O que é Design Sprint e porque aplicá-lo

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Profissionais de UI Design ou UX Design, com toda a certeza, já ouviram falar sobre Design Sprint. Afinal, esse termo é cada vez mais difundido na área. Mas você sabe o que é esse conceito e como aplicá-lo no seu negócio?

Antes de tudo, essa é uma metodologia ágil, desenvolvida pelo Google Ventures (departamento da Google que oferece capital a novas empresas de tecnologia), que está entre uma das maiores estratégias de negócios, inovação, ciência do comportamento, design thinking, dentre outras. Tal processo, quando trabalhado em equipe por meio de um sprint, pode ser um caminho para solucionar aqueles debates que não têm fim. E, acima de tudo, apontar uma direção inovadora.

É possível até compactar meses de trabalho em uma única semana. Já pensou? Por isso, continue lendo este artigo e entenda como planejar o seu!

O que é o Design Sprint?

Trata-se de um processo de imersão de cinco dias, no qual você reunirá uma equipe engajada para responder a perguntas críticas de negócios. O diferencial é que você será norteado por meio do design, da criação de protótipos e poderá testar também suas ideias com os clientes.

Jake Knapp é escritor e o designer responsável por testar a metodologia, na Google, em 2010. Depois de um longo período de testes, ele aperfeiçoou o processo em 2012, quando estava no Google Ventures, junto dos designers Braden Kowitz e John Zeratsky. Essa área da Google é focada em acelerar e testar ideias em fase inicial de construção.

Ao contrário do MPV (Mínimo Produto Viável), por meio do qual podemos levar até meses para validar se aquela ideia será promissora no mercado ou não, o Design Sprint flui como um “grande atalho”. Ou seja, ele vai direto ao encontro dos usuários para a validação de uma ideia, trabalho que pode encurtar o processo em até 40 horas! E, se você não tem muito tempo, essa metodologia pode ser certeira para o seu negócio.

Você, porém, pode estar se perguntando: “Como farei isso?”. Pois bem, a metodologia do Design Sprint é baseada em cinco etapas. Sendo assim, serão necessários (literalmente) cinco dias para transformar a ideia em algo concreto. Entretanto, antes de dar início ao processo, você precisa definir o desafio a ser solucionado.

Caso queira se aprofundar ainda mais no assunto, o livro best seller de Jake Knapp “Sprint” é uma ótima indicação para você ficar por dentro dos bastidores de algumas das startups mais impressionantes da América. E, claro, existem muitos outros livros interessantes sobre o tema indicados pelo próprio criador do Design Sprint.

É indicado para quem? Quando usar?

O Design Sprint pode ser usado por startups que estão em período inicial, projetos internos ou até mesmo aplicado àquelas ideias guardadas na gaveta e que precisam ganhar forma.

Além disso, o método pode ser usado:

  • antes de você investir tempo e dinheiro em uma startup ou projeto;
  • quando você precisa começar a desenhar alguma funcionalidade difícil;
  • ou quando o time está prestes a começar a trabalhar em um novo projeto.

Por fim, defina as pessoas que estarão envolvidas no Design Sprint.

A dica é ter pelo menos um designer; um product manager, pois ele conhece bastante seus usuários e o produto; um stakeholder, como o CEO da startup ou dono da ideia; um desenvolvedor, porque é importante ter alguém mais técnico. E, pra fechar: escolha um facilitador! Ou seja, a pessoa que vai guiar as sessões coletivas e mediar a equipe para que ninguém perca o foco!

Como fazer o Design Sprint?

1º Dia – segunda-feira

Após a equipe montada, o primeiro passo é colocar todas as ideias do projeto para fora. Principalmente para que todos estejam alinhados, é necessário que a equipe saiba de tudo nos mínimos detalhes.  Afinal, existem profissionais de áreas diferentes, como desenvolvimento e design. Esse alinhamento é que permitirá o sucesso do Design Sprint.

Nesta fase, o processo é chamado de “unpack”, ou seja, o ideal é propor atividades mais específicas para o grupo. Por exemplo: pesquise, levante hipóteses, defina métricas, imagine-se no lugar do consumidor e organize todas as ideias. Finalmente, anote tudo o que for discutido.

Sugestões que nortearão a semana:

  • pela manhã: planeje uma meta de longo prazo e, em seguida, faça um mapa do desafio;
  • pela tarde: solicite aos profissionais da sua empresa que compartilhem tudo o que sabem.

2º dia – terça-feira

Todos trabalharão nas ideias individualmente, colocando as hipóteses de solução. É importante que, no começo do dia, as pessoas não trabalhem tanto em grupo.

Depois que todos desenharam suas ideias, aí sim a equipe deverá reunir-se novamente visando discutir quais são as melhores soluções.

3º dia – quarta-feira

Na quarta-feira, a equipe terá uma pilha de soluções. Mas, e agora, qual caminho seguir? Como não é possível prototipar tantas ideias em apenas um dia, a meta será filtrar o que será usado e descartar sem medo outras propostas.

Lembre-se sempre de decidir aquelas que terão as melhores chances de atingir o objetivo final. Por fim, reúna as ideias vencedoras dos esboços e transforme-as em um storyboard, ou seja, um planejamento em passo a passo para o seu protótipo.

4º dia – quinta-feira

Este é indubitavelmente o dia de colocar a mão na massa: vamos prototipar! É um dia que exige planejamento, por isso escolha as melhores ferramentas. Concentre-se no ponto de vista voltado para o cliente do seu produto ou serviço. É possível terminar seu protótipo em apenas um dia.

Outro ponto importante: planeje as atividades logo no começo do dia, principalmente no que diz respeito às divisões de tarefas de cada membro da equipe ao prototipar.

5º dia – sexta-feira

Após criar soluções promissoras e o protótipo mais realista possível, faça testes! Você vai dar um passo adiante ao entrevistar potenciais usuários ou clientes, individualmente. Aprenda ao observar como eles reagirão ao seu protótipo!

É com esse teste que todo o Design Sprint valerá a pena, uma vez que será mais fácil saber qual atitude tomar a seguir. No fim do dia, você e a equipe discutirão os feedbacks dos usuários e saberão se o projeto deverá seguir em frente ou não.

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