Tendências para startups

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Os investimentos em startups cresceram 21 vezes nos últimos 5 anos. Por isso, se você é empreendedor e quer se inspirar em startups ou mesmo se deseja fundar uma empresa, vale a pena estar atento às tendências para startups.

A presença de startups impacta todo o ecossistema de empresas – seja em ideias complementares, seja em oportunidades, seja mesmo em tendências aos processos de trabalho.

Alguns setores no Brasil, como saúde e agronegócio, representam um mar de possibilidades. Para descobrir como você pode aproveitar as lacunas do mercado, leia este post até o final.

Antes de mais nada, vale conferir o conceito de startup.

Afinal, o que é uma startup?

São organizações empresariais ou societárias, nascentes ou em operação recente, cuja atuação caracteriza-se pela inovação aplicada a modelo de negócios ou a produtos ou serviços oferecidos. As startups, portanto, oferecem um produto ou serviço que ainda não é disponibilizado no mercado ou que os seus fundadores acreditam que não é atendido com qualidade.

Elas buscam preencher lacunas relevantes, fazendo algo novo ou inédito, trabalhando em altíssima incerteza. A finalidade é fazer mudanças no mundo real.

São elegíveis ao enquadramento como startup o empresário individual, a empresa individual de responsabilidade limitada, as sociedades empresariais, as sociedades cooperativas e as sociedades simples.

Os negócios não podem ultrapassar dez anos de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia. No caso de empresas criadas por incorporação ou fusão, será considerado o tempo de inscrição da empresa incorporadora ou da parte mais antiga na fusão. Em uma cisão para uma nova sociedade, será considerado tempo de inscrição da empresa cindida.

Para crescer, o produto ou serviço disponível precisa ser repetível e escalável. Assim, além de ideias muito boas, é necessário conseguir operacionalizar e colocar em prática.

Do ponto de vista da metodologia de trabalho, as startups se organizam para resolver problemas, o que implica atrair pessoas ou pensadores não convencionais. O intuito é mudar a forma como as coisas são normalmente feitas.

Tendências para startups

Só em janeiro de 2022, as startups brasileiras captaram US$ 591 milhões em rodadas de investimento. E o que se percebe é que algumas áreas de atuação têm se destacado.

1 – Fintechs

A palavra “fintech” surgiu da junção dos termos “finanças” e “tecnologia”, no inglês. São startups focadas em atender o mercado financeiro, quer com serviços e produtos para pessoas, quer para o funcionamento das empresas.

De forma geral, as fintechs se voltam para a construção de plataformas que facilitam o acesso aos serviços financeiros. Normalmente, elas se especializam em algum nicho ou em necessidades específicas que os bancos não atendem ou não prestam um atendimento com qualidade.

Portanto, as fintechs em alguns casos podem substituir os bancos; em outros, podem oferecer produtos complementares.

O foco costuma ser em resolver as situações das pessoas com mais agilidade, tanto otimizando alguns serviços financeiros quanto aumentando a presença de tecnologia.

A regulamentação das fintechs pode ser menor ou menos rígida que a de bancos, e isso permite soluções mais criativas.

2 – Healthtechs

As healthtechs, por sua vez, se voltam para a área de saúde. “Health” em inglês é “saúde”. Trata-se de uma forte tendência para startups no Brasil.

Afinal, no país uma grande parcela da população depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 190 milhões de pessoas são atendidas pelo SUS e aproximadamente 80% dessas pessoas dependem somente do SUS.

Por outro lado, o mercado de serviços médicos particulares ou de planos de saúde é bastante concentrado em poucas empresas. E a prestação de serviço também pode deixar a desejar. Afinal, diante da existência de poucas empresas, elas nem sempre se preocupam muito com a experiência do usuário.

Portanto, é um mercado muito amplo e com muitas oportunidades. Existem pessoas desassistidas, com dificuldade de acesso ou mesmo insatisfeitas com a qualidade do serviço prestado.

É uma área bem ampla, e há a percepção de uma tendência em startups para:

  • Aumentar o acesso à saúde – desde de plataformas que facilitam o contato entre pacientes e prestadores de serviços a plataformas de busca por profissionais e realização de marcações.
  • Telemedicina – com a pandemia, observaram-se alguns avanços nos atendimentos e na regulamentação de telemedicina. Em razão da extensão geográfica do Brasil, pensar em situações de consultas online facilitaria bastante o acesso a bons profissionais de saúde.
  • Terapia online – durante a pandemia, despontaram os atendimentos psicológicos e com terapeutas de forma online, surgindo até healtechs focadas em parcerias com as empresas.
  • Novas formas de remuneração pelos atendimentos e operadoras de saúde digital – cresceram as possibilidades de acesso a consultas particulares ou planos de saúde digitais e menos burocráticos.

E é importante lembrar que, com o envelhecimento da população, isto é, com o aumento da expectativa de vida e a redução das taxas de natalidade, novos serviços de saúde serão necessários.

Vale frisar que as healthtechs não se resumem a atendimentos médicos. Existe toda uma cadeia de profissionais da área da saúde que pode ser transformada – como nutricionistas, fisioterapeutas, psicológicos, profissionais especialistas em idosos.

3 – Logtechs

As logtechs, por sua vez, se voltam para as demandas e operações de logística. Desde soluções internas, para atender o funcionamento das empresas e a parte de suprimentos, até o atendimento externo, isto é, atendimento ao público. O objetivo é resolver os desafios do setor de logística de forma disruptiva e inovadora.

É um mercado bastante amplo, especialmente no Brasil, ainda muito dependente de rodovias. Envolve frotas, carga, frete, manutenção, estudo de rotas e muitas outras atividades.

Já existem no mercado nacionais startups focadas em otimizar as empresas de logísticas existentes, com ações para reduzir custos de manutenção, por exemplo.

4 – Ambiental, Social e Governança (ASG)

As startups com preocupação ambiental, social e em governança, ASG, ou ESG em inglês, também estão em alta. Como o nome diz, o termo “ambiental” se refere aos temas de preservação ambiental e recuperação; o “social” aos impactos em prol da comunidade; e a “governança” se relaciona com a conduta corporativa da empresa.

Em síntese, são propostas que visam reduzir os impactos ao meio ambiente, que se preocupam com as pessoas e adotam boas práticas administrativas.

Aqui o foco é realizar operações socialmente responsáveis e sustentáveis. Assim, startups de outros setores podem se enquadrar como ASG também.

5 – Agtechs

No Brasil, o PIB agregado do agronegócio em 2021 representou 27,4% do PIB nacional. Por isso, essa área é uma grande oportunidade.

O “ag” vem do agronegócio, e o “tech”, de tecnologia. São empresas que promovem inovações no setor de agronegócio, como: softwares, criação de alternativas energéticas, aproveitamento de resíduos, controle ambiental e da produção.

Hoje já existem agtechs focadas em fertilizantes, linhas de crédito e seguros, análises laboratoriais, sementes e genômica, plataforma de sistemas e dados, drones, máquinas e equipamentos, sensoriamento remoto, alimentos inovadores, plataformas de negociação e vendas, armazenamento, infraestrutura e logísticas, marketplace, dentre outras.

Processo de trabalho em startups

Um ponto que também merece atenção é o modo como as startups se organizam e contratam talentos. Afinal, essa análise pode ser uma boa referência para pequenas e médias empresas que buscam mais inovação.

Aliás, entender a forma de organização de uma startup pode ser uma base para pesquisas focadas em inteligência competitiva.

Separamos aqui alguns pontos:

No processo seletivo, por exemplo, é comum que as startups foquem em análises comportamentais e em análise de fit cultural.

Sobre a forma de trabalho, hoje, há uma preferência por adoção de trabalho no modelo remoto ou híbrido. Aliás, pesquisas indicam uma preferência por parte dos trabalhadores por esses modelos.

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