Você sabia que 67% das startups fecham entre dois e cinco anos de funcionamento?

A taxa parece alta, mas a solução, em parte, é simples. Falta validação do projeto antes de colocar tudo para rodar.

É muito perigoso partir para a ação e investir seu dinheiro em algo em que as pessoas não veem valor. Para evitar isso, você precisa fazer o máximo de testes de validação que conseguir.

A falta de interesse do mercado acontece muito porque os empreendedores abrem negócios movidos pelo amor ao trabalho e não validam a ideia.

No post de hoje, você vai entender a importância da validação de um projeto e como colocá-la em prática para lançar seu negócio com mais segurança.

 

O que são testes de validação

 

Validar significa entrar em contato com os consumidores, por diversos meios, para saber o que eles pensam sobre o seu produto ou serviço.

A prática parte da ideia de que, por mais que possa parecer, nem toda boa ideia cai no gosto do público. Pelo menos não imediatamente.

Existem empreendedores que têm resistência em validar um projeto. Isso acontece porque pode significar a dispensa total da ideia – que, muitas vezes, é o sonho da vida dele.

Mas nem sempre é dessa forma. A validação pode servir para você realizar alterações positivas no seu projeto, a fim de deixá-lo mais atraente.

Os testes de validação devem acontecer antes que você assine com o primeiro fornecedor ou escreva a primeira linha de código do seu site.

 

Quais são as melhores formas de validar uma ideia

 

Nas startups, quem falou primeiro sobre validação da ideia foi Eric Ries, com o seu Lean Startup. O livro é uma referência imbatível para quem empreende com inovação.

Por mais que o autor fale sobre startups, a ideia pode ser aplicada em qualquer negócio. A metodologia é baseada em três pilares:

  1. Canvas – feito para enxergar a funcionalidade das hipóteses. Você pode aprender com esse nosso post.
  2. Desenvolvimento de clientes – o empreendedor deve conversar com potenciais usuários, compradores e parceiros. Aqui também é o momento do MVP (produto mínimo viável), que vamos explicar um pouco à frente.
  3. Desenvolvimento ágil – utilizar os dados coletados para fazer alterações, de preferência com um modelo de pensamento dinâmico, como o Design Thinking.

Os três pontos precisam de muita atenção. No entanto, os testes de validação são definidos principalmente pelo seu MVP.

É com ele que você vai explicar e dar “um gostinho” do que será seu produto ou serviço para o público. Ele pode ter formatos diferentes, mas nem todos são o fit perfeito que você precisa.

 

Mas como fazer um MVP?

 

MVP significa Minimum Viable Product (ou “Produto Minimamente Viável”, em português). Ele é o mínimo que seu produto necessita para ser lançado. A ideia é de que você não precisa de muitos recursos para lançar um modelo, diminuindo os riscos.

Por isso, ele não pode ser mais do que um rascunho do seu produto ou serviço. Mas também precisa oferecer uma ideia clara sobre seu negócio para o que o feedback seja possível.

Então, se o seu produto é digital, o MVP não é um aplicativo que custa caro para desenvolver, mas precisa estar em uma plataforma virtual para ser próximo à ideia inicial.

Um exemplo clássico é o Dropbox. O MVP do serviço de nuvem foi apenas um vídeo, explicando como funcionaria e quanto custaria. Quem se interessasse deixava um e-mail.

A adesão logo nessa fase foi tão grande que ficou claro que seria viável trazer o projeto para o lançamento oficial, com todas as funcionalidades.

Nesse caso, o teste de validação foi para saber se um problema das pessoas seria resolvido e se pagariam por aquilo.

Nem sempre essas serão as respostas que você procura. Por isso, o formato depende muito de qual aspecto precisa ser validado.

Uma boa ideia é criar uma landing page para coletar dados sobre os interessados. Nela, você pode colocar uma pergunta, por exemplo: “você pagaria por isso? Se sim, quanto?”

Você pode estar com uma ideia quase no ponto, mas que, se fosse para o mercado do jeito que pensou, daria em nada.

Imagine só se Mark Zuckerberg tivesse tentado lançar o Facebook a partir de sua forma inicial, o FaceMash, criado quando ele era estudante de Harvard.

Teria sido um fracasso, já que consistia apenas em descobrir qual era o estudante mais atraente do campus por meio de fotos. A brincadeira que se transformou na maior rede social do mundo só ganhou o formato atual depois de muitas alterações.  

 

Resultado dos testes de validação

 

Depois de aplicar seu MVP, é interessante que você tenha resposta para suas hipóteses. Também não deixe de levar em consideração as opiniões que não tenham exatamente a ver com o que você pediu. Muitos insights vêm de pessoas que nunca tiveram contato com o mundo dos negócios.

Claro que nem sempre o público sabe o que quer. Provavelmente, no início do Uber, as pessoas se perguntavam “se já existe o táxi, para que preciso disso?” Muitas só viram valor quando o serviço já estava na rua.

Se depois dos testes de validação você não teve o resultado esperado, não escolha abandonar todo o projeto. Colocar uma ideia em prática pode ser uma questão de tentar, errar e aprender com os erros.

Pronto para fazer seus testes de validação? Conte o resultado para nós!

 

COMO DEFINIR O MODELO DE NEGÓCIO IDEAL

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