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Ecossistema de startups: o que é e como funciona na prática

Ecossistema de startups: o que é e como funciona na prática

O termo “ecossistema de startups” e muitos outros termos relacionados a esse universo estão sendo usados com mais frequência nos últimos anos, à medida que o cenário de startups cresce cada vez mais. Mas muitas pessoas realmente não sabem o real significado de todos esses termos usados pelos empreendedores.Neste artigo, vamos discutir o termo “ecossistema de startup”, o que isso significa na prática e quais são as características que os compõem. Veja como os ecossistemas nascem e como você pode obter grandes vantagens ao fazer parte de um deles.

O que é um ecossistema de startups

Um ecossistema de startups é constituído por um grupo formado por empreendedores, startups e diferentes organizações em seus diversos estágios de crescimento. Juntos, eles formam um sistema para criar outros negócios e fomentá-los.Para iniciar uma nova startup, são necessários um ambiente propício e uma comunidade de apoio. Um ecossistema de startups trabalha em conjunto para apoiar os membros de sua comunidade e oferecer seus recursos uns aos outros para que cada um desenvolva seu negócio ou ideia.Os ecossistemas de startups são regidos por fatores internos e externos (ou seja, o clima financeiro pode determinar o sucesso ou não de um ecossistema específico).Existem incentivos fiscais para startups? O mercado disponível é grande ou pequeno? A comunidade de startups local está conectada ou não? São organizações prestadoras de serviços envolvidas no ecossistema? As grandes corporações, os investidores-anjo e as empresas de capital de risco estão dispostas a investir na economia local e no ecossistema de startups? Os governos locais estão envolvidos? O ecossistema empreendedor é apoiado por políticas locais?Todas essas questões e seus fatores subjacentes podem afetar as funções dos ecossistemas de startups.

O que compõe um ecossistema de startups?

Não existe uma receita de sucesso replicável para a formação de 100% dos ecossistema de startups. No entanto, existem alguns ingredientes-chave que cada ecossistema local precisa para prosperar.São eles, basicamente:

1. Startups

As próprias startups, é claro, são uma parte indispensável de qualquer ecossistema desse mercado. Elas são seus núcleos de inovação, disrupção e progresso. Elas dão “rosto” ao ecossistema local e ainda desempenham um papel de destaque no crescimento econômico.As startups também tendem a gerar um volume maior de empregos do que as grandes corporações, impulsionando o desenvolvimento econômico local. Uma vez que é adquirida ou se torna pública, uma startup gera dinheiro a seus acionistas, que pode então ser injetado de volta no ecossistema. Isso promove seu amadurecimento, o que acaba levando ao crescimento econômico.

2. Faculdades, universidades e outros programas educacionais

Seria difícil argumentar que as escolas fornecem um dos recursos mais importantes para os ecossistemas de startups em todo o mundo: o talento.Faculdades, universidades e outras instituições de ensino – como escolas de programação – desempenham um papel fundamental em nutrir talentos e colocar a próxima geração de empreendedores e funcionários de startups em seu caminho. O próprio Vale do Silício, que é o ecossistema mais conhecido do mundo, beneficia-se enormemente do talento das universidades locais da Ivy League.

3. Provedores de financiamento

Se o talento é o recurso mais significativo para as startups, o dinheiro vem em segundo lugar. Poucas startups sobrevivem por muito tempo sem um investidor ou uma instituição financeira para apoiá-las – e é por isso que elas são um pilar essencial de todo ecossistema de startups.Investidores-anjo, empresas de capital de risco, sites de crowdfunding e outros provedores de financiamento têm seu lugar dentro de um ecossistema.

4. Incubadoras e aceleradoras

Incubadoras e aceleradoras são programas que ajudam as startups a terem sucesso, fornecendo-lhes orientação, treinamento, estratégia, parcerias e financiamento. Eles são fundamentais para fazer startups decolarem, especialmente as em estágio inicial. Ter acesso aos recursos e à rede de um acelerador pode fazer ou quebrar uma startup que não se consolidou dentro do ecossistema.

5. Espaços de coworking

As startups – especialmente no estágio inicial – muitas vezes não têm fundos para pagar o próprio espaço de escritório. É aí que entram os espaços de coworking, ou seja, os escritórios compartilhados onde empresas diversas podem alugar um espaço por um preço acessível e sem compromisso de longo prazo.Mais relevante ainda: os espaços de coworking têm as próprias comunidades e geralmente organizam eventos onde os empreendedores podem expandir sua rede e explorar possíveis colaborações com outras empresas.

6. Prestadores de serviço

Não há negócio sem provedores de serviços, especialmente os jurídicos e financeiros para apoiá-lo. Todas as startups, não importa quão pequenas ou em estágio inicial, precisam de pelo menos um contador para começar. Os fundadores têm de se concentrar nos fundamentos do negócio: ficar atolado na burocracia não é uma opção.

7. Consultoria e mentores

É um fato: startups com mentores têm mais chances de sucesso.Organizações de consultoria e mentores podem ajudar os fundadores durante suas jornadas empreendedoras de várias maneiras. Por um lado, mentores experientes e bem-sucedidos auxiliam você a se manter responsável e fiel à sua visão. Sua experiência no negócio é muitas vezes fundamental para o seu sucesso. Essa pode ajudá-lo a se preparar para o futuro e oferecer opiniões imparciais sobre situações críticas.

8. Eventos

Você pode encontrar o coração e a alma de cada ecossistema de startups em sua comunidade de pessoas. E as pessoas têm que ser reunidas para formar uma comunidade.Conferências, workshops, encontros, eventos de networking e festas são essenciais para construir e manter um ecossistema de startups. Sem eventos, nenhum ecossistema consegue sobreviver por muito tempo.

9. Órgãos de apoio governamental

Em todos os países, as agências governamentais regulam os negócios. Os departamentos de comércio, indústria e comércio têm uma palavra a dizer sobre como as startups podem operar. Em algumas jurisdições, as políticas governamentais são favoráveis para startups: novos negócios podem aproveitar incentivos fiscais, subsídios e prêmios e buscar a ajuda de organizações governamentais que apoiam empreendedores. É nesses casos que os ecossistemas prosperam com mais facilidade, é claro.

Vantagens de um ecossistema para novas startups

Sabendo como eles funcionam, resta entender como as novas startups podem se beneficiar de fazer parte de um ecossistema estruturado. Os principais motivos envolvem:

Os ecossistemas fornecem às startups oportunidades de networking.

Relacionamento é importante em todas as esferas da vida e em todos os setores. Para startups, networking significa muitas coisas diferentes. Os empreendedores têm uma longa lista de prioridades, como garantir financiamento, descobrir como comercializar seus produtos, receber conselhos de outros empreendedores de sucesso e obter inspiração por meio da colaboração. Os ecossistemas são locais perfeitos para criar e fortalecer essas conexões.

Os ecossistemas fomentam a criatividade e a inovação

Os ecossistemas permitem uma proximidade difícil de igualar de outra forma. Eles encorajam a polinização cruzada entre empresas, culturas e indivíduos. Eles permitem que conceitos, teorias e ideias sejam testados dentro do ecossistema antes mesmo de chegarem ao mercado. Eles incentivam a competição acirrada entre os pares da indústria e criam uma cultura inventiva dentro dos ecossistemas em que existem.

Ecossistema e startups no Brasil: qual é o cenário?

Dados de 2020 apontam que, no Brasil, temos mais de 13.400 startups mapeadas, um pouco mais de 70 comunidades e milhares de atores públicos e privados, líderes e empreendedores.No mesmo ano, a propósito, São Paulo entrou na última colocação (30º) do Ranking 2020: Top 30 + Runners-up do startup Genome, uma das maiores organizações mundiais que trabalham estudos e dados sobre o ecossistema de startups pelo mundo. E é a única cidade brasileira que compõe a lista, liderada por: Vale do Silício (EUA), Nova York (EUA), Londres (ING), Pequim (CHI) e Boston (EUA).Em Minas Gerais, o cenário também é bastante promissor, estando atrás apenas de São Paulo em números. São mais de 780 startups em solo mineiro e, apenas nos últimos três anos, foram investidos mais de US$ 60 milhões nesses empreendimentos, segundo o relatório Distrito Minas Tech.Em todo o estado, já foram investidos US$ 100 milhões em startups, sendo que 60% desse valor apenas nos últimos três anos. O que os números mostram são resultados expressivos das centenas de startups sediadas em Minas, assim como uma oportunidade para aproveitar o grande ecossistema já formado por aqui.Para continuar aprendendo sobre o tema e explorar as possibilidades para o seu novo negócio, leia também o nosso artigo sobre o processo de aceleração de uma startup!