Segundo dados da Receita Federal organizados pelo Sebrae, o Brasil tem mais de 300 mil estabelecimentos de pequeno varejo alimentar, ou mercado de vizinhança,  mais conhecidos como armazéns, mercadinhos, mercearias e minimercados.

Essas lojas são caracterizadas por possuir de um a quatro caixas de atendimento e vender itens de necessidade de consumo diário. De acordo com o Estudo Setorial Minimercados, publicado pelo Sebrae em 2014, esse tipo de negócio é um dos canais de vendas mais bem-sucedidos e promissores do varejo de autosserviço.

A pesquisa reúne alguns dados que nos ajudam a entender melhor o cenário das mercearias e dos minimercados no país. Conforme dados levantados, a maior parte desses estabelecimentos possui gestão familiar. Muitos proprietários já tinham experiência no varejo anterior à existência da loja. O tempo de existência das mercearias é, em média, de 17,5 anos. E seus principais clientes são pessoas do bairro que frequentam o local várias vezes ao mês, gastando pouco tempo e dinheiro de cada vez. Os minimercados atendem aqueles que necessitam de pequenas compras e que buscam opções mais próximas da sua residência ou do trabalho.

As mercearias são um tipo de comércio antigo, mas que cumprem, até hoje, um papel muito importante no abastecimento dos lares. Ao entender melhor o comportamento dos consumidores atuais e o tipo de serviço que procuram nesses estabelecimentos, é possível prestar um atendimento melhor, ampliar as vendas e crescer em qualidade e rendimentos.

Reunimos, neste post, algumas dicas para proprietários desse segmento extraídas do estudo do Sebrae. Elas indicam como a busca do consumidor por comodidade e praticidade, alimentação fora do lar e produtos saudáveis e sofisticados pode ser aproveitada para impactar positivamente as vendas dos armazéns.

Ofereça alimentação no estabelecimento

Ao mesmo tempo, existe crescente necessidade das pessoas em se alimentarem fora de casa. Com a falta de tempo para cozinhar e com a diminuição do tamanho das famílias, a alimentação se torna uma prática constante no dia a dia da população brasileira.

Pesquisas indicam que os gastos com esse tipo de alimentação no Brasil já representam mais de 30% do total. Esse índice é superior ao de países como França, Alemanha e Itália. Nos Estados Unidos, tal percentual chega a 41%. Nesse sentido, o mercado de vizinhança tem oportunidade para posicionar-se como destino não só para compra, mas também para consumo de alimentos dentro do próprio estabelecimento.

Dê boas condições de pagamento

Cinquenta e dois por cento dos clientes de mercearias e minimercados utilizam cartões de débito ou crédito para pagar suas compras. Isso mostra como a necessidade de que esses locais aceitem tal forma de pagamento. De fato, 72% dos brasileiros já possuem algum tipo de cartão de banco; por isso, adaptar-se a essa realidade é muito importante.

É crucial também que o momento da compra não seja demorado ou estressante – o consumidor não quer ter de enfrentar fila para usar a única máquina de cartão disponível no local. Por isso, invista em mais máquinas e treine a sua equipe para manuseá-las.

Invista em produtos com maior valor agregado

Sabemos que mercearias e minimercados geralmente vendem produtos básicos de alimentação e higiene, sendo utilizados pelos consumidores para suprir essas demandas do cotidiano. Entretanto, especialmente se o seu negócio estiver localizado em grandes centros urbanos, considere investir também em produtos diferentes e com maior valor agregado. Isso porque os moradores de grandes cidades costumam ter pouca disponibilidade, buscando praticidade e economia de tempo ao comprar em locais próximos ao lar, mesmo que tenham de pagar um pouco mais por isso. Esse tipo de consumidor geralmente está disposto a comprar produtos diferentes e sofisticados.

Outras dicas para mercearias e minimercados

Além do estudo do Sebrae, alguns dados do Hotmart sobre o comportamento do consumidor moderno podem ajudar a alavancar as vendas de mercearias e minimercados. Confira algumas dicas baseadas nessas informações:

  • O consumidor moderno procura soluções para seus problemas na internet. Por essa razão, é cada vez mais importante ter um site e pensar em estratégias de inbound marketing e marketing de conteúdo.
  • O consumidor moderno quer se sentir parte de uma comunidade. Por ter forte característica local, os minimercados podem estabelecer laços fortes tanto com o local onde atua quanto com seus moradores e fortalecendo sua marca como parte daquela comunidade.
  • O consumidor moderno se preocupa com produtos ecologicamente corretos e evita o desperdício. Assim, tenha um plano de sustentabilidade, não descarte resíduos da loja incorretamente e esteja atento a manter a produtos de marcas sustentáveis e ecológicas nas suas prateleiras.

Adequar mercearias e minimercados aos consumidores atuais é certamente um desafio, mas que tem grande potencial de expandir as vendas. Confira também nosso post sobre por que e como empreender no mercado de orgânicos.

 

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