ClubHouse: o que é e como funciona essa rede social

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De repente, milhares de pessoas começaram a falar sobre uma tal de ClubHouse na internet. Mesmo sem entender ao certo de que se tratava, a expectativa da maioria girava em torno de receber um convite para ingressar na rede social. O boom do ClubHouse aconteceu em fevereiro deste ano, quando o fundador da Tesla, Elon Musk, foi o anfitrião de uma sala no aplicativo, e a conversa em áudio viralizou.

 

Embora recém-conhecida no Brasil, o ClubHouse alcançou a marca de dois milhões de usuários em fevereiro de 2021 — pouco menos de um ano depois do lançamento nos Estados Unidos, em março passado.

 

Se você ainda não conhece o ClubHouse, nem sabe qual é a funcionalidade da nova rede social, não se preocupe. Mostraremos o que é e como funciona o aplicativo, inclusive, para fazer negócios. Ficou interessado no assunto? Leia agora!

 

O que é ClubHouse?

ClubHouse é uma rede social destinada a conversas por voz. Usuários do aplicativo entram em salas de bate-papo e conseguem ouvir ou sediar entrevistas e discussões sobre os mais variados assuntos. É como sintonizar um podcast, mas ao vivo e com certo grau de exclusividade, já que, para criar uma conta, é preciso ter um Iphone e receber um convite de acesso.

 

O grande burburinho em torno da rede social reside justamente na sensação de “FOMO” (acrônimo em inglês atribuído para a sensação de “estar perdendo algo”), gerada não só entre os interessados em participar, como também entre os usuários da rede. Isso porque as conversas não ficam gravadas. Se não estiver na sala, o ouvinte perderá todo o

conteúdo.

 

Como funciona?

As salas de bate-papo são como uma ligação em conferência, mas apenas os anfitriões e os convidados (oradores) podem falar. Elas são segmentadas por tópicos, e os usuários conseguem entrar e sair das conversas de acordo com o próprio interesse. Não é possível enviar nenhum outro formato de mídia, como vídeos, imagens e texto. Apenas voz.

 

Assim como em uma chamada, tão logo o papo acaba, a sala também é fechada. Não há como acessar novamente o conteúdo, pois a conversa não fica salva. Além disso, a curadoria dos ambientes de conversação por voz é de responsabilidade do aplicativo.

Assim que se cadastra, o usuário pode escolher os tópicos e os assuntos os quais deseja escutar, como tecnologia, saúde, negócios, esportes, fé, dentre outros. Dessa maneira, o ClubHouse também consegue sugerir pessoas para que o ouvinte siga ou salas em que possa entrar, de acordo com o seu perfil.

 

 Outra possibilidade de encontrar salas de interesse é por meio do ícone de agenda, no canto superior direito da tela, onde ficam reunidos os próximos bate-papos e também os eventos agendados pelo usuário.

 

 Para entrar em qualquer uma das salas, o usuário seleciona a sala e entra como ouvinte, desde que o espaço ainda não tenha chegado ao limite de cinco mil pessoas. Aqueles que desejam falar podem pedir a fala por meio de um botão com o símbolo de “mão” no canto inferior direito do app.

Diferentemente do que ocorre em redes sociais como Instagram e Facebook, o foco está no conteúdo compartilhado nas conferências, e não em publicações do usuário no próprio perfil. Um detalhe – a área destinada a informações pessoais é básica: é possível incluir apenas o nome e uma pequena apresentação, também chamada de “bio”.

 

Outra funcionalidade que deve ganhar força nos próximos meses é a possibilidade de o usuário interagir por voz com a própria rede enquanto realiza outra atividade. Por exemplo, ao cozinhar, dirigir, trabalhar, existe a possibilidade de ele criar uma sala entre amigos, familiares, colegas de escritório para compartilhar o momento, mesmo a distância.

 

Como utilizar o ClubHouse a favor dos negócios

Recém-chegada ao Brasil, o ClubHouse ainda é uma incógnita para os negócios. Mesmo sem boas práticas consolidadas de atuação das empresas na rede social, porém, algumas tendências se mostram bastante eficazes no relacionamento entre usuários e marcas. Confira!

 

ClubHouse pode ajudar marcas a construir o senso de comunidade

As pessoas estão mais propensas a consumir de marcas com as quais podem se conectar e manter uma relação de confiança e transparência, como aponta o Marketing Inclusivo. Os valores adotados pelos negócios nunca foram tão importantes para alavancar o alcance de uma empresa.

 

Diante desse cenário, o ClubHouse vem se apresentando como uma rede social acessível para a criação de conteúdo próximo e engajador. Líderes, especialistas e referência das marcas têm acesso a um canal aberto para discussões e conversas diretas com o seu público. Isso abre portas para a criação de um senso de comunidade, do qual qualquer usuário interessado pode fazer parte e com ele contribuir.

 

Permite gerar conversas de valor

No ClubHouse, os usuários estão à distância de poucos cliques de bate-papos entre grandes nomes e referências de mercado, independentemente do tema.

 

Ao criar salas na rede social e abrir o diálogo sobre temas relevantes, as marcas conseguem gerar conteúdo de alto valor para a audiência, trazendo não só números positivos ao negócio, como também possibilitando educação e mudanças com a participação dos usuários.

 

Especialmente no boom de chegada, o ClubHouse atraiu a atenção de milhares de pessoas e marcas. Quer saber se vale a pena criar um perfil para o seu negócio na nova rede social?

Faça a você mesmo as seguintes perguntas: 

  • Assuntos relacionados à sua área de atuação são pautas de conversas no aplicativo?
  • Há um time disposto a gerar conversas de alto valor na rede social aos usuários?
  • Seus concorrentes utilizam o ClubHouse?
  • Você possui conteúdo relevante para entregar aos usuários?

Sem dúvidas, o ClubHouse entrega uma experiência de alto valor aos internautas que buscam educação, conhecimento e senso de comunidade. Se nos Estados Unidos a rede social já é popular, no Brasil há um caminho pela frente para a consolidação do aplicativo.

 

Ainda acostumado com conteúdos via imagem e vídeo em espaços como Instagram e Facebook, talvez leve um tempo até os usuários se adaptarem à rede social.

De todo modo, é essencial que as empresas acompanhem a dinâmica de mercado e o comportamento do consumidor em relação às novidades.

 

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