Gestão de Riscos: como aplicar na sua empresa

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O risco significa a probabilidade de perigo e de algo não sair como o esperado. Os riscos estão presentes em todas as atividades do cotidiano e não seria diferente com as organizações. Por isso, a Gestão de Riscos é fundamental com vistas a eliminar ou reduzir perdas financeiras e potencializar ganhos.

Conhece aquela máxima do “podemos dar um jeitinho nisso”? Muitas empresas resolvem seus problemas à medida que eles aparecem, mas fazer projeções de possíveis riscos é algo muito importante. Claro que nenhuma organização é intocável, já que as ameaças são inerentes a todos, mas existem alguns riscos possíveis de prever e evitar.

Um exemplo recente de ameaça é a pandemia causada pelo novo coronavírus, um risco  que afetou toda a população brasileira e evidentemente mundial. Em pouco mais de dois meses, a Covid-19 chegou ao Brasil, impactando também diversos setores da indústria e pegando todos de surpresa. Afinal, quando as empresas iam imaginar viver em um cenário como este? Seria possível prever alguma solução para reduzir os riscos do impacto da pandemia no negócio? Talvez sim.

Ao implantar uma Gestão de Riscos, somos forçados a atuar mais rapidamente visando minimizar ao máximo os impactos nos negócios. Por isso, mais do que nunca, fica evidente a necessidade de as empresas criarem essa mentalidade de ter um Plano de Contingência. Com o plano pronto, fica mais fácil tomar medidas mais assertivas.

Continue a leitura deste post para desvendar como aplicar a Gestão de Riscos na sua empresa.

Afinal, o que é Gestão de Riscos?

Além de tratar das possíveis ameaças ao seu negócio, a Gestão de Riscos mostra oportunidades que não devem ser desperdiçadas.

A Gestão de Riscos é a coordenação de todas as atividades que possam evitar que uma organização seja afetada de forma negativa, ou ainda que deixe de aproveitar as oportunidades de maneira positiva.

Estratégia e risco são termos que caminham juntos. Uma Gestão de Riscos eficaz deve fazer parte da tomada de decisões; ser sistemática e estruturada; ser parte integrante dos processos organizacionais; basear-se nas melhores informações e facilitar a melhoria contínua do negócio.

E, para atingir e acertar tudo isso mencionado, veja por onde você deve começar:

Os cinco passos para ter uma Gestão de Riscos

Estudar os tipos de riscos de um projeto é importante para o seu negócio. Na metodologia clássica, existem cinco passos que podem ser aplicados. Vejamos:

1 Identificação: mapeamento e compreensão dos riscos

O Processo de Identificação é aquele em que você vai precisar observar toda a empresa. Comece listando o seu contexto e faça um breve resumo dos objetivos organizacionais, pois é com base nos riscos desses objetivos (se não forem atingidos) que é necessário atenção.

Depois disso, faça a montagem da matriz SWOT, que tem a função de mostrar o ambiente no qual os objetivos institucionais serão perseguidos.

A matriz SWOT nada mais é do que a sigla em inglês para S-Strengths (Forças), W-Weaknesses (Fraquezas), O-Opportunities (Oportunidades), T-Threats (Ameaças).

É necessário entender a fragilidade e a vulnerabilidade do seu negócio. Além disso, você precisa ter em mente em qual estágio você está, se a empresa se encontra em amadurecimento, em fase de crescimento, de expansão ou de consolidação.

Por que estabelecer esses pontos é importante? Assim que isso for feito, ficará mais claro compreender os riscos. Ao fazer esse mapeamento e a listagem dos eventos de risco, liste as possíveis causas e as possíveis consequências de cada um desses eventos, para assim fechar a etapa de identificação desses problemas.

2 Análise Qualitativa

Com o mapeamento dos riscos feito, é hora de ouvir os gestores da companhia. Neste passo, você deve entender os processos e as atividades de cada setor. Valendo-se da Análise Qualitativa, você consegue definir o nível de relevância de cada ameaça, bem como a probabilidade de aquilo acontecer.

Quando os riscos forem definidos, determine seu efeito potencial. Aqui existem duas questões essenciais:

  • Qual é a probabilidade de ocorrência?
  • Qual é seu impacto no negócio?

Crie um mapa de avaliação de riscos. Essa dica é importante para ir priorizando aqueles riscos que mais impactam a empresa e com maiores chances de ocorrer.

3 Análise Quantitativa

Na Análise Quantitativa, vamos avaliar os impactos e os efeitos causados pelos riscos. Nesta etapa, será preciso investigar, tendo por base os dados e os números, quais são os potenciais impactos e os efeitos que as ameaças identificadas podem causar na empresa.

Análises Quantitativas favorecem uma visão panorâmica (mais abrangente) e também mais detalhada dos projetos da empresa.

Como colocar em prática a Análise Quantitativa? Bom, com os riscos definidos, faça uma análise numérica dos impactos que eles podem causar nos objetivos gerais. Comece sempre por aquelas ameaças mais críticas, já que elas devem ter prioridade alta nessa observação.

Uma boa dica é listar os eventos com potenciais de risco da seguinte forma:

  • Raríssimo
  • Raro
  • Eventual
  • Frequente
  • Muito frequente

Ou ainda:

  • Perda muito baixa
  • Perda baixa
  • Perda média
  • Perda grave

Em seguida, classifique como no exemplo:

  • Classificação: Raríssimo (uma vez ao ano)
  • Classificação: Perda muito baixa (R$ 0,01 a R$ 250,00)

4 Planejamento de Respostas

Na fase do Planejamento de Respostas, é o momento em que você definirá as ações, caso tenha uma ameaça, e como minimizará seus efeitos.

Enumere as ameaças por ordem de importância, com o objetivo de desenvolver uma escala de priorização.

A ideia é que essa lista seja criada do maior impacto e probabilidade até o menor. Crie um planejamento para acompanhar e eliminar as ameaças.

Lembre-se de que os métodos definidos para a solução dos problemas devem ser bem específicos e baseados em fatos.

Por exemplo: a organização tem funcionários que trabalham na rua. Para evitar o risco de contaminação e transmissão da Covid-19, a empresa fornecerá a eles máscaras e álcool em gel. Caso algum colaborador fique doente, a empresa colocará em prática  um Plano de Ação elaborado previamente para esse caso. A partir disso, ela testará as pessoas da equipe, manterá o funcionário afastado e deverá auxiliá-lo no que for possível.

5 Monitoramento

Chegamos à etapa final da criação da Gestão de Riscos. Nesta etapa – de Monitoramento –, é preciso acompanhar se os processos de prevenção estão sendo seguidos, além de verificar como os riscos estão se comportando.

Nesta ação existem diversas ferramentas que podem auxiliá-lo, como gerar controles sistematizados, produzir relatórios, levantar indicadores de desempenho, mecanismos de controle, dentre outros.

Monitore tudo e esteja atento às seguintes questões:

  • Os objetivos foram corretamente listados?
  • A matriz SWOT está completa ou é importante atualizar as forças/fraquezas/oportunidades/ameaças?
  • Os níveis de risco foram perfeitamente calculados?
  • As atividades de controle impedem o risco como esperado?

Essas são as etapas que compõem a Gestão de Riscos. Lembre-se de que não existe um modelo ideal a ser seguido, mas essa metodologia pode nortear você, ajudar a evitar os riscos para maximizar ganhos.

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