5 tendências de Food Service e como aplicá-las para lucrar em 2022

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O setor de Food Service enfrentou mudanças rápidas e inesperadas quando a pandemia surgiu no início de 2020.

Em todos os segmentos relacionados a alimentos e bebidas, as empresas foram forçadas a ajustar rapidamente as operações – inicialmente para se manter à tona e depois ter sucesso em longo prazo nesse novo ambiente do mercado. Algumas dessas adaptações rápidas mudaram para sempre o serviço de alimentação. Aqui estão algumas tendências que devem aprimorar e avançar o setor em 2022 e além.

Tendências para Food Service em 2022: conheça as principais

O delivery veio para ficar

Vamos começar por uma tendência que parece óbvia demais: as entregas de comida e bebidas.

O delivery, ou serviço de entregas de restaurantes, bares e lanchonetes, já estava em crescimento acelerado e, em razão  da pandemia, houve um estímulo maior para a utilização da modalidade. O setor registrou crescimentos expressivos em adesão pelos usuários, frequência dos pedidos ou cadastro de novos estabelecimentos nos últimos anos. Agora, já dá para dizer: o delivery veio para ficar.

A pesquisa Industry Insights – Telecom, Plataformas e Serviços de Educação –, realizada pela Globo, mostra dados impressionantes de 2021 sobre o uso dos serviços de entregas. Vejamos: 90% das pessoas entrevistadas conhecem o delivery de comida e 86% já o utilizaram.

Pensando nisso, já dá para dizer que investir no delivery é uma boa alternativa para quem trabalha no setor de Food Service, uma vez que os consumidores não param de usar o formato.

Um dado importante para complementar é onde oferecer o seu serviço de entregas. A mesma pesquisa mostra que:

  • 46% preferem comprar em plataformas de delivery, como iFood, Rappi e 99Food
  • 28% preferem os aplicativos dos próprios restaurantes
  • 20% optam pelo WhatsApp

Cabe ao estabelecimento avaliar as suas possibilidades e escolher a plataforma certa para fechar as entregas. O WhatsApp, vale lembrar, é uma ferramenta que fica sob total responsabilidade do restaurante, mas tem a vantagem de ser totalmente gratuito – enquanto aplicativos próprios, por exemplo, custam caro para ser desenvolvidos.

Meal kits, os kits de refeições

Meal kit é um termo em inglês que representa um kit completo para fazer uma refeição.

Só pelo nome você já deve imaginar: trata-se de um kit que o cliente compra para preparar ou finalizar sua refeição por conta própria, em casa.

Esse modelo, bastante popular nos Estados Unidos, funciona mais frequentemente por meio de uma assinatura. Quem se interessar assina um plano e recebe, em casa, ingredientes frescos e receitas para guiar o preparo da refeição.

O ChefTime, do grupo Pão de Açúcar, é um exemplo de como funciona esse modelo na prática. O Cheftime é  um serviço que entrega kits gastronômicos com ingredientes frescos, higienizados e na medida certa para as pessoas prepararem pratos em casa, tudo assinado por chefs profissionais.

Dark kitchens, as cozinhas compartilhadas

As dark kitchens, também chamadas de “cloud kitchens”, são cozinhas comerciais individualizadas, otimizadas e alugadas para uso de vários restaurantes em um só lugar. Em uma mesma empresa, funcionam diversos estabelecimentos, em estações de trabalho separadas, de uma forma parecida com a dos coworkings, só que com foco na cozinha para delivery.

De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), no segundo trimestre de 2021, 57,4% das redes de alimentação pesquisadas contavam com o modelo ou estavam na fase de planejamento ou implementação.

As vantagens do modelo são várias, e a principal é a agilidade. Com o foco totalmente voltado para o delivery, essas cozinhas conseguem otimizar o tempo de produção sem se preocuparem com o atendimento de mesas, por exemplo. Assim, saem mais pratos em menos tempo.

O compartilhamento do espaço também é um atrativo importante, visto que ajuda a reduzir os custos de alugar o próprio espaço e equipá-lo com todos os itens necessários. Por fim, essa é uma boa alternativa para quem está pensando em abrir um negócio de food service focado em delivery. O custo de implementação mais baixo e a operação facilitada pelas dark kitchens podem facilitar os primeiros passos de quem está começando.

Alimentos à base de plantas

Considerando os últimos dois anos, você ou alguém que você conhece reduziram o consumo de carnes?

Segundo os dados, existem boas chances de que a resposta seja sim. Uma pesquisa do GFI/Ibope, realizada em 2020, mostrou que 50% das pessoas disseram ter reduzido o consumo de carnes recentemente.

Esse momento casa com o surgimento de uma série de novas alternativas ao consumo desse tipo de proteína, especialmente a carne vermelha. Apesar de o vegetarianismo e o veganismo não serem conceitos nada novos, os últimos anos foram marcados por grandes marcas trazendo ao mercado alimentos que imitam carne, mas são feitos 100% à base de vegetais, como hambúrgueres, nuggets, linguiças e muito mais.

Os vegetais empregados nessa produção são diversos, como soja, grão-de-bico, lentilhas, ervilhas e outros grãos ricos em proteínas.

Nesse cenário, é possível encarar essa tendência de duas formas. Se você tiver um negócio que produz os próprios alimentos, pode ser a hora de voltar parte da produção para itens.

A forma mais simples, ainda, é diversificar o cardápio, caso se aplique ao seu negócio. Restaurantes, bares e lanchonetes precisam se lembrar dessa tendência para oferecer opções diferenciadas de proteínas. Ainda que não saiam em grande escala, esses produtos à base de plantas podem ser o diferencial para atrair consumidores que estão evitando a carne animal. Essa substituição pode ser pelos queijos, ovos e outros produtos de origem animal, mas que não sejam carne – e, portanto, são consumidos por vegetarianos. Por outro lado, o público vegano requer apenas produtos de origem vegetal; então vale ficar de olho nessa diferença.

Sustentabilidade na alimentação e no delivery

A sustentabilidade pode significar muitas coisas diferentes para vários setores. Em geral, a sustentabilidade tem tudo a ver com proteger, preservar ou restaurar o ambiente. Trata-se também de promover a equidade social e edificar as comunidades.

Os restaurantes podem atingir esses objetivos usando ampla gama de métodos diferentes. Tornar-se sustentável requer inovação e criatividade, mas pode acontecer por meio de pequenas, mas eficazes ações!

Os proprietários de restaurantes podem utilizar as soluções mais adequadas às suas necessidades e objetivos, e elas não precisam envolver grandes investimentos, seja de tempo, seja de dinheiro.

Algumas prioridades incluem a redução de plásticos descartáveis, redução de energia consumida e escolha de ingredientes mais sustentáveis.

Restaurantes socialmente conscientes também podem divulgar publicamente as maneiras pelas quais estão contribuindo para a causa ambiental, o que pode ajudar a convencer mais clientes e torná-los fiéis.

Buscando entender melhor como as empresas podem ser sustentáveis e socialmente responsáveis, leia o nosso conteúdo sobre o principal tema relacionado à sustentabilidade: o ESG. Descubra o que é governança ambiental e social e por que se preocupar com isso.