e aumentar os gastos, recalcule o ponto de equilíbro. Só assim você saberá se o seu plano é realista ou se necessita de mudanças.

Considere também a aceitação do seu negócio no mercado. Estude o seu consumidor. Afinal, não é porque você tem à mão o número de produtos que precisa vender para atingir o “break even” que eles serão necessariamente vendidos. Você tem a base. Agora, com conhecimento do caminho, é hora de pôr a mão na massa.

Quer ir além nos cálculos e aprender a fazer o planejamento financeiro para a sua empresa? Confira neste post o passo a passo.

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