Bootstrapping faz sentido para o meu negócio?

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Imagine o cenário: você tem uma grande ideia de negócio, sabe exatamente como executá-la, mas não tem os recursos necessários para começar. Não há investidores dispostos a injetar dinheiro no projeto tampouco sócios com aporte financeiro suficiente. Diante disso, o que fazer? O Bootstrapping é um dos caminhos para conseguir os recursos iniciais de uma startup, sem a necessidade de fundos de investimentos externos.
Essa é uma situação corriqueira no Brasil. Milhares de empreendedores, apaixonados por uma ideia, têm de ser criativos na hora de tirar o negócio do papel. Por isso, neste post, apresentaremos o que significa Bootstrapping e como o processo pode viabilizar o início de uma empresa de sucesso.

Bootstrapping: o que é

 

Bootstrapping é o termo utilizado para designar a busca de recursos financeiros sem o apoio de investidores externos, a fim de viabilizar o início ou a manutenção de um negócio. O aporte pode ser oriundo do próprio empreendedor ou de seus clientes, por exemplo.
Justamente por não existir investidores de fora do negócio com a intenção de injetar dinheiro em uma ideia, o Bootstrapping se apresenta como uma solução viável aos empreendedores apaixonados e dispostos a seguir o negócio com recursos limitados.

Como fazer Bootstrapping?

 

Grandes empresas como a Sympla e o Buscapé adotaram a estratégia para acessar capital e há diversos caminhos que desembocam na prática de Bootstrapping. Provavelmente, você já se deparou com um deles ao navegar pela internet. O que caracteriza a prática tem a ver com a impossibilidade ou a escolha de contar com investimentos externos, isto é, aporte financeiro de investidores que não o do dono do negócio. Conheça algumas maneiras de fazer Bootstrapping:
  • Financiamento coletivo: uma campanha com o propósito de levantar fundos para uma ideia de negócio por meio de pessoas da sua rede (ou não) que acreditam na sua ideia. Hoje em dia, existem plataformas, como o Catarse e a Benfeitoria, que facilitam a realização do Crowdfunding.
  • Financiamento via cliente: o consumidor acredita na solução que o negócio traz e decide apoiar a ideia. Acontece por meio da disponibilização financeira para a compra de equipamentos, antecipação de vencimentos, ou seja, contribui com a viabilização da operação como um todo.
  • Faturamento do negócio: quando a ideia já está em funcionamento, e o fluxo financeiro, por sua vez, sustenta o crescimento da empresa.
  • Investimento próprio: aporte inicial feito pelo empreendedor para dar seguimento à ideia de negócio. Geralmente se dá quando o dono mantém dupla jornada de trabalho: ao longo do dia, segue no emprego, e no tempo livre, dedica-se ao projeto. Outro caminho é a criação de uma reserva financeira até reunir o montante necessário para o start do negócio.
Em todos os casos de Bootstrapping, há recursos financeiros limitados com o intuito de apostar na ideia. Então, embora não exija a abertura para investimentos externos e confira mais liberdade ao empreendedor, a prática requer bastante comprometimento com a ideia e a organização para o direcionamento assertivo do montante.

4 dicas para fazer Bootstrapping voltado ao seu negócio

 

Muitos empreendedores se perguntam se é mesmo possível dar o start em um negócio com o Bootstrapping. Outros questionam se a prática realmente funciona como uma saída para quem não conta com o aporte financeiro de investidores externos.
A verdade, contudo, é que, com o Bootstrapping, os recursos disponíveis são limitados e precisam ser utilizados com eficiência para que o negócio possa prosperar. Veja agora 4 dicas essenciais para aumentar as chances de o Bootstrapping funcionar na sua empresa.

1. Enxugue os custos

 

O primeiro mandamento de quem deseja prosperar com o Bootstrapping é estar mais atento ao fluxo de caixa do negócio. É importante enxugar os processos, atrair os talentos alinhados ao propósito da startup, assumir as tarefas que pode fazer sozinho, reduzir custos e evitar investimentos de baixa prioridade com o objetivo de manter a operação financeiramente sustentável.
Como os recursos são limitados, importa para onde vai cada centavo. Por isso, tenha em mente o controle dos gastos: saiba quais são os custos fixos, os variáveis, as despesas mensais e tudo aquilo que envolva a retirada de recursos financeiros.

2. Priorize a captação de receita

 

Uma das possibilidades de Bootstrapping que mais têm chances de dar certo é quando o faturamento próprio vai sustentando o crescimento do negócio. Por isso é tão importante priorizar a captação de receita, isto é, as vendas. Quais caminhos levam o negócio a alavancar o próprio faturamento? É lá onde seu foco deve estar.
Com o Bootstrapping, a ideia é conseguir os recursos iniciais visando alavancar o negócio, e eles não duram para sempre. Então, é fundamental gerar faturamento o mais rápido possível.

3. Invista no boca a boca

 

Se no início o orçamento relativo à divulgação é mais enxuto, é essencial otimizar o atendimento àqueles que já foram atraídos pela solução oferecida. Afinal, um cliente encantado é um potente difusor do negócio. Deixá-lo encantado e criar estratégias a fim de estimular a indicação para outras pessoas é um caminho possível de investir pouco e alcançar novos consumidores.

4. Utilize plataformas básicas para a divulgação

 

O modo como o negócio se posiciona na internet influencia diretamente a decisão de compra do usuário. Um site rápido, interativo e funcional, por exemplo, confere mais credibilidade do que um endereço eletrônico lento e desatualizado.
É importante, contudo, gerenciar o quanto o negócio investe para a criação da presença digital. Na fase inicial, a dica é adotar plataformas e modelos pré-prontos que atendam minimamente à comunicação da empresa na internet.
A proposta é que a presença digital da marca cresça à medida que o negócio alavanque. Dessa forma, o investimento em Marketing se torna sustentável para toda a operação.
Agora você já sabe: ainda que não exista nenhum investidor acreditando no potencial da sua ideia, é possível tirá-la do papel. O Bootstrapping é uma prática que dá mais autonomia e liberdade ao empreendedor para viabilizar o próprio negócio, já que não há necessidade de fundos de investimentos externos.
Existem diversas possibilidades de adotar a prática e uma delas pode ser adequada à sua realidade. Gostou dessa dica? Gostaria de ler mais conteúdos sobre Empreendedorismo e Inovação? Acesse agora mesmo, no nosso blog, outros posts como este!