Conheça as inovadoras DNVBs, as Marcas Verticais Nativas Digitais

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O que empresas como Sallve, Zissou, Bonobos e Glossier têm em comum? Elas são nativas digitais, como a nova geração de consumidores, e estão revolucionando o varejo em todo o mundo. As Marcas Digitalmente Nativas Verticais, conhecidas pela sigla DNVB, são empresas que nascem com suas operações totalmente digitais. Sem necessariamente dependerem de um ponto físico de venda. E têm alguns outros diferenciais em relação às empresas tradicionais ou até mesmo às empresas de comércio eletrônico.
Neste post, vamos entender como são as operações nessas empresas e por que as DNVBs representam o futuro dos negócios.

Digitais e verticais: entenda as DNVBs

As DNVBs nasceram na era digital e com formato totalmente digital, por meio de e-commerce ou outros canais de venda on-line. Além disso, elas são empresas verticais, ou seja, têm controle de toda a cadeia de produção, do início ao fim, em suas mãos. Do contato direto com os fornecedores de produção, embalagem, até a logística de entrega e estratégia de venda, elas são 100% responsáveis por tudo o que envolve o produto e sua comercialização.
Parece contraproducente e trabalhoso, não é? A grande vantagem da operação vertical é que as DNVBs conseguem acompanhar de perto todas as etapas da produção e venda. Isso possibilita uma experiência diferenciada aos consumidores. Um bom diferencial é que, sem intermediários, as DNVBs conseguem atuar diretamente nas estratégias de engajamento e relacionamento que contribuam para a fidelização do cliente.
Outra vantagem diz respeito a isto: como não são um marketplace, comercializam apenas produtos próprios. Podem acompanhar de perto tudo o que envolve a fabricação, assegurando mais qualidade ao produto.

Então, nada de lojas?

Um erro comum que as pessoas costumam cometer é achar que as DNVBs não podem ou não devem ter pontos físicos de venda. A grande diferença delas para os comércios tradicionais é que elas não dependem da venda física e, sim, muitas vezes operam totalmente on-line. Ademais, para ser considerada uma DNVB, é necessário que a marca tenha nascido com operações digitais, mesmo que posteriormente vá optar por implementar também pontos físicos.
O que acontece, em grande parte das vezes, é que até a venda física ocorre de maneira diferenciada com as DNVBs. Como a experiência é um dos pontos altos da sua estratégia de venda, elas tendem a apostar mais em lojas-conceito, ou flagships stores. Isso porque o cliente pode se aproximar mais da marca e explorar aspectos mais subjetivos do produto e da própria empresa.

Mais controle e resultados

De que maneira o controle total das operações pode trazer mais resultados para as DNVBs? Imagine uma empresa como o Magazine Luiza, que vende geladeiras da marca Brastemp, vamos dizer. Todo o esforço de Vendas e estratégias de Marketing empregados pela Brastemp no Brasil não necessariamente são convertidos em vendas por meio do Magazine Luiza, uma vez que há diversos outros concorrentes no mercado, com preços bastante similares.
Ao contrário, ao comercializar apenas produtos próprios, a DNVB é capaz de pensar em estratégias de venda diferenciadas e alinhadas a seus valores, alcançando resultados ainda melhores de venda. Ela também tem acesso direto às informações sobre seus clientes, podendo traçar um perfil mais assertivo do consumidor e trabalhar em ações mais refinadas de engajamento.

Experiência é tudo

Assim como elas próprias, os clientes das DNVBs são, em sua maioria, nativos digitais, ou seja, pertencem às gerações Z e também à Y, que, apesar de não terem nascido conectada, tiveram acesso à internet durante grande parte de sua vida. Para esses consumidores, a experiência é um dos fatores mais decisivos para a compra. De acordo com uma pesquisa realizada pela AT Kearney, a má experiência impediu que 22% das compras fossem concretizadas por jovens.
Por isso, essa é uma das maiores vantagens competitivas das DNVBs. Com contato mais direto com os clientes, elas podem pensar em experiências mais personalizadas e se valerem de todos os dados coletados ao longo do processo de pesquisa e compra. Além disso, elas são capazes de oferecer melhor experiência pós-venda, já que negociam diretamente com fornecedores (em caso de troca de produto ou de mercadorias com defeito), controlam prazos e têm equipe de atendimento própria.
Mas o foco em experiência do consumidor não é uma estratégia importante somente para as DNVBs. Com as redes sociais, as empresas estão cada vez mais atentas à experiência de quem compra seus produtos ou entra em contato com a marca, a sua percepção e opinião em relação aos produtos e aos serviços. Para entender melhor o que é o customer experience e descobrir como implementar boas práticas de relacionamento com seus clientes, confira este post.