As formas de prender a atenção do consumidor e impulsionar as vendas estão cada vez mais avançadas, sofisticadas e, por que não, persuasivas. A persuasão, afinal, pode ser uma ótima isca para qualquer negócio – desde que seja construída e trabalhada com a verdade. É aqui que entra um assunto já abordado em outro momento e que pode ser um ótimo aliado da estratégia de venda do seu produto ou serviço: o storytelling, que, traduzido literalmente, significa contação de histórias.

Em linhas gerais, um bom storytelling é uma narrativa construída valendo-se de técnicas que, se bem-desenvolvidas, criam vínculos emocionais e conexões do interlocutor com a sua marca. Trabalhar com autenticidade, emoção, pessoas reais e detalhes que (realmente) importam pode fazer toda a diferença. Hoje, mostramos neste post cases de storytelling de marcas que se sobressaíram pelo adequado uso do método. É hora de se inspirar!

 

Exemplos de storytelling bem-desenvolvidos

Ideias para criar fantasias de carnaval (Leroy Merlin + blog Starving)

Daniela Cadavez, que trabalha na Bureau 21, levou ao evento o case da Leroy Merlin Brasil, em parceria com o Starving, blog do Rio de Janeiro comandado pela digital influencer Amanda Britto. Na ação, uma espécie de “Do It Yourself”, a blogueira organizou um workshop na sede da Leroy para ensinar maneiras criativas de fazer fantasias de carnaval com produtos da empresa (arco para cabelo com pedrarias, por exemplo). É possível ver um pouquinho da experiência nos stories do Instagram de Amanda. Para Daniela, a ideia de trabalhar com pessoas (influencers, por exemplo) é muito importante, já que a humanização das marcas tem crescido consideravelmente. “Uma boa dica é entender a personalidade da sua marca e contar com uma pessoa alinhada a isso para relatar a sua história. Primeiro, é preciso olhar para dentro”, sugere.

Daniela comenta o trabalho com influenciadores como uma forma de contar histórias e humanizar a narrativa das marcas. Veja:

Histórias que transformam (Unimed)

O case da Unimed foi citado pela Renata Faber, que trabalha no Gaveta de Histórias, escritório de storytelling de Belo Horizonte. A iniciativa foi chamada de Histórias que Transformam, cuja missão era compartilhar histórias inspiradoras – contadas ou vividas por pessoas que, de alguma forma, têm relação com a marca Unimed. As situações são inúmeras e envolvem desde a Dona Carmozina, de 100 anos, que é acompanhada pelo Centro de Saúde da Cooperativa e faz exercícios físicos três vezes por semana; ao Flavinho, que perdeu a mão e parte do punho em um acidente e achava que jamais seguiria o seu sonho de lutar karatê – hoje, ele tem mais de 50 medalhas.

O excesso de informação que vemos nos dias de hoje, de acordo com a Renata, pode tornar uma marca irrelevante caso ela não seja apresentada de forma interessante. “Se não contar uma história de destaque, sua marca não vai aparecer. Além disso, não basta dizer que o seu produto é bom, ele precisa se mostrar bom e contar uma história que o valorize”, revela.

No vídeo abaixo, Renata comenta a relevância do storytelling para empresas atualmente e comenta a ação com a Unimed:

 

Outros cases de storytelling que inspiram

Retratos da Real Beleza (Dove)

A marca de produtos de higiene pessoal se baseou no tema do amor próprio para desenvolver mais uma ação de storytelling, o Retratos da Real Beleza. Na dinâmica, foi solicitado que as pessoas se descrevessem para um artista – que registrava, em um desenho, cada detalhe narrado. Em um segundo momento, essas mesmas pessoas deveriam descrever outras que estavam no grupo. O resultado revelou um lado emocional que um bom storytelling para empresas deve ter: os participantes se enxergavam sempre de uma maneira mais negativa do que a forma como viam os demais. A Dove vem cativando verdadeiros embaixadores da marca com suas ações recentes de storytelling. Vale a pena procurar saber mais de cada uma delas.

O álbum nunca fotografado (Dermodex)

A marca que comercializa produtos voltados para bebês também não economizou no assunto emoção. Eles procuraram pais adotivos – que não se importaram com a idade das crianças ao fazerem a adoção – para serem homenageados. Na ação O Álbum Nunca Fotografado, os pais contavam como imaginavam os momentos com os filhos se estivessem juntos desde muito antes. O resultado não poderia ser diferente: em álbuns fictícios, artistas recriaram as cenas descritas por cada um deles, um verdadeiro show de storytelling para empresas. O que melhor do que isso para representar a criação de vínculo emocional e a conexão com o consumidor?

#LikeAGirl (Always)

A marca de produtos de cuidados femininos da P&G também impressionou na campanha #LikeAGirl (“#TipoMenina”), que trouxe argumentos para colocar por água abaixo a ideia estereotipada e machista de que “fazer algo como uma menina” é ruim ou pejorativo. Na campanha, pessoas de diversas idades e gêneros são convidadas a encenar diferentes atividades – como lutar, jogar ou correr como uma garota “da primeira maneira que vier à mente”. O impacto pode ser imaginado ao contar apenas uma parte do vídeo: questionada sobre o que exatamente significa “correr como uma menina”, uma pequena garota responde que é “correr o mais rápido que puder”. Aqui também fica claro como apoiar causas relevantes para a marca pode ser uma boa técnica de storytelling para empresas, não é? Desde que, claro, haja autenticidade e seja um valor compartilhado legitimamente pela marca.

Agora que conheceu bons exemplos de storytelling para empresas, você percebeu que a criatividade tem papel importante nessa criação, certo? Aproveite para ler outro conteúdo que pode ser um aliado nessa construção, isto é, o da criatividade.

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