As edtechs, ou startups de educação, passam por um momento em que é possível conquistar oportunidades e crescer. Hoje, existem mais de 300 empresas do tipo no país, que crescem, em média, 20% ao ano. Já vimos um pouco sobre isso em outro post: “Edtechs: a onda das startups de educação“. Mas como é possível atingir esse crescimento?

Existe espaço para todas as empresas com boas ideias e um bom modelo de negócio. Não só estudantes, mas também profissionais, procuram por conhecimento acessível, que possa ser absorvido de qualquer lugar. No entanto, é preciso compreender esse público, garantir que está atendendo suas necessidades e conhecer a concorrência.

Neste artigo, listamos algumas dicas para edtechs que procuram ampliar seu negócio. Entenda melhor como lidar com o mercado, a competição e o financiamento, entre outras questões críticas para startups. Boa leitura!

 

1 – Tenha diferenciação de mercado

A primeira coisa que você precisa saber para ganhar impulso na sua edtech é que diferenciação é a chave. O mercado tem crescido, mas, para se destacar, é necessário oferecer algo que a concorrência não consegue disponibilizar. Assim, a sua proposta de valor precisa trazer uma nova perspectiva, resolver um problema de uma forma diferente, etc.

No nosso KIT CANVAS, você encontra o Canvas proposta de valor para criar o seu.

Além disso, tenha em mente que é preciso trazer uma vantagem ao consumidor. O seu produto é mais barato? Traz mais conveniência do que outros? Talvez a sua diferenciação esteja em um desses dois fatores.

Quando seu produto começar a ser copiado (acontece com todos de sucesso, como foi com a Uber), também é necessário ter uma “proteção”. Ou seja, algo que os copiadores nunca poderão imitar.

 

2 – Motive o uso

Educação é algo de que todos precisamos. É fato que as pessoas se importam menos em pagar por algo que traz um benefício que não tem preço, como o conhecimento. No entanto a motivação para utilizar serviços novos pode ser um pouco mais difícil de alcançar.

Isso porque, por mais que as pessoas tenham prática ao mexer com novas tecnologias e apresentem uma experiência do usuário boa, demora um pouco “pegar o jeito”. Ou seja, aprender a utilizar o aplicativo, o programa ou qualquer outra solução requer motivação.

Veja o exemplo do aplicativo Duolingo, que ensina novas línguas ao usuário por meio da gamificação. A fim de motivar os usuários, existem prêmios por frequência, pontuações, além de notificações push, que lembram as pessoas de como elas têm uma ferramenta de aprendizado próxima e fácil de utilizar.

Outra ideia é oferecer uma medição de progresso visível e fácil de acessar. Imagine, por exemplo, um mapa em que a pessoa possa enxergar o quanto evoluiu desde que começou a utilizar o Duolingo. Você também pode facilitar o uso criando um design eficiente. Saiba como neste infográfico!

 

3 – Conte sempre com especialistas

Essa é uma das dicas para edtechs mais importantes. Como startup de educação, você precisa ter conteúdos muito bem embasados, que não deixem escapar erros ou fiquem incompletos. Aqui, é a sua credibilidade como transmissor de conhecimento que está em jogo.

Caso o conteúdo seja produzido por terceiros, garanta que haverá um filtro mínimo. Além disso, permita que usuários digam a sua opinião sobre cada conteúdo, terceirizando também a avaliação. Dessa forma, você não compromete a qualidade do ensino que dissemina.

 

4 – Crie um modelo de negócio sólido

Todas as startups que conquistam sucesso no mercado têm um modelo diferenciado e sólido. Ou seja, elas definem bem seus consumidores e fontes de renda, além de custos e atividades-chave. Com as edtechs, isso pode ser um pouco nebuloso, já que nem sempre se sabe de onde a renda pode vir exatamente.

Quer compreender melhor o modelo de negócio? Indicamos o Canvas Business Model, ferramenta muito utilizada para criar modelos. Falamos sobre ele aqui. Não deixe de conferir.

 

5 – Entenda que cada um tem um ritmo

Edtechs precisam, como qualquer startup, compreender a sua persona. No entanto, no caso do mercado de educação, é preciso compreender também que cada pessoa tem um ritmo de aprendizagem. Isso precisa ser respeitado, e é necessário oferecer maneiras de contemplar todas elas.

Isso inclui, por exemplo, a inserção de indicativos de nível de conteúdo (básico, intermediário e avançado). Assim, você não corre o risco de perder usuários desmotivados pela falta de entendimento do conteúdo. Na verdade, eles precisariam de um conhecimento prévio.

O mesmo vale para quem está num estágio mais avançado e cai em conteúdos básicos. Os usuários podem se sentir desmotivados da mesma maneira. Veja, por exemplo, como a Udemy, plataforma de cursos on-line, separa esses níveis, por meio de um filtro disponível no site:

6 – Fomente a colaboração

Nossa última das dicas para edtechs: os usuários também podem aprender por meio da troca de experiências. Não deixe isso de fora da sua solução! O próprio Duolingo oferece fóruns e aprendizado com falantes nativos.

Assim, você alimenta uma rede social, fortalecendo também o engajamento e a motivação. Além da criação de grupos, procure oferecer recompensas e prêmios para quem ajudar os colegas a estudar.

E aí, gostou das nossas dicas para edtechs? As startups de educação têm muito potencial de crescimento. Para conseguir a sua fatia, basta oferecer soluções de alto valor para o usuário e customizá-las de acordo com a sua necessidade.

Você deseja impulsionar a sua startup? Confira dicas deste post:

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