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É comum os empresários e os gestores perceberem falta de motivação em suas equipes e em seus liderados. Um dos segredos de empresas como Google e Facebook para driblar situações como essas é fomentar o intraempreendedorismo.

A falta de foco, a dificuldade de bater a meta, o aumento da taxa de rotatividade ou mesmo de reclamações são sinais de que os funcionários não estão muito motivados.

Buscar maneiras de motivar individualmente os colaboradores é algo bastante desafiador para um líder. Afinal, cada pessoa tem um modo diferente de responder aos estímulos – o que pode ser benéfico para um, pode ser prejudicial ao outro.

Uma saída mais viável e mais rentável para o negócio, no entanto, é estimular uma cultura de intraempreendedorismo, ou empreendedorismo corporativo. E, a fim de saber tudo o que você precisa para colocar esse plano em prática, leia este conteúdo até o fim.

O que é intraempreendedorismo?

Intraempreendedorismo é a capacidade de agir conforme a postura empreendedora dentro da própria organização. Isto é, agir de forma visionária, buscando novos caminhos e soluções para os desafios da organização, assumindo uma posição de “dono do negócio”.

Isso envolve ir além das tarefas e das expectativas do gestor. Significa cumprir e superar as metas da empresa e do líder e ter a iniciativa de trazer e implementar novas formas de resolver os problemas.

É um papel desempenhado por pessoas que se preocupam com o bom cumprimento da missão organizacional. Seja nas empresas, seja nos órgãos públicos, seja nas organizações não governamentais.

São pessoas que entendem o vínculo entre desafios e oportunidades e como isso impacta o negócio.

Nesse processo, os colaboradores possuem liberdade para sugerir novos caminhos, opinar, pensar e implementar outras formas de resolução de desafios e trazer inovações.

Há uma relação maior de transparência entre os líderes e os liderados, possibilitando que o colaborador conheça bem não somente o seu papel, mas os objetivos da organização.

Assim, a burocracia e a hierarquia são reduzidas em prol de um ambiente mais fluido e colaborativo. Por outra via, para se compensar essa redução de rigidez em formas de controle, há um aumento da carga de responsabilidade, comprometimento e competência.

Portanto, o intraempreendedor é aquele que não teme assumir mais papéis e responsabilidades e que busca se capacitar para entregar além do que foi demandado.

Para que essa definição do que é intraempreendedor fique ainda mais nítida, vale a pena conferir o significado de “empreendedor”.

Afinal, o que é ser empreendedor?

O primeiro ponto importante é entender que ser empresário não é o mesmo que ser empreendedor. Empresário é aquele que investiu uma quantia de dinheiro para abrir ou adquirir um negócio e retirar o lucro daquela atividade.

Empreender é transformar ideias em negócios. É criar produtos e soluções para as necessidades de um determinado público, resolvendo problemas e superando desafios.

O empreendedorismo envolve estar atento às mudanças e às novidades do mundo e a capacidade de buscar inovações no produto, na forma de se organizar e na forma de se relacionar com o cliente.

E, por fim, cabe ao empreendedor gerenciar o negócio – analisar o ambiente, os concorrentes, cuidar da produção e de todos os processos da empresa.

Portanto, o intraempreendedor é capaz de agir como empreendedor, mas sem abrir ou comprar uma empresa. Ele assume essa postura dentro da organização na qual é funcionário.

Quais os benefícios do intraempreendedorismo?

São diversos os benefícios do intraempreendedorismo para as organizações. Afinal os colaboradores assumem uma postura de proprietário e se engajam com a resolução dos desafios.

Isso implica melhorias no processo de trabalho, em relação a produtos, na forma de atendimento e até mesmo no clima organizacional.

Por isso, resolvemos listar aqui algumas das principais vantagens:

1 – Aumento da motivação

Quando se envolve com o propósito do negócio, o colaborador passa a se sentir membro da organização, aumentando a sua percepção de importância individual e até mesmo do orgulho de ser parte daquele time.

Assim, as pessoas passam a se engajar verdadeiramente com o propósito e as metas da empresa. Isso, por sua vez, é um motor tanto para a motivação em grupo quanto para a motivação individual da empresa.

Os funcionários deixam de trabalhar somente pelo dinheiro e pela obrigação e começam a atuar pelo cumprimento de uma missão organizacional e em prol da resolução de um problema.

2 – Inovação

Muitas vezes os colaboradores estão mais próximos do público do que o gestor. Assim, eles conseguem entender melhor a percepção do consumidor e identificar problemas.

Existem inúmeros casos de inovação trazida por colaboradores com uma postura de empreendedores corporativos que perceberam a necessidade de inovar – quer com produtos, quer com formas de atendimento.

Em um banco da África, por exemplo, surgiu uma linha de microcrédito para mulheres, pela primeira vez no mundo, a partir da percepção de um funcionário atento.

Em um ambiente que estimula o intraempreendedorismo, por exemplo, uma área pode se voltar para a resolução de desafios de outras.

O Gmail do Google e a função “Curtir” do Facebook nasceram do envolvimento de funcionários de outros quadros na área de produtos.

Um colaborador que se atém somente ao rígido cumprimento das suas tarefas não seria capaz de trazer novas ideias ou novos produtos para a organização.

3 – Redução das taxas de rotatividade

Outro benefício do intraempreendedorismo que merece destaque é a redução das taxas de rotatividade.

Principalmente nas Gerações Y, a mudança de emprego é bastante comum e é uma tendência global. E a saída de funcionários traz várias consequências indesejáveis – como perda de informações, quebra do ritmo de trabalho com a necessidade de treinar um substituto e aumento dos custos.

Por isso, estimular ambientes em que o funcionário se sinta integrante de uma missão e capaz de resolver problemas é uma estratégia eficaz. Um colaborador mais satisfeito tende a não buscar ativamente por emprego.

Talvez você esteja se perguntando como aplicar tudo isso na sua realidade. Por isso, separamos algumas dicas práticas.

Como fomentar o intraempreendedorismo?

O primeiro ponto é entender que as habilidades de um empreendedor ou de um intraempreendedor não são, em regra, habilidades natas, mas que dependem de treino e de estímulo.

É preciso criar um ambiente favorável, que permita que o espírito inovador floresça. Por exemplo, deve existir uma relação em que as pessoas se sintam confortáveis em opinar, sem serem criticadas ou punidas.

A liderança também deve se posicionar de forma a abrir espaço para que funcionários possam trazer ideias, inclusive sobre gestão, sem se sentirem ameaçados.

É indicado também investir em educação e treinamentos corporativos. Seja com incentivo de verba para estudos, seja com um tempo dedicado na agenda para leitura de livros indicados e para trocas entre os funcionários.

Algumas empresas, como o Google, permitem que seus funcionários dediquem até 20% do seu tempo com a resolução de problemas de outras áreas. E são criadas maratonas para resolver algum desafio específico ou mesmo para pensar em algo novo.

Por fim, existem situações em que se estipula uma política de remuneração, um sistema de recompensas e bonificação voltados a pessoas que trazem ideias e boas práticas para as empresas.

Agora você já sabe o que precisa para estimular o intraempreendedorismo. Gostou das nossas dicas? Então confira nosso post sobre Empreendedorismo e certamente você será capaz de colocar tudo isso em prática.